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O Barbeiro de Sevilha em curta temporada no TMRJ

Postado por Allex Lourenço em 22/nov/2022 -

Em novembro, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro vai apresentar O Barbeiro de Sevilha, de Gioachino Rossini, a ópera cômica que mais vezes subiu ao palco do Theatro ao longo de sua história: foram quase 40 temporadas! Com o patrocínio Ouro Petrobras e realização AATM, a ópera com melodias ágeis, ritmo frenético e situações hilariantes, tem agradado plateias do mundo todo por mais de dois séculos. As récitas acontecem nos dias 16 (ensaio aberto), 18, 20, 22 (fechado para escolas), 23 e 26 de novembro e todas terão uma palestra gratuita uma hora antes das apresentações.

Com concepção e direção cênica de Julianna Santos, O Barbeiro de Sevilha contará com os solistas Vinicius Atique (Figaro), Lara Cavalcanti (Rosina), Cintia Graton (Rosina – dia 22/11), Anibal Mancini (Almaviva), Saulo Javan (Don Bartolo), Murilo Neves (Don Basilio), Rose Provenzano-Páscoa (Berta), Leonardo Thieze (Fiorello) e FlávioMello (Oficial) com Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal sob a direção musical e regência de Felipe Prazeres. A Direção Artística do TMRJ é de Eric Herrero.

Il barbiere di Siviglia (O Barbeiro de Sevilha) é uma ópera em dois atos de Gioachino Rossini com libreto de Cesare Sterbini baseado na peça homônima de Beaumarchais. O título original da obra era  Almaviva, o sia l’inutile precauzione (Almaviva, ou seja, a precaução inútil).

Antes de Rossini, Giovanni Paisiello compôs o seu Barbeiro de Sevilha em 1782 (dez anos antes do nascimento de Rossini). Com esse mesmo trabalho, Paisiello recebeu um dos maiores sucessos de sua carreira.

Tendo sido Paisiello um dos maiores representantes da ópera napolitana, o sucesso anterior de seu Barbeiro de Sevilha fez parecer inadmissível que um compositor de 23 anos, mesmo que tão talentoso, ousasse desafiá-lo. Só que Rossini não queria desafiar ninguém, pois que, na verdade, nem teve nenhuma responsabilidade pelo assunto.

O que aconteceu foi que a obra tinha sido escolhida pelo empresário do Teatro Argentino em Roma, o Duque Francesco Sforza Cesarini, que encomendou  a Rossini um trabalho para o próximo carnaval. E, naquela época, qualquer representação tinha que submeter-se à censura papal. Com isso, por precaução e estratégia o empresário propôs O Barbeiro de Sevilha como tema, que foi imediatamente aprovado pelos censores papais.

A primeira apresentação ocorreu em 20 de fevereiro de 1816 no Teatro Argentina em Roma e terminou em meio a assobios. O clima geral foi de boicote total, devido aos adeptos da versão da ópera de Paisiello, favorecida também pela morte súbita do empresário do Teatro Argentina. Contudo, já a partir da segunda apresentação, o público aclamou a obra de Rossini, levando-a a obscurecer a versão anterior de Paisiello e tornando-se uma das óperas mais representadas no mundo.

Enredo da obra:

Em Sevilha o Conde d’Almaviva apaixona-se pela bela Rosina, que no entanto vive praticamente prisioneira por causa do seu tutor, Dom Bartolo, que, por querer desposá-la, tem muitos ciúmes dela…porém com um interesse econômico muito maior do que por verdadeira afeição.

O Conde, apesar da estreita vigilância de Don Bartolo, ainda consegue comunicar seu amor a Rosina, mas não revela imediatamente sua identidade, por desejar que ela o ame por quem ele é e não por seu título. Assim, ele se apresenta a ela como Lindoro, um simples estudante. Rosina corresponde ao seu assédio, mas não sabe como fugir da vigilância de Dom Bartolo.

É neste momento que Figaro, um barbeiro inteligente e simpático, entra em cena para ajudar os dois amantes atuando como ‘mensageiro’: a seu conselho, o Conde, inicialmente consegue entrar na casa de Dom Bartolo sob a identidade falsa de um soldado em busca de hospitalidade; depois de um instrutor de música.Mas Don Bartolo, que é muito desconfiado, tem um assistente, Don Basilio, que lhe sugere inventar uma calúnia para desacreditar o Conde aos olhos de Rosina. No entanto, o Conde e Rosina espertamente, conseguem organizar- se para a fuga, graças à cumplicidade de Fígaro, que os ajuda distraindo Dom Bartolo com a desculpa de barbeá-lo.

Dom Bartolo e Dom Basilio seguem tentando desacreditar o Conde aos olhos de Rosina, dizendo-lhe que ele mentiu para ela e que ele não é nenhum estudante.

Aí Rosina, arrependida de ter confiado nele, está prestes a desistir de sua fuga e casar-se com Dom Bartolo por puro despeito. Só que, no final, o Conde esclarece tudo, revela sua verdadeira identidade e o motivo pelo qual se apresentou a ela como Lindoro.  Rosina, então, entende tudo o que se passou e concorda em casar-se com ele, jogando por terra os planos de Don Bartolo.

Solistas:

Figaro – Vinicius Atique (barítono)
Rosina – Lara Cavalcanti (mezzo-soprano)
                Cintia Graton (mezzo-soprano) – (22/11)
Almaviva – Anibal Mancini (tenor)
Don Bartolo – Saulo Javan (baixo)
Don Basilio – Murilo Neves (baixo)

Berta – Rose Provenzano-Páscoa (soprano)
Fiorello – Leonardo Thieze (baixo)
Oficial – Flávio Mello (barítono)

Ficha Técnica:

Música de Gioachino Rossini
Libreto de Cesare Sterbini

Direção musical e regência – Felipe Prazeres
Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal (OSTM)
Regência do Coro – Priscila Bomfim
Concepção e direção cênica – Julianna Santos
Cenografia – Giorgia Massetani
Figurinos – Olintho Malaquias
Iluminação – Fabio Retti e Paulo Ornellas
Direção Artística do TMRJ – Eric Herrero

Récitas:
16/ 11 – 19h (ensaio aberto)
18/11 – 19h (estreia)
20/11 – 17h
22/11 – 14h (récita para escolas)
23/11 – 19h
26/11 – 19h

Serviço:
O Barbeiro de Sevilha
Récitas: 16/ 11 (ensaio aberto), 18/11, 23/11 e 26/11- às 19h, 20/11 às 17h.
22/11 às 14h (fechado para escolas)
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, s/nº – Centro
Classificação: livre

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio SulAmérica Paradiso
Patrocínio Ouro Petrobras
Lei de Incentivo à Cultura
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal
Os ingressos da ópera O Barbeiro de Sevilha estão à venda no site do Theatro Municipal (https://theatromunicipalrj.eleventickets.com/#!/evento/9302066507748c46d0971e94eddfbe60f81619b2/) e na bilheteria do Theatro. Antes de cada espetáculo, haverá uma palestra sobre a ópera e suas curiosidades.

Preços dos ingressos:
Frisas e Camarotes – R$80,00 (ingresso individual) ou R$480,00 (6 lugares)
Plateia e Balcão Nobre – R$60,00
Balcão Superior – R$40,00
Balcão Superior Lateral – R$40,00
Galeria Central – R$20,00
Galeria Lateral – R$20,00

TMRJ recebe apresentação única de ‘O boi e o burro no caminho de Belém’

Postado por Marietta Trotta em 22/nov/2022 -

“O boi e o burro no caminho de Belém”

Baseada na obra de Maria Clara Machado, ópera infantil

tem música e libreto de Tim Rescala

Com direção cênica de Cacá Mourthé e regência de Priscila Bomfim,

 as récitas serão na Escola de Música da UFRJ e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a partir de 25 de novembro, com entrada gratuita

Encenada pela primeira vez em 1953, “O boi e o burro no caminho de Belém” é uma das mais emblemáticas peças de Maria Clara Machado, o maior nome da dramaturgia para crianças no país, fundadora da renomada escola de artes cênicas O Tablado. Quase 70 anos após sua estreia, o texto agora ressurge como uma ópera infantil. Com música e libreto de Tim Rescala, direção cênica de Cacá Mourthé e regência da maestrina Priscila Bomfim, o espetáculo é um auto de Natal cheio de encanto, humor e brasilidade. “O boi e o burro no caminho de Belém” estreia em 25 de novembro na Escola de Música da UFRJ, onde fica em cartaz até 4 de dezembro. No dia 30 de novembro, o espetáculo tem única apresentação no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Toda a temporada é gratuita.

Num estábulo muito simples, mas acolhedor, o Boi e o Burro, figuras presentes no tradicional presépio de Natal, narram a história da noite do nascimento de Jesus Cristo. Com um olhar singelo e bem-humorado, os dois tentam entender o mistério da Estrela de Belém, que veio parar em cima do seu estábulo, e a presença de reis, pastores e anjos, além de Maria e José. “O boi e o burro no caminho de Belém” foi a primeira peça escrita por Maria Clara Machado. Inicialmente pensada para o teatro de bonecos, acabou sendo montada com atores. Desde a sua estreia, foi remontada inúmeras vezes.

“Maria Clara Machado costumava chamar de ‘farsa-mistério de natal’. É uma história singela, poética e atemporal; por isso agrada há tanto tempo crianças de todas as idades”, conta Cacá Mourthé. “O espetáculo é um programa para toda família, que nos leva a um Natal simbólico, com uma mensagem de renovação e esperança para o novo ano que está chegando. Há 2 mil festejamos o Natal repetidamente e, às vezes, esquecemos que o verdadeiro sentido da data é deixar pra trás as velhas ideias e os velhos hábitos cotidianos e nos abrir para o novo. Assim podemos renascer junto ao menino de Belém todos os anos e todos os dias. Feliz Natal!”, completa a diretora cênica da montagem.

No elenco principal da ópera “O boi e o burro no caminho de Belém” estão Flávio Melo/Johnny França (Boi), Ossiandro Brito (Burro) e Iago Cirino (Pastor) –acompanhados por outros cinco atores, mais o Coral Brasil Ensemble UFRJ (formado por 16 vozes) e uma orquestra sinfônica com 25 músicos. Diretor de arte da montagem, Ronald Teixeira criou um cenário que resgata a simplicidade de uma manjedoura com muita madeira e palha. Para os figurinos do Boi e do Burro, além de roupas que se assemelham à pele dos animais, foram confeccionadas duas máscaras pelo artista Eric Fuly.

Autor de óperas de sucesso, Tim Rescala destaca o respeito ao texto original na sua transposição. “Precisamos respeitar a espinha dorsal. Mas, por se tratar de uma outra linguagem, devemos propor algo novo. O desafio é transformar o texto de teatro em versos”, conta Tim, que repete a parceria com a diretora Cacá Mourthé, com quem fez a ópera infantil “O cavalinho azul”, também baseada na obra de Maria Clara Machado.

Tim Rescala – Estudou na Escola de Música da UFRJ e na Escola de Música Villa-Lobos. Com Hans-Joachim Koellreutter, estudou composição, contraponto e arranjo. Licenciou-se em música pela UNI-RIO. Autor de óperas, musicais, música de câmera e eletroacústica. Compositor e diretor musical de várias peças de teatro. É um dos mais premiados compositores brasileiros, tendo recebido diversos prêmios Mambembe, Shell, Coca-Cola, APTR e CBTIJ. Faz música para cinema, exposições e TV, tendo trabalhado para a TV Globo por 30 anos. Escreve e apresenta “Blim-blem-blom” na rádio MEC-FM desde 2011. Em 2021, compôs a ópera “O engenheiro” e o musical “Pinóquio”. Em 2022, vai estrear a ópera “O auto da compadecida” e regerá a Orquestra Sinfônica Nacional – UFF em concerto com suas obras na Sala Cecília Meireles, em comemoração aos seus 60 anos.

Cacá Mourthé – Professora de teatro há 45 anos, atualmente é diretora artística do Tablado e diretora do curso de improvisação d’O Tablado, ganhadora de vários prêmios, entre eles Mambembe e Coca-Cola, tem como seus mais recentes trabalhos em direção: “A menina e o vento” e “A viagem de Clarinha” (2012), “A bruxinha que era boa”, “Os saltimbancos” e “Pluft, o fantasminha” (2014). Escreveu o roteiro do filme “Pluft, o fantasminha” com José Lavigne e Rosane Svartman, que estreou em 2022. Em 2016, dirigiu a peça “TãoTão”, que teve 12 indicações ao 3º Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças, sendo uma delas de melhor direção. Em 2022, assinou a direção do espetáculo “O Cálice Sagrado”.

FICHA TÉCNICA

Baseado no texto de Maria Clara Machado


Músicas e Libreto: Tim Rescala
Direção Cênica: Cacá Mourthé

Regência: Priscila Bomfim


Elenco:

Boi: Flávio Melo / Johnny França

Burro: Ossiandro Brito

Pastor: Iago Cirino

José: José Beltrão

Maria / Pastora: Ágatha Marinho

Rainha Amarela / Coro: Ester Melo

Rainha Branca / Coro: Edilene Melo

Rainha Negra / Coro: Nicole Costa

Rei Amarelo / Coro: Bernardo Rulff

Rei Branco / Coro: Carlos Côrtes

Rei Negro / Coro: Lucas Aguiar

Guarda do Tesouro / Coro: Eduardo Barbosa

Anja da perna de pau: Alarisse Mattar

Anjas e Pastoras

Gabriela Ruppert

Mariana Campinho

Pastoras / Coro

Carla Garcia

Esther Santiago

Giovana Toscano

Luana Nascimento

Marcia Mendes

Pastores / Coro

André Cisco

Cristóbal Rioseco

JP Santiago

Moises Hills

Orquestra Sinfônica da UFRJ

Direção de Arte, Cenografia e Figurinos: Ronald Teixeira

Visagismo: Mona Magalhães

Iluminação: José Henrique Moreira

Máscaras: Eric Fuly

Desenho de som: João Gabriel Mattos

Regência do Coro: Maria José Chevitarese

Preparação vocal do coro: Juliana Melleiro

Pianistas ensaiadoras: Juliana Coelho e Leandra Vital

Assistente de Direção: Victor Hugo

Diretores de arte assistentes e figurinistas assistentes: Everthon Jose, Jovanna Souza e Ricardo Júnior

Cenógrafo assistente: George Bravo

Costura dos figurinos: Gabriel Leocádio

Produção de figurinos: Cris Chevriet

Costureira: Mônica Santos

Operação de som: João Gabriel Mattos

Diretor de Palco: Wellison Nogueira

Assessoria de imprensa: Catharina Rocha e Paula Catunda

Redes Sociais: Rafael Teixeira

Designer gráfico: Marcus Moraes

Produção: Pagu Produções Culturais

Direção de Produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi e Fernanda Pascoal

Produção Executiva: Fernando Queiroz e Juliana Soares

Assistente de Produção: Miguel Angelo

Gestão Administrativa – Financeira: Natália Simonete – Estufa de Ideias

Assistente Financeiro: Pedro Henrique Cavalcante – Estufa de Ideias

SERVIÇO ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ

Espetáculo: “O Boi e o Burro no Caminho de Belém”

Temporada: de 25 de novembro a 04 de dezembro de 2022
Dias e horários:  

Novembro

25/11 (sexta), às 19h

26/11 (sábado), às 14h30 e 17h

27/11 (domingo), às 14h30 e 17h

Dezembro

03/12 (sábado), às 14h30 e 17h

04/12 (domingo), às 14h30 e 17h

Local: Salão Leopoldo Miguez – Escola de Música da UFRJ (Rua do Passeio, 98 – Centro)

Informações: (21) 2532-4649

Ingressos: Gratuitos (retirada 1 hora antes do início do espetáculo)

Classificação: Livre

Duração: 60 min.

SERVIÇO THEATRO MUNICIPAL

Espetáculo: “O Boi e o Burro no Caminho de Belém”

Apresentação: 30 de novembro (quarta), às 19h

Local: Teatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, S/N – Centro)

Informações: (21) 2332-9191

Ingressos: Gratuito. Retirada de ingressos somente pelo site do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (https://theatromunicipalrj.eleventickets.com)

Classificação: Livre

Duração: 60 min.

Palco do TMRJ recebe no dia 24/11 o pianista britânico Benjamin Grosnevor

Postado por Allex Lourenço em 18/nov/2022 -

Pianista britânico internacionalmente reconhecido pelas suas apresentações eletrizantes e intensas, Benjamin Grosnevor se apresenta na quinta-feira, dia 24 de novembro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O repertório terá obras de Bach, Liszt e Ravel. O recital encerra a Série Dellarte Concertos Internacionais 2022.

Celebrado pela crítica por sua técnica refinada e genial talento na produção de nuances sonoras, Grosvenor, segundo o The Independent, é renomado pela peculiar musicalidade descrita como poética e sensível, genial e ao mesmo tempo lúcida, inteligente e com toques de humor graças a um toque essencialmente claro e cantabile.

Grosvenor iniciou seus estudos aos seis anos e aos onze, em 2004, ganhou o BBC Young Musician Competition. Em 2011 foi convidado a tocar com a BBC Symphony Orchestra na primeira noite do BBC Proms, o que o projetou à fama internacional.

Em 2016, foi o primeiro vencedor do The Ronnie and Lawrence Ackman Classical Piano Prize com a Filarmônica de Nova Iorque, que possibilitou sua volta à cidade em abril de 2018 para executar o Concerto para piano n. 3 de Beethoven, com orquestra dirigida por Esa-Peka Salonen. Participou também de apresentações de música de câmera com membros da orquestra no Tish Center for the Arts e no 92nd Street Y.

Colabora atualmente com a Sinfônica de Boston, a Sinfônica de Chicago, as Orquestra da Filadelfia, Filarmônica de Nova Iorque, Orquestra Sinfônica da Rádio Finlandesa, Orquestra Gurzenich de Colônia, Orquestra Halle, Orquestra Nacional de Lyon, Orquestra Nacional da Espanha, Filarmônica do Scala, Orquestra Filarmônica de Londres, entre outras.

Em 2011, Benjamin assinou com a Decca Classics, tornando-se o músico inglês mais jovem de todos os tempos e o primeiro pianista britânico em quase 60 anos a assinar com a gravadora. O seu quarto CD pela Decca, Homages, de 2016, explora uma interessante seleção de obras onde grandes compositores homenageiam seus predecessores, como por exemplo a transcrição de Busoni da Chaconne de J. S. Bach, ou o tributo de Liszt às canções populares italianas com Venezia e Napoli. Este disco foi denominado “Gravação Instrumental do mês” pela Revista da BBC e recebeu um Prêmio Diapason d’or.

No curso da sua jovem, mas sensacional carreira, Benjamin Grosvenor já venceu dois Gramophone Award – um como Jovem Artista do Ano e outro como Instrumental Award – um Classical Britts Award, prêmio da crítica e um Diapason d’or como Melhor Jovem Talento.

BENJAMIN GROSVENOR

As aparições em programas e documentários da BBC, BBC Breakfast, Andrew Marr Show e na série Human to Hero da CNN dão grande visibilidade a este artista midiático, pela excelência de sua formação e performance.

Grosvenor estudou na Royal Academy of Music com Christopher Elton e  Daniel-Ben Pienaar. Diplomou-se em 2012 recebendo o Queens Comendantion for Excellence, reconhecimento dado ao melhor artista do ano. Em 2016 foi nomeado acadêmico.

Engajado socialmente, Benjamin é igualmente Ambassador of Music Masters, uma organização empenhada por tornar a educação musical acessível a todas as crianças, a despeito de seu meio social, defendendo a diversidade e inclusão.

A programação da Série O Globo/Dellarte Concertos Internacionais, edição 2022 já apresentou o virtuosismo dos pianistas Nikolai Lugansky, Khatia Buniatishvili e Ksenia Kogan, a beleza do timbre de Piotr Beczala, o tenor-sensação do momento, a presença revigorante de conjuntos em acelerada ascensão, como os Interpreti Veneziani e a Camerata Bariloche, além de três orquestras: a nossa Sinfônica Brasileira, a Philharmonique de Liège e a canadense Symphonique de Longueuil.

A Série Concertos Internacionais é apresentada pelo Ministério do Turismo e Bradesco Seguros e correalização da Stretto e Secretaria Especial de Cultura – Ministério do Turismo e apoio da Forship Engenharia.

PROGRAMA:

Bach – Busoni – Chaconne

Liszt – Sonata para piano em si menor, S.178

Ravel – Tombeau de Couperin e La Valse

SERVIÇO:

Benjamin Grosvenor

Rio de Janeiro – quinta-feira, 24 de novembro, às 20h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano, S/N – Centro

Ingressos:

Frisas e Camarotes: R$ 3.000,00

Plateia/Balcão Nobre: R$ 500,00

Balcão Superior: R$ 200,00

Galeria: R$ 100,00 / R$ 50,00

Classificação livre

Acessibilidade garantida

VENDAS:

Central de atendimento Dellarte Soluções Culturais: callcenter@dellarte.com.br e dellarte.com.br/concertos ou 4002 0019 Horário de funcionamento: das 8h às 18h, nos dias úteis

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Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebe a Semana de Arte Favelada

Postado por Allex Lourenço em 28/out/2022 -

As favelas são universos a parte de toda sociedade e carregam, dentro de si, uma multiplicidade de artes, culturas, movimentos e sentimentos. Pensando nessa multiplicidade de atores e produtos periféricos, foi criada a Semana de Arte Favelada (SAF), que será realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e no Complexo de Favelas da Maré, entre os dias 2 e 29 de novembro, com programação totalmente gratuita.

A SAF é uma releitura da Semana de Arte Moderna, que aconteceu no Theatro Municipal de São Paulo, e 100 anos depois o Theatro Municipal do Rio recebe a Semana de Arte Favelada, que objetiva dar protagonismo aos produtores culturais favelados e periféricos, das mais diversas vertentes artísticas, visando dar mais oportunidades e visibilidade a quem produz cultura dentro das quebradas, valorizando artistas e coletivos.

A primeira edição será no Theatro Municipal e no Complexo de Favelas da Maré, sob os apoios dos editais ‘Retomada Cultural RJ 2’ e ‘Municipal em Cena’, ambos da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec RJ), com programação diversificada e estruturada em três eixos principais: Artes visuais: Exposição de fotos, pinturas, esculturas e demais expressões da arte visual com programação educativa; Artes Cênicas: Festival Multilinguagem composto de 10 atrações culturais de dança, música e teatro; e Arte Literária: Seleção de 25 textos de autores favelados para lançamento de um e-book e participarem do sarau literário.

Na celebração do Dia da Favela, comemorado dia 4 de novembro, será exibido o filme Marte Um, produção indicada pelo Brasil para concorrer ao Oscar 2023, na Sessão de Cria. Além de Marte Um, também serão exibidos os filmes “Expresso Parador” e “Noite das Estrelas”, no Museu da Maré, a partir das 18h.

Para o articulador social e idealizador e diretor geral da SAF, Wellington de Oliveira, o evento é mais uma mostra da potência que as favelas representam no Brasil e revela o objetivo principal da SAF. “É com o desejo de projetar toda a cultura potente presente nas favelas que nasce a Semana de Arte Favelada, que visa romper com a lógica mercadológica, evidenciando assim que arte favelada já acontece, mas de acordo com nossas próprias formas e estruturas”, enfatiza.

O processo
A seleção artística das obras foi realizada por editais e conta com uma seleção de curadoria para cada eixo temático e uma das exigências é que 50% das vagas sejam preenchidas por artistas dos territórios onde a edição é realizada. Wellington lembra que todo processo criativo periférico vem cercado de dificuldades e impossibilidades, mas cada oportunidade precisa ser abraçada e aproveitada. “É na guerrilha que temos construído a SAF, com poucos investimentos, mas sabendo que é o momento de plantar a semente, na esperança de poder contemplar o seu crescimento, certos de que a colheita será abundante e de ótimos frutos. Meu maior legado é poder ver o protagonismo da favela, ainda mais no campo da arte, contribuindo para desmistificar o olhar hegemônico para nossos territórios de origem”, explica Wellington de Oliveira, produtor.

“Com a Semana de Arte Favelada queremos reivindicar o direito de nós, artistas favelados e periféricos, historicamente marginalizados e invisibilizados, acessarmos e produzirmos ARTE. Quebrar a elitização das manifestações artísticas é uma estratégia de (re)existência que nos possibilita a construção de novas/nossas próprias narrativas”, finaliza.

Programação Abertura

Dia 02 de novembro – As Crias no Municipal

Às 9h – Circuito Cultural da Herança Africana com um Passeio-Aula a pé, com o objetivo de difundir a cultura afro-brasileira, que se inicia em frente à Estátua da Bailarina Mercedes Batista, a primeira bailarina negra a integrar o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A partir das 13h – EXPOSIÇÃO SAF – Abertura do Salão Assyrio.
13h20 – Trocas Faveladas – Uma roda de conversa com mediação da historiadora e educadora Pâmela Carvalho, e participação dos profissionais Wallace Lino (teatro), Camila Rocha (dança), Rodrigo Maré (música), Jean Carlos Azuos (Artes Visuais), Lais Dantas (audiovisual) e Marcos Diniz (literatura)
15h40 – Apresentação da performance aCORdo, no Salão Assyrio.
16h30 – Apresentação de dança Mulheres ao Vento (MAV), no Salão de
Espetáculos.
17h30 – Apresentação de dança Imperadores da Dança, no Salão de Espetáculos do Theatro Municipal.
18h20 – Palavras Finais e encerramento – Salão de Espetáculos.

Dia 04 de novembro – Sessão de Cria
A partir das 18h, no Museu da Maré, exibição dos curtas “Expresso Parador” e “Noite das Estrelas”, e do filme “Marte Um”.

Semana de Arte Favelada: Edição Mareense
Dia 16 de novembro – Abertura da Exposição no Galpão Bela Maré (até dia 29/11)
Dias 26 e 27 de novembro – Festival Multilinguagem no Centro de Artes da Maré

SERVIÇO:

SEMANA DE ARTE FAVELADA

ABERTURA – THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
Data: quarta-feira, 2 de novembro
Hora: A partir de 13h
Endereço: Praça Floriano, S/N – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Ingressos: GRATUITOS – Serão liberados no local, dia 2/11

SESSÃO DE CRIA – MUSEU DA MARÉ
Data: sexta-feira, 4 de novembro
Hora: a partir de 18h
Endereço: Av. Guilherme Maxwel, 26 – Maré, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: Gratuitos, serão disponibilizados 200 ingressos, sendo 100 virtualmente por meio do link: https://linktr.ee/semanadeartefavelada e 100 presencialmente no dia e local da exibição

Pigmaleone, ópera em um ato, será encenada na Sala Mário Tavares

Postado por Allex Lourenço em 28/out/2022 -

Sala Mário Tavares, anexo do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, recebe na sexta-feira, dia 28 de outubro, às 18h30m, com entrada franca, uma nova leitura da “Il Pigmalione”, ópera em um ato de Gaetano Donizetti, baseada no Livro X das “Metamorfoses”, de Ovídio. Com direção musical de Cláudio Ávila e cênica de Antonio Ventura, a apresentação traz o tenor Jessé Bueno como Pigmaleão e a soprano Karla Calistrato como Galatéia, com acompanhamento do pianista e diretor Cláudio Ávila.

Essa adaptação traz uma leitura inovadora e contemporânea de um enredo tradicional. Através da transposição da personagem feminina para um avatar digital, a nova versão ganha uma roupagem tecnológica e busca discutir os limites entre real e virtual nas relações mediadas pela internet, tanto através do conteúdo quanto da forma da apresentação e de seus desdobramentos, físicos e digitais.

Curta e raramente encenada, “Il Pigmaleone” foi a primeira ópera de Donizetti, escrita em apenas seis dias, de 25 de setembro a 1º. de outubro de 1816, quando o compositor tinha 19 anos e era estudante na Academia de Bolonha. Sua estreia ocorreu apenas em 1960. Il Pigmalione é baseado no mito grego de Pigmaleão, rei de Creta, que, incapaz de se atrair por mulheres de carne e osso, esculpe Galatéia, por quem se apaixona.

A realização é da Euterpe Cultural, através dos recursos do Edital Municipal em Cena, promovido pela Fundação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

CLÁUDIO ÁVILA

Formado pela Pró-Arte em Regência Coral e Análise Musical e mestrando em Música pela Unirio. Desde 1987 prepara coros e solistas. Preparou e regeu o Coro da 2ª. Igreja Batista de Barra do Piraí, o Coral Ars Plena e o Coral Feminino da Associação de Canto Coral (ACC). Desde 2005, realiza concertos cênicos com a Cia. Canto Brasil, dentre os quais “Música Negra: Brasil & EUA”. Em 2014 atuou como maestro interno, pianista e organista em “Suor Angelica”, de Puccini, na série Ópera do Meio Dia, no TMRJ. Foi diretor musical e pianista no espetáculo “Uma Tarde na Ópera”, na Casa da Arte e Cultura Julieta de Serpa. Foi pianista e preparador em “Gianni Schicchi”, de Puccini, em 2017. Em 2019 foi maestro, pianista e preparador na “Suor Angelica” realizada pela ACC. Em virtude da pandemia de COVID-19, realizou os “Saraus-Live” em parceria com a ACC, atingindo visualizações de mais de duas mil pessoas. Produziu durante este período também dois “Coros Virtuais” com o Coro Lírico Feminino.

ANTONIO VENTURA
Formado em Direção Teatral pela UFRJ, tem a ópera e os clássicos do teatro como foco. Dirigiu textos de Nelson Rodrigues (“Valsa nº6”) e Shakespeare (“Romeu e Julieta” e “O estupro de Lucrécia”, ambos em tradução própria). Encenou as óperas “Suor Angelica”, de Puccini, e “O gato de botas”, de Montsalvatge. Foi assistente de direção de André Heller-Lopes (óperas “Eugene Oneguin”, de Tchaikovsky, e “Don Giovanni”, de Mozart), de Felipe Hirsch (ópera “Orphée”, de Philip Glass) e de Julianna Santos (ópera “O barbeiro de Sevilha, de Rossini), produzidas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No Complexo TMRJ, encenou o concerto “Petite Messe Solennelle”, de Rossini, e agora debuta na direção operística com “Il Pigmalione”, de Donizetti.

JESSÉ BUENO
Bacharel em Canto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Jessé Bueno, é atuante na cena lírica brasileira desde 2008. Destacam-se suas atuações como o protagonista Quintino, na estreia mundial da Ópera “O Diletante” de João Guilherme Ripper, considerado um dos 10 melhores espetáculos do ano de 2014, segundo Jornal O Globo. Em 2019, foi protagonista da Ópera “O Elixir do Amor” sob regência de Silvio Viégas. No mesmo ano, foi solista na estreia mundial da obra “Porque” de Villani Côrtes, no II Congresso Internacional de Música Sacra, sob a Regência do Maestro Eder Paolozzi. Ainda em 2019, foi um dos vencedores do primeiro Concurso de Canto Edmar Ferretti – Uberlândia e do XV Concurso Estímulo para Cantores Líricos em Campinas, onde participou de um concerto interpretando árias de Carlos Gomes, junto a Orquestra Sinfônica de Campinas, regido pelo maestro Carlos Prazeres. 

KARLA CALISTRATO

Bacharel em Música e Canto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008) e Bacharel em Música Sacra (com especialização em canto) pelo Seminário Teológico Batista no Sul do Brasil (2004). Recebeu menção honrosa por ocasião do III Festival Francisco Mignone de Jovens Intérpretes (2007). Foi vencedora do Prêmio Especial do 9° Concurso de Canto Maria Callas (2009). Cantou Dido, em “Dido and Aeneas”, de Purcell, sob a direção de Valéria Mattos (2004); Livia, em “L’Italiana in Londra”, de Cimarosa, no projeto “Ópera no Bolso” da Prefeitura do Rio de Janeiro; Fiordiligi em “Così Fan Tutte”, de Mozart, no Festival de Inverno de Petrópolis (2006); Clorinda, em “La Cenerentola”, de Rossini (2008); Hélène, em “Uma Educação Incompleta”, de Chabrier (2010); e Suor Genovieffa, em “Suor Angelica”, de Puccini. Foi solista junto à Petrobras Sinfônica, na Sala Cecília Meireles, em “Sonho de uma noite de Verão”, de Mendelssohn, sob a regência de Isaac Karabtchevsky (2009). Integra o Coro Sinfônico do Rio de Janeiro, o conjunto de câmara Calíope e o coro Lírico Feminino da Associação de Canto Coral.

SERVIÇO:

IL PIGMALEONE

Direção musical e piano: Cláudio Ávila

Direção cênica: Antonio Ventura

Jessé Bueno (tenor): Pigmaleão

Karla Calistrato (soprano): Galatéia

Sexta-feira, dia 28 de outubro, às 18h30m

Sala Mário Tavares

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Acesso pela Av. Almirante Barroso, 14/16- 1º. pavimento – Centro 

Capacidade: 160 pessoas

Entrada Franca

Sujeito à lotação da casa

OSB no palco do TMRJ dia 03/11

Postado por Allex Lourenço em 27/out/2022 -

Três fantásticos e inventivos compositores estarão no programa do concerto que a Orquestra Sinfônica Brasileira apresenta no dia 3 de novembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Por meio de obras de César Franck, Antonín Dvořák e Maurice Ravel, o espetáculo propiciará uma apaixonante incursão sonora que contempla os momentos finais do Romantismo e abarca, ainda, a música moderna. Sob a regência da maestra Mariana Menezes, a apresentação, que integra a Série Pianistas Guiomar Novaes, contará com a pianista Erika Ribeiro como solista.

Os violinistas Priscila Rato e Michael Machado, o violista Samuel Passos e a
violoncelista Lisiane de los Santos – todos membros da OSB – se juntam a Erika Ribeiro para a primeira peça da noite, o Quinteto para Piano e Cordas, de César Franck, compositor que em 2022 é celebrado pelos 200 anos de seu nascimento. Intensa, pungente e cheia de contrastes, a obra põe em cena uma amplitude esmagadora de emoções, todas unificadas através de um sofisticado tratamento cíclico dos temas.

Sabe-se que o compositor francês Maurice Ravel (1875 – 1937) trabalhou
simultaneamente naquelas que seriam suas duas últimas composições de fôlego: o Concerto de Piano para a mão esquerda e o Concerto para Piano em Sol Maior, que será ouvido neste programa. Uma peça solar, divertida e cheia de vida, na qual as mais diversas influências – do lirismo mozartiano ao jazz americano – se unem. A obra se assenta sob a costumeira divisão tripartite, mas todos os movimentos carregam absoluto frescor e aquele colorido tão característico da música de Ravel.

O conjunto de Variações Sinfônicas, Op. 78 de Antonín Dvořák (1841 — 1904) está, certamente, entre as obras mais famosas do gênero. A composição foi escrita no verão de 1877, a partir de um suposto desafio apresentado por um amigo ao compositor. A tarefa consistia em desdobrar a canção “Já jsem husle”, do próprio Dvořák, em uma série de variações. A veracidade da história permanece em dúvida, mas o fato é que o ompositor não parece ter encontrado muitos obstáculos na sua incumbência criativa. Pelo contrário: ao longo de 27 variações e um finale de tirar o fôlego, o tcheco exibe toda a sua força criadora e demonstra um esplendoroso manejo orquestral, desdobrando com brilho e virtuosismo um temade aparente simplicidade.

A ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA:

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é considerada um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 82 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia. Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura.

Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem o Instituto Cultural Vale como mantenedor, a NTS – Nova Transportadora do Sudeste, como patrocinadora master, Brookfield como patrocinador, e Vibra, Sergio Bermudes Advogados e Telemont como
copatrocinadores, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais.

Saiba mais em www.osb.com.br

PROGRAMA:


CÉSAR FRANCK – Quinteto para Piano e Cordas em Fá menor
I. Molto moderato quasi lento
II. Lento, con molto sentimento
III. Allegro non troppo, ma con fuoco

MAURICE RAVEL – Concerto para Piano em Sol Maior
I. Allegramente
II. Adagio assai
III. Presto

ANTONÍN DVORÁK – Variações Sinfônicas Op. 78
Tema, 27 Variações e Final
Tema. Lento molto e tranquillo
Variação 1. Un poco più mosso, quasi allegretto
Variação 2. (L’istesso tempo)
Variação 3. (L’istesso tempo)
Variação 4. Più allegro
Variação 5. (L’istesso tempo)
Variação 6. (L’istesso tempo)
Variação 7. Tempo I
Variação 8. (L’istesso tempo)
Variação 9. Tempo I
Variação 10. Vivace
Variação 11. Meno mosso, quasi Tempo I
Variação 12. Poco andante
Variação 13. Allegro
Variação 14. Lento
Variação 15. Maestoso, l’istesso tempo
Variação 16. Vivace
Variação 17. Scherzo. Allegro vivace
Variação 18. Larghetto
Variação 19. Tempo di valse
Variação 20. Più animato
Variação 21. L’istesso tempo
Variação 22. L’istesso tempo
Variação 23. L’istesso tempo
Variação 24. Andante
Variação 25. Più mosso, quasi allegretto
Variação 26. (L’istesso tempo)
Variação 27. Moderato L’istesso tempo
Final. Allegro maestoso

SERVIÇO:


Série Pianistas Guiomar Novaes
Dia 3 de novembro de 2022 (quinta-feira), às 19h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/nº – Centro, Rio de
Janeiro)
Ingressos:
Frisa/Camarote 80,00 (R$40,00 meia)
Plateia/Balcão Nobre 80,00 (R$40,00 meia)
Balcão Superior 50,00 (R$25,00 meia)
Balcão Superior Lateral 40,00 (R$20,00 meia)
Galeria 30,00 (R$15,00 meia)
Galeria Lateral 20,00 (R$10,00 meia)
Ingressos à venda na bilheteria do TMRJ e no site Eleven Tickets

PAULINHO DA VIOLA 80 ANOS: Choros e Valsas

Postado por Allex Lourenço em 27/out/2022 -

Este ano comemoramos os 80 anos de um grande personagem de nossa história musical: Paulinho da Viola. O famoso sambista é também legítimo herdeiro de mestres chorões como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Canhoto da Paraíba e Radamés Gnattali. “O choro é o gênero musical que mais me comove”, diz Paulinho. Seus choros e suas valsas dão sentido a essa afirmação. Ele é aclamado como um dos principais compositores e intérpretes contemporâneos desses gêneros. 

O show, que tem direção geral de José Schiller, lançará um álbum com choros e valsas do homenageado. A direção musical está a cargo de Mário Sève – flautista, saxofonista, pesquisador e parceiro de Paulinho –, que integra seu grupo há 25 anos. Com Sève (sopros e arranjos), estarão no palco músicos do calibre de Kiko Horta (acordeão), Adriano Souza (piano), Jorge Filho (cavaquinho), Luiz Otávio Braga (violão), Dininho (baixo) e Celsinho Silva (pandeiro). O repertório traz peças de Paulinho, entre conhecidas e inéditas, e de suas principais referências, como seu pai, Pixinguinha, Canhoto da Paraíba e Jacob do Bandolim.

OS REALIZADORES
Mário Sève – curador e diretor musical

Saxofonista, flautista e compositor, Mário Sève é fundador dos quintetos Nó em Pingo D’Água e Aquarela Carioca. Integra o grupo de Paulinho da Viola. Foi diretor do Centro de Referência da Música Carioca. É mestre e doutor em música. Ministrou oficinas de música no Brasil e no exterior. Escreveu os livros “Vocabulário do Choro”, “Songbook Choro” e “Choro Duetos”. Gravou os CDs “Bach & Pixinguinha”, “Choros, por que sax?”, “Pixinguinha + Benedito” e “Casa de Todo Mundo”. Junto a Cecilia Stanzione, lançou o DVD “Samba errante” e o CD “Canción necesaria”. Produziu o CD “A paixão segundo Catulo”. Mário Sève dirigiu: Festival Rio Choro 2000 – “Novos compositores”; Rio Choro 2001 – “Nova Discografia”; Rio Choro 2002 – “Grupos”; Rio Choro 2003 – “Instrumentos”; Rio Choro 2004 – “Maratona do Choro”, para a SMC-RJ; Série MP, A e B — Argentina e Brasil (2011), para o CCBB; “Encontros virtuais” (2015); e “A paixão segundo Catulo” (2016), para o CCBB.


José Schiller – diretor geral

Músico, produtor e diretor de programas para a TV Educativa e TV Brasil de 1980 a 2015. Produtor das séries “Concerto das Américas”, “Américas em Concerto” e “Música nas Américas”. Produziu apresentações musicais em estúdio e em teatros. Coordenador do Núcleo de Imagem e Som da UNIRIO, responsável pelos programas para o Canal Universitário da NET-Rio, de 1999 a 2013. Diretor das gravações e editor dos DVDs “Quadros de uma alma brasileira”, “Motetos de Bach” e “Ofício 1816 & Missa Pastoril” com a Cia. Bachiana Brasileira; e “Noel Rosa 100 anos”, com Gilson Peranzzetta, Mauro Senise e Quarteto Bessler. Diretor da gravação das XX e XXI Bienais de Música Brasileira Contemporânea para o Instituto Nacional de Música, Funarte. Produtor executivo do “ABSTRAI ensemble” desde 2016. Coordenador de Música de Concerto da Funarte de 2017 a 2019, responsável pelas XXII e XXIII Bienais de Música Brasileira Contemporânea e pela 1ª Bienal de Música e Cidadania, entre outras políticas públicas para a música.

FICHA TÉCNICA

PAULINHO DA VIOLA 80 ANOS: Choros e Valsas

Projeto contemplado pelo edital Municipal em Cena

– Direção geral: José Schiller

– Direção musical: Mário Sève

– Produção executiva: Antonio Cerdeira | Cultura & ARTE

– Coordenação administrativa: Anacris Monteiro | Ouro Verde Produções

– Desenho gráfico: Bento Andreato

– Comunicação integrada: Carla Paes Leme

– Iluminação: Djalma Sarão

– Sonorização de palco: Fernando Capão

– Captação de áudio: Studio Araras

– Realização: Bem-Te-Vi Produções

– Apoio: Cultura & ARTE Projetos e Ação Cultural, Ouro Verde Produções

– Apoio institucional: Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

SERVIÇO

PAULINHO DA VIOLA 80 ANOS: Choros e Valsas

Show em homenagem aos 80 anos de Paulinho da Viola

Quarta-feira, 16 de novembro de 2022, em duas sessões: às 17h e às 19h

SALA MÁRIO TAVARES – Theatro Municipal do Rio de Rio de Janeiro

Av. Almirante Barroso, 14/16 – Centro, Rio de Janeiro, RJ

Ingressos a R$10 e R$ 5 estarão disponíveis pelo theatromunicipalrj.eleventickets.com







Concerto barroco do conjunto italiano Interpreti Veneziani

Postado por Marietta Trotta em 26/out/2022 -

Há mais de 30 anos nascia em Veneza um dos conjuntos de música clássica mais importante da cena artística mundial. Reconhecido pela marcante presença, o Interpreti Veneziani se apresenta na quinta-feira, dia 27 de outubro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O repertório terá obras majoritariamente de Vivaldi, mas inclui também peças de Giusepe Tartini e Niccolò Paganini. Os Interpreti Veneziani ainda fazem concertos em São Paulo (dia 25, no Teatro B32) e em Curitiba (dia 30, no Teatro Positivo). A produção é da Dellarte.

O grupo foi criado em 1987, quando uma nova geração de artistas italianos se propôs a trabalhar em conjunto na pesquisa e interpretação da música antiga. Com sede em Veneza, o conjunto é formado pelos músicos Giovanni Agazzi, Giuliano Fontanella, Frederico Braga, Davide De Ascaniis e Francesco Zanchetta (violinos), Sonia Amadio (viola), Angelo Liziero (contrabaixo) e Paolo Cognolato (cravo).

Esta já é a 33ª temporada de concertos do Interpreti Veneziani, que atrai mais de 60 mil espectadores todos os anos nas principais salas de concerto do mundo. O conjunto também se apresenta regularmente em grandes festivais de música, como os Festivais de Melbourne, na Austrália, Bayreuth, na Alemanha e Václav Hudeček, em Praga, na República Tcheca. 

Os locais escolhidos para a turnê brasileira estão à altura da importância do grupo, que já fez concertos no Palácio Real de Estocolmo, na Suécia, participou da telemaratona realizada no Teatro Kirov de Leningrado, pela recuperação do nome da cidade de São Petersburgo, o concerto no Symphony Hall em Osaka transmitido ao vivo pela rádio japonesa e os concertos no Suntory Hall e Kjoi Hall em Tóquio.

A Série Concertos Internacionais é apresentada pelo Ministério do Turismo e Bradesco Seguros e correalização da Stretto e Secretaria Especial de Cultura – Ministério do Turismo e apoio da Forship Engenharia e trará ainda, em 24 de novembro, o pianista britânico Benjamin Grosvenor.

PROGRAMA RIO DE JANEIRO:

Antonio Vivaldi
Concerto em Si menor para violino, cordas e cravo, RV. 387 “per Sig.ra Anna Maria”

Giuliano Fontanella, violino

Concerto em Sol menor para viola, violoncelo, cordas e cravo, RV. 531

Sonia Amadio, viola – Davide Amadi, violoncelo

Concerto em Ré maior para violino, cordas e cravo, RV. 222, “per Sig.ra Chiara

Giovanni Agazzi, violino

Concerto em Si menor, opus 3 n. 10 para 4 violinos, violoncelo, cordas e cravo, RV. 580 – “L’ Estro Armonico”

Giuliano Fontanella, Giovanni Agazzi, Federico Braga, Davide De Ascaniis, violinos

Davide Amadio, violoncelo

Giuseppe Tartini
Concerto em Ré maior para violoncelo, cordas e cravo

Davide Amadio, violoncelo

Niccolò Paganini

XXIV Capriccio em Lá menor para violino e cordas, op. 1

Davide De Ascaniis, violino

SERVIÇO:

Turnê 2022 Interpreti Veneziani – Brasil

São Paulo -terça-feira, 25 de outubro, às 20h – Teatro B32

Rio de Janeiro – quinta-feira, 27 de outubro, às 20h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano, S/N – Centro

Ingressos:

Frisas e Camarotes: R$ 3.000,00

Plateia/Balcão Nobre: R$ 500,00

Balcão Superior: R$ 200,00

Galeria: R$ 100,00 / R$ 50,00

Classificação livre

Acessibilidade garantida

Curitiba – domingo,  dia 30 de outubro, às 19h – Teatro Positivo

VENDAS:

Central de atendimento Dellarte Soluções Culturais: callcenter@dellarte.com.br e dellarte.com.br/concertos ou 4002 0019 Horário de funcionamento: das 8h às 18h, nos dias úteis

https://www.facebook.com/DellarteSolucoes

http://www.dellarte.com.br/

instagram.com/dellartesolucoes

youtube.com/dellartesolucoes

Renata Tebaldi e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Postado por Allex Lourenço em 25/out/2022 -

No Dia Mundial da Ópera, na próxima terça – feira (25), o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em parceria com a OSB, celebra o centenário do lendário soprano italiano Renata Tebaldi. Num concerto regido pela maestrina Priscila Bomfim, serão apresentados trechos de oito das nove óperas cantadas pela Tebaldi na casa. Os sopranos Flávia Fernandes, Ludmilla Bauerfeldt, Marianna Lima e Tatiana Carlos revezam-se no palco do TMRJ, interpretando célebres árias das óperas La Forza del Destino, Aida, La Traviata, Andrea Chénier, Adriana Lecouvreur, La Bohème, Tosca e Otello

No mesmo dia, acontecerá pela primeira vez fora de São Paulo, o Ópera em Pauta, o encontro do Fórum Brasileiro de Ópera, Dança e Música de Concerto, entre 10h e 17h, com representantes de todo o país que estarão debatendo os caminhos da arte lírica no país. Este encontro tem entrada gratuita. Os interessados podem se inscrever através desse link: https://forms.gle/Cst1jHz4GazDrf6h6.

O concerto “Renata Tebaldi e o Theatro Municipal”, às 19h, é o evento que fechará com chave de ouro as celebrações do Dia Mundial da Ópera.

PRISCILA BOMFIM:

Nasceu e iniciou seus estudos musicais em Portugal, onde venceu seu primeiro concurso de piano, aos nove anos de idade. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, graduou-se em Piano, Regência Orquestral, e concluiu o seu Mestrado em Performance em Piano com um relevante trabalho sobre Leitura à Primeira Vista. Em cursos de regência no Brasil e exterior, estudou sob a orientação dos maestros Leonid Grin (Chile), Alexander Polianychko (Rússia), Fabio Mechetti, Abel Rocha, Isaac Karabtchevsky (Brasil), Neeme Järvi e Paavo Järvi (Estônia), além de sua formação com o maestro Ernani Aguiar. Além de seu reconhecido trabalho como pianista, Priscila desenvolve carreira como regente, tendo sido a primeira mulher e diretora musical a reger óperas da temporada do Theatro Municipal.
Site: www.priscilabomfim.com
Perfil no Instagram: @priscilabomfim.insta

A ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA:

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é considerada um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 82 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia.


Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura. 

Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem o Instituto Cultural Vale como mantenedor, a NTS – Nova Transportadora do Sudeste, como patrocinadora master, Brookfield como patrocinador, e Vibra, Sergio Bermudes Advogados e Telemont como copatrocinadores, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais.

Regência: Priscila Bomfim (TMRJ)

Solistas: Flávia Fernandes (TMRJ) Marianna Lima (TMRJ), Ludmilla Bauerfeldt e Tatiana Carlos

PROGRAMA:

Giuseppe Verdi – La Forza del Destino

Abertura | Pace, pace, mio Dio

Giacomo Puccini – La Bohème

Donde lieta uscì

Giacomo Puccini – Tosca 

Prelúdio Ato 3 | Vissi d’arte 

Giuseppe Verdi – Otello 

Ballet Ato 3 | Ave Maria 

Francesco Cilea – Adriana Lecouvreur

Prelúdio Ato 4 | Poveri fiori 

Umberto Giordano – Andrea Chénier 

La mamma morta 

Giuseppe Verdi – Aida 

Ballet Ato 2 | O patria mia

Giuseppe Verdi – La Traviata 

È strano … Ah, fors’è lui … Sempre libera

SERVIÇO:

Dia Mundial da Ópera

Renata Tebaldi e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro | Celebração do Centenário de Renata Tebaldi com Orquestra Sinfônica Brasileira e solistas

Data: 25 de outubro de 2022 (terça-feira)

Horário: 19h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/nº – Centro, Rio de Janeiro)

Ingressos:

Disponíveis em https://theatromunicipalrj.eleventickets.com/#!/apresentacao/9f4173f0be293a6a5a5338a2872a6460478bb8c1

Frisa/Camarote 60,00 (R$30,00 meia)

Plateia/Balcão Nobre 40,00 (R$20,00 meia)

Balcão Superior 30,00 (R$15,00 meia)

Galeria 15,00 (R$7,50 meia)

Ingressos à venda na bilheteria do TMRJ e no site Eleven Tickets

Apoio: Livraria da Travessa

Realização: Fundação OSB, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo.


Orquestra Petrobras Sinfônica se apresenta no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 28/10

Postado por Marietta Trotta em 25/out/2022 -

Sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky, a Orquestra Petrobras Sinfônica realiza a primeira apresentação aberta ao público, no Brasil, de “Cartas Portuguesas: Monodrama para soprano e orquestra”, de João Guilherme Ripper. O concerto conta com a participação especial das sopranos Carolina Morel, Michele Menezes e Sophia Dornellas, com solo da também soprano Carla Caramujo, portuguesa que vem ao Brasil a convite do Instituto Camões. Na mesma ocasião, a Orquestra executa a “Sinfonia nº 4, em Sol maior”, de Gustav Mahler. O concerto acontece em 28 de outubro (sexta-feira), às 19h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A ópera “Cartas Portuguesas” conta a história da freira Mariana Alcoforado (1640-1723), que deixou registrada, em cinco cartas, a ardente paixão pelo oficial francês Noël de Chamilly. Suas linhas acabaram publicadas em Paris, no ano de 1669, sem autorização da remetente, sob o título ‘Lettres d’amour d’une religieuse Portugaise écrites au Chevalier de C. – Officier François en Portugal’, uma das mais importantes obras da literatura lusitana. Este será o primeiro concerto aberto ao público no Brasil da obra de João Guilherme Ripper – as produções na Sala São Paulo e Sala Minas, em 2020 e 2021, aconteceram com os teatros fechados durante o período de isolamento social.

Segundo o maestro Isaac Karabtchevsky, o Monodrama de João Guilherme Ripper é um dos mais importantes trabalhos da cena lírica do Brasil. “A obra apresenta a relação conturbada de Mariana Alcoforado com seu amante e mergulha num universo de paixões e amores não correspondidos”, conta. “As similaridades entre o Monodrama e a 4ª Sinfonia de Mahler são a ênfase dada à figura da cantora principal que, na obra de Ripper, evoca amores e traições terrestres, e, na peça de Mahler, as delícias do Paraíso. Ao inserir as duas obras num mesmo programa, com a mesma solista (a soprano portuguesa Carla Caramujo), cria-se um elo profundo e uma relação, ainda que tecnicamente bem diferenciada, entre os dois compositores”, revela o maestro. 

O compositor João Guilherme Ripper conta que numa visita feita ao Convento de Nossa Senhora da Conceição, município de Beja, em Portugal, teve a oportunidade de conhecer de perto a história da ilustre moradora. As declarações de amor da freira despertaram nele o desejo de escrever uma ópera, só finalizada alguns anos depois, em 2018, por encomenda da Orquestra Gulbenkian, de Lisboa, onde teve sua estreia mundial. “É uma imensa alegria ter ‘Cartas Portuguesas’ finalmente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com o querido maestro Isaac Karabtchevsky regendo a Orquestra Petrobras Sinfônica e a soprano Carla Caramujo no papel de Mariana Alcoforado”, comemora Ripper.

Mestre pelas Guildhall School of Music and Drama, de Londres, e dona de uma das mais belas vozes de sua geração, a soprano Carla Caramujo também estará no palco, ao lado da Orquestra Petrobras Sinfônica, na “Sinfonia nº 4”. “É uma grande honra estar com a Orquestra e o maestro Isaac em obras pelas quais tenho especial carinho. A Sinfonia Nº 4 de Mahler é uma das minhas composições favoritas e uma grande fonte de inspiração. ‘Cartas Portuguesas’ me emociona muito, não apenas pela escrita belíssima do autor, mas pela complexidade da personagem, a freira  Mariana Alcoforado, autora de algumas das cartas de amor mais famosas da literatura europeia”, conta a solista. 

O compositor Gustav Mahler levou um ano para compor sua “Sinfonia nº 4”. Começou durante as férias de verão de 1899, finalizando a obra, escrita para soprano e orquestra, apenas no verão seguinte. “Sempre adorei reger Mahler. Nele estão presentes sua universalidade e a procura de uma linguagem que incluía todo o espectro de forma e angústias do romantismo tardio. Sempre vi em suas obras o caráter premonitório da I e II Guerras, que dividiram o mundo e trouxeram à tona tanto desespero. A ‘4ª Sinfonia’ precede a obscuridade, tão evidente na ‘9ª Sinfonia’, por exemplo, e nos remete a um plano acústico e sensorial onde estão presentes o otimismo e a esperança. Será uma oportunidade formidável para todos os ouvintes descobrirem duas linguagens que, apesar de separadas por diferentes visões harmônicas, se fundem no propósito de elevar a voz humana a um patamar místico”, descreve o  maestro. 

Serviço:

Orquestra Petrobras Sinfônica

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, S/N – Centro)

Data: 28 de outubro, sexta-feira, 19h

Ingressos:https://theatromunicipalrj.eleventickets.com/#!/apresentacao/dff18d5adf532fc43331ad1b35ed9e420371646a

Programa:

Orquestra Petrobras Sinfônica

Isaac Karabtchevsky, regente 

Carla Caramujo, solista

Carolina Morel, soprano

Michele Menezes, soprano

Sophia Dornellas, soprano

JOÃO GUILHERME RIPPER

Cartas portuguesas: Monodrama para soprano e orquestra (Formato concerto)

GUSTAV MAHLER

Sinfonia nº 4, em Sol maior

I. Bedächtig, nicht eilen

II. In gemächlicher Bewegung, ohne Hast

III. Ruhevoll, poco adagio

IV. Wir genissen die Himmlischen Freuden. Sehr behaglich

Sobre a Orquestra Petrobras Sinfônica

Aos 47 anos, a Orquestra Petrobras Sinfônica se consolida como uma das mais conceituadas do país e ocupa um lugar de prestígio entre os maiores conjuntos musicais da América Latina. Criada pelo maestro Armando Prazeres, a orquestra se firmou como um ente cultural que expressa a pluralidade da música brasileira e transita fluentemente por distintos estilos e linguagens. Tem como Diretor Artístico e Maestro Titular Isaac Karabtchevsky, o mais respeitado regente brasileiro e um nome consagrado no panorama internacional.

Site: https://petrobrasinfonica.com.br

Facebook: @PetrobrasSinfonica | Instagram: @petrobras_sinfonica | Youtube: @OPESinfonica

Modelo de gestão

A Orquestra Petrobras Sinfônica possui uma proposta administrativa inovadora, sendo a única orquestra do país gerida por seus próprios músicos.

Sobre a Petrobras

Patrocinadora oficial da Orquestra Petrobras Sinfônica há 35 anos, a Petrobras oferece uma parceria essencial para mantê-la entre os principais conjuntos da América Latina, sempre desenvolvendo um importante trabalho de acesso à música clássica, de formação de jovens talentos egressos de projetos sociais diversos, bem como de formação de plateia. Ao incentivar diversos projetos, a Petrobras coloca em prática a crença de que a cultura é uma importante energia que transforma a sociedade. Por meio do Programa Petrobras Cultural, apoia a cultura brasileira como força transformadora e impulsionadora deste desenvolvimento, nas áreas de artes cênicas, música, audiovisual e múltiplas expressões.