Arquivo de Maio 13America/Sao_Paulo 2026

La Fille Mal Gardée Com Ballet e Orquestra Sinfônica do TMRJ

Postado por Allex Lourenço em 13/Maio/2026 -

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro traz de volta ao palco principal, o balé La Fille Mal Gardée, um dos títulos mais tradicionais do repertório clássico. A obra que ficou 20 anos fora da programação do Ballet e da Orquestra da casa, teve nova montagem apresentada em 2024, e agora, com o Patrocínio Oficial Petrobras, chega em mais uma temporada com dois atos, no mês de maio. A concepção e coreografia é de Ricardo Alfonso. A regência de Jésus Figueiredo, com supervisão artística de Hélio Bejani e Jorge Teixeira. As récitas serão nos dias 13/5 (Ensaio Geral), 14 (estreia), 15, 16, 20, 21 22 e 23, às 19h | 17 e 24, às 17h | 19, às 14h (Projeto Escola). Os ingressos estarão disponíveis a partir do dia 4 de maio (3º lote), através do site theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.

Criado no século XVIII, o balé estreou em julho de 1789 no Grand Théâtre de Bordeaux. Desde então, a obra vem sendo remontada por diferentes gerações de coreógrafos. Um dos principais nomes a revisitar o título foi Marius Petipa, que apresentou sua versão em 1885, em São Petersburgo. Ao longo do século XX, novas montagens mantiveram o balé em circulação nos principais palcos internacionais.

“La Fille Mal Gardée é um ballet de repertório que encanta a todos. Unindo o clássico com o cômico, está entre os mais pedidos pelo nosso público e por isso está de volta na temporada de 2026, que tem o patrocínio oficial da Petrobras. Não perca a oportunidade de assistir ao Corpo de Baile e a Orquestra Sinfônica do TMRJ. Esperamos você!”, ressalta a Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Clara Paulino.

“La Fille Mal Gardée é uma obra atemporal do repertório clássico mundial, que continua a encantar plateias de todas as idades ao redor do mundo. Com coreografias vibrantes e personagens cativantes, esta versão do coreógrafo uruguaio Ricardo Alfonso, vem proporcionar aos nossos bailarinos a oportunidade de evidenciar o papel primordial da expressão facial, para além da gestualidade, na comunicação das diferentes emoções dos personagens e enfatizar a interpretação como ferramenta principal para fazer o público compreender a história e comover-se com ela”, afirma Hélio Bejani, Diretor do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

“É uma grande honra fazer a direção musical e a regência deste balé, ao lado da Orquestra Sinfônica e do Balé do Theatro Municipal. A partitura de La Fille Mal Gardée tem uma história musical muito curiosa: nasceu no século XVIII como uma colagem de diferentes músicas e, ao longo do tempo, foi sendo retrabalhada por vários compositores até chegar à forma que conhecemos hoje. Essa trajetória dá à ela uma leveza e um frescor muito próprios, sempre a serviço da cena, e que continua conquistando o público”, destaca o maestro Jésus Figueiredo.

Sinopse:

Ato 1

Narra o romance de Lisa, filha de Simone, uma rica proprietária de uma fazenda, com um camponês chamado Colas. Este é despedido, pois Simone pretende casar sua filha com Alan, filho do rico Thomas. Em um encontro em pleno campo para reunir o gado, todos os personagens se definem. Lisa e Colas declaram seu grande amor. Alan brinca infantilmente e a viúva namora Tomás. Tudo é interrompido por uma tempestade.

Ato 2

A viúva continua preparando Lisa para o casamento e a filha finge consentir para afastar a desconfiança da mãe. Chegam Tomás, a mãe Simone e Alana no momento em que Lisa está experimentando o vestido de noiva. Enquanto os três tratam do casamento, a viúva entrega a chave do quarto de Lisa para Alan. Quando ele abre a porta do quarto, encontra Lisa nos braços de Colas, mas o destino premia os dois jovens que finalmente se casam com as bênçãos da mãe, a ira do velho Tomás e a indiferença infantil de Alan.

Sobre Jésus Figueiredo

Maestro Jésus Figueiredo é mestre pela Haute École de Musique de Genève (Suíça), com especialização em música antiga, regência, órgão e cravo. Atualmente é maestro colaborador da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde atua na preparação de óperas, concertos e regência de balés.

Foi maestro titular do Coro do Theatro Municipal por vários anos, participando de inúmeras produções operísticas. Entre as óperas que regeu destacam-se Orfeo (Monteverdi), Dido and Aeneas (Purcell), O Chalaça (Mignone), La Serva Padrona (Pergolesi), L’elisir d’amore (Donizetti), La tragédie de Carmen (Bizet/Brook), Theodora (Handel) e Rei Arthur (Purcell). Recebeu o Prêmio APCA pela preparação do coro em Don Quixote, de Massenet, O Colombo e Lo Schiavo, de Carlos Gomes, e esta última com destaque internacional pela crítica especializada.

Na regência de balés, conduziu títulos como O Quebra-Nozes, Don Quixote, O Corário, Giselle, Les Sylphides, Copélia, Raymonda, Le Spectre de la Rose e Catulli Carmina, com companhias como o Balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e a Cia Brasileira de Balé. Em 2022, regeu a estreia mundial do balé Macunaíma, de Ronaldo Miranda, transmitido pela TV Brasil.

Vencedor do Concurso Nacional de Ópera de San Juan (Argentina, 2010), já regeu diversas orquestras no Brasil, Argentina e Suíça. Desde 2022, dirige o Ensemble Gravidades, com o qual vem divulgando repertórios barrocos e brasileiros na Europa. É também diretor musical da Associação de Canto Coral.

Sobre Ricardo Alfonso

Formado pela Escola Nacional de Dança de Montevidéu, Uruguai, em 1986 ingressou no Corpo de Dança SODRE de Montevidéu, Uruguai, onde participou de todos os trabalhos por ela apresentados, como Giselle, Lago dos Cisnes, Coppélia, Baile de Graduados, Interpley, Mozartíssimo, As Quatro Estações, Carmina Burana, Dom Quixote, Gayané, etc.

Para o Ballet Hoy, dirigido por Ines Camou, Alfonso cria as suas primeiras coreografias profissionais. Com a Sociedade Uruguaia Pró-Ópera e Ballet Hoy, Alfonso intervém na encenação de Maria de Buenos Aires (Piazzolla-Ferrer) como assistente de direção cênica e coreógrafo e interpretando um dos personagens principais (El Gato); em Evita como dançarino e coreógrafo, e em Jesus Christ Superstar como dançarino.

Em 1994, juntamente com o Ballet Hoy, apresentou Sonata (Bach) e Entre Azul y Verdi (G.Verdi), obra que passou a fazer parte do repertório do Ballet SODRE.

O jornal EL País de Montevidéu considera a sua obra Entre Azul y Verdi como uma das “melhores obras coreográficas dos últimos tempos”, considerando Alfonso a “revelação coreográfica do ano”.

No Brasil, ele trabalha ao lado de Maria Waleska Van Helden, participando de diversas edições do Dança Alegre Alegrete, prestigiado evento brasileiro de dança. Em Santa Fé, junto com outros profissionais, fundou a TAIARTE, assumindo a direção de seu próprio grupo, o Ballet Contemporâneo de Santa Fé, para o qual criou Opus 3, Solo Vivaldi, Aires y Danzas Antiguas, Brahms para 10 bailarinos, Estrofas al Viento, entre outros.

No Ballet del Sur, sob a direção de Violeta Janeiro, Alfonso é professor e coreógrafo onde encena obras como: Entre Azul y Verdi, Canon, Sonata, Opus 64, Acto de las Sombras de Bayadere, Gayané e La Fille Mal Gardée. Juntamente com o Prof. Edgardo Blumberg, realiza Seminários de História da Dança e da Música para a Dança, desde a Antiguidade até o Século XIX, no Instituto Superior de Música, da Faculdade de Letras e Ciências da Universidade Nacional do Litoral. De 2010 a 2021 foi Diretor Principal do Ballet del Sur de Bahia Blanca. Obras que apresentou: Dom Quixote, Carmina Burana, Lago dos Cisnes, La Fille Mal Gardée, Cinderela, Giselle, La Sylphide, Las Silfides, Gayane, Cantares, Adaggietto, Tangos en Gris, Carnaval dos Animais, Ato das Sombras de La Bayadere, Retrato in memoriam: Edith Piaf, Mozartissimo, As 4 Estações, Opus 64, Entre Azul e Verdi, Concerto, Opus 3, Stabat Mater, Ares e Danças Antigas, Estâncias ao Vento, Sempre Buenos Aires, Memórias de um Lugar Amado , Suíte Napoli, Suíte Raymonda, On Target, Rodeio, A Visita de Terpsicore, Pas de Deux de Sylvia, Pas de Deux de Tchaikovsky, La Source Pas de Deux, A Morte do Cisne. Passeios a Buenos Aires (Gala Internacional de Buenos Aires, La Sylphide com Ludmila Pagliero), A Frutillar, Chile (Giselle com Marianela Nuñez, La Sylphide com Ludmila Pagliero), Dança Alegre Alegrete, Brasil, Guamini, Necochea, Mar del Silver com Iñaki Urlezaga em sua despedida do palco. Rodolfo Lastra Belgrano, Oscar Araiz, Domingo Vera, Liliana Belfiore, Sabrina Streiff, Gigi Caciuleanu são alguns dos coreógrafos convidados durante sua gestão. Em 2015, Alfonso foi o vencedor do Prêmio Máscara concedido pela Prefeitura de Santa Fé em reconhecimento à sua carreira. Em 2016 foi jurado do Prêmio Escenário do jornal UNO, de Santa Fé e de 2017 até o momento, jurado do Bahia Blanca do “Prêmio Federal Hugo”. Em 2019, o Ballet del Sur recebeu a Menção ao Mérito dos Prêmios Konex por estar entre as cinco melhores companhias da Argentina nos últimos 10 anos, período que coincide com a gestão de Alfonso como Diretor Principal. Em 2023, apresentou sua versão de La Fille Mal Gardée no Ballet Nacional SODRE, em Montevidéu, Uruguai. Desde dezembro deste ano é Coordenador do Teatro Municipal e Produção Artística 1º de Mayo da cidade de Santa Fé, Argentina.

Elenco:

Lise – Juliana Valadão / Manuela Roçado / Marcela Borges / Tabata Salles

Colas – Cícero Gomes / Alyson Trindade / Rodrigo Hermesmeyer

Madame Simone – Edifranc Alves / Saulo Finelon

Alain – Alyson Trindade / Luiz Paulo / Rodrigo Hermesmeyer 

Datas elenco:

Dias 14/5 (estreia), 16 e 21

Juliana Valadão e Cícero Gomes

Dias 13/5 (geral), 17 e 23

Marcela Borges e Alyson Trindade

Dias 15/5, 20 e 24

Manuela Roçado e Rodrigo Hermesmeyer

Dias 19/5 (Projeto Escola) e 22/5

Tabata Salles e Rodrigo Hermesmeyer

Ficha Técnica:

Concepção e Coreografia: Ricardo Alfonso

Supervisão Artística: Hélio Bejani e Jorge Texeira

Coordenação de Remontagem: Jorge Texeira

Ensaiadores: Jorge Texeira, Mônica Barbosa, Celeste Lima e Filipe Moreira 

Cenografia: Manoel dos Santos

Figurinos: Tania Agra

Iluminação: Paulo Ornellas

Regente: Jésus Figueiredo

Design Gráfico: Carla Marins

Direção Geral: Hélio Bejani

Direção Artística Temporada 2026: Eric Herrero

Presidente FTM: Clara Paulino

Serviço:

La Fille Mal Gardée

Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Dias: 13/5, às 19h (Ensaio Geral) | 14 (estreia), 15, 16, 20, 21 22 e 23/5, às 19h | 17 e 24/5, às 17h | 19/5, às 14h (Projeto Escola)

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro

Duração: 1h45 + intervalo

1º ato – 50 min

2º ato – 35 min

)

Ingressos:

Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual)

Plateia e Balcão Nobre – R$80,00

Balcão Superior e Lateral – R$50,00

Galeria Central e Lateral– R$30,00

Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.

Palestras gratuitas antes dos espetáculos

Classificação: Livre

Patrocinador Oficial @Petrobras

Onde tem Patrocínio Petrobras, tem Governo do Brasil

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Paradiso Rio, Amadança

Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal 

Lei de Incentivo à Cultura

Realização: Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do Lado do Povo Brasileiro

Assessoria de imprensa TMRJ:

Cláudia Tisato – tisato.cultura@gmail.com

Assessoria de imprensa externa TMRJ:

Thaisa Barreto – vozesagenciacriativa@gmail.com

Assessora Chefe de Comunicação TMRJ:

Marietta Trotta – mariettatrotta.tmrj@gmail.com





Orquestra Barroca da UNIRIO se apresenta na Sala Mário Tavares

Postado por Gabriel Mendes em 22/Maio/2026 -

A orquestra que hoje se apresenta é mais do que um grupo musical: é um verdadeiro celeiro de músicos. Aqui, pessoas de diversas idades, trajetórias e experiências se encontram unidas pela música. Nossa formação reúne jovens estudantes, músicos amadores dedicados e profissionais
experientes, em um ambiente de aprendizado mútuo, troca generosa e construção coletiva. A diversidade do grupo — social, geracional e artística — é também refletida no programa desta noite. Dedicado ao período Barroco, ele oferece uma ampla amostragem de estilos, formas e nacionalidades que marcaram o século XVIII, um dos momentos mais ricos da história da música ocidental. Este concerto é, portanto, uma viagem musical pela Europa do século XVIII — e também uma celebração do poder transformador da música como espaço de encontro, formação e expressão.

Um dos concertos mais célebres do repertório barroco, o Concerto BWV 1043 evidencia o extraordinário domínio de Johann Sebastian Bach sobre o diálogo entre solistas e conjunto. Os dois violinos não competem, mas se entrelaçam em permanente conversa, ora imitativa, ora complementar. O movimento central, de caráter contemplativo, apresenta uma das melodias mais expressivas do compositor, sustentada por um acompanhamento pulsante e delicado. Nos movimentos extremos, a energia rítmica e a escrita contrapontística criam uma sensação de fluxo contínuo e vitalidade.

No Concerto RV 100, Antonio Vivaldi explora com engenho a variedade de timbres ao reunir três solistas de naturezas distintas. O contraste entre o brilho do violino, a suavidade da flauta doce e a sonoridade grave do fagote cria uma paleta rica e dinâmica. O movimento lento oferece um momento de suspensão e lirismo, enquanto os movimentos rápidos evidenciam o estilo característico de Vivaldi, com ritmos vivos e estruturas claras. Menos conhecido hoje, Karl Kohaut foi um importante compositor da corte vienense. Seu concerto destaca um instrumento que raramente ocupa a posição solista nos períodos barroco e clássico: o contrabaixo. A obra explora tanto a agilidade quanto a expressividade do instrumento, alternando passagens virtuosísticas com momentos cantáveis. O resultado se revela surpreendente, que amplia nossa percepção das possibilidades do contrabaixo no século XVIII.

Os Concerts Royaux de François Couperin foram compostos para as apresentações na corte de Luís XIV e refletem o ideal francês de elegância e refinamento. Em vez do contraste dramático
típico do concerto italiano, encontramos aqui uma sucessão de danças estilizadas e movimentos característicos. Cada seção apresenta um caráter próprio — da solenidade inicial à leveza da siciliana — em uma música marcada pela sutileza, pelo ornamento delicado e pela clareza expressiva.

Prolífico e inventivo, Georg Philipp Telemann foi mestre em combinar influências nacionais diversas. Neste concerto, a formação pouco usual favorece um jogo de cores e texturas entre as flautas e o violino. O primeiro movimento já sugere um clima expressivo e introspectivo, contrastando com a vivacidade dos movimentos rápidos. A obra exemplifica o estilo galante emergente, com frases mais leves e diretas, sem abandonar a riqueza de invenção característica do compositor.

Serviço:
Orquestra Barroca da UNIRIO
Data: 22/06/26
Local: Sala Mário Tavares
Endereço: Av. Almirante Barroso, 14, Centro – RJ
Ingressos gratuitos, RETIRADA SOMENTE NO SITE http://theatromunicipal.rj.gov.br/

Orchestre des Champs-Élysées, com regência de Philippe Herreweghe, dia 25 de maio, no TMRJ

Postado por Allex Lourenço em 19/Maio/2026 -

A série O Globo/Dellarte Concertos Internacionais recebe a prestigiada Orchestre des Champs-Élysées, com regência de Philippe Herreweghe no dia 25 de maio, segunda-feira, às 19h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No programa, duas obras colossais do Romantismo: a sinfonia “Inacabada”, de Schubert, e a sétima sinfonia de Beethoven — duas obras centrais do repertório orquestral.

“A apresentação da Orchestre des Champs-Élysées, regida por Philippe Herreweghe, é imperdível pela sua originalidade musical e pela excelente reputação que esses artistas construíram ao longo das últimas décadas” diz Steffen Dauelsberg, diretor executivo da Dellarte.

Orchestre des Champs-Élysées é a primeira formação sinfônica francesa de renome internacional a tocar com instrumentos de época. Desde junho de 1991, quando foi fundado pelo maestro Philippe Herreweghe, o conjunto tem se dedicado principalmente ao repertório sinfônico do Classicismo, do Romantismo e do início do Modernismo, submetendo-o a uma reavaliação fundamental com base em conhecimentos musicológicos atualizados e por meio de práticas interpretativas que buscam fidelidade a cada período histórico. Ao longo dos anos, o repertório da orquestra se expandiu consideravelmente, abrangendo, hoje, mais de 150 anos de música. Sua atuação também inclui a participação em pesquisas musicológicas e projetos educacionais.

Em seu concerto inaugural, a orquestra apresentou o oratório “A Criação” (de 1798), de Joseph Haydn, primeiro na cidade de Poitiers e depois no Théâtre des Champs-Élysées, em Paris. Com essa estreia marcante, a orquestra lançou as bases de uma carreira internacional que a levou a importantes salas de concerto da Europa — como Bruxelas, Viena, Amsterdã, Londres, Berlim, Frankfurt, Munique, Leipzig, Roma e Lucerna — e a centros musicais ao redor do mundo, incluindo o Lincoln Center de Nova York, além de turnês por Japão, Coreia, China e Austrália. 

Sob a direção de Philippe Herreweghe, a orquestra mantém uma colaboração artística contínua com o Collegium Vocale Gent, com o qual gravou diversos CDs elogiados pela crítica internacional. Associada ao Théâtre Auditorium de Poitiers (TAP) e residente na região de Nouvelle-Aquitaine, a orquestra recebe subsídios da Directions Régionales des Affaires Culturelles (DRAC, órgão ligado ao Ministério da Cultura da França) de Nouvelle-Aquitaine e da cidade de Poitiers. 

Nascido em Ghent, o maestro Philippe Herreweghe estudou tanto na universidade quanto no conservatório de música daquela cidade belga. Nesse período, iniciou sua atividade como regente e fundou o grupo musical Collegium Vocale Gent, em 1970. Sua abordagem enérgica e historicamente informada da música barroca (isto é, usando instrumentos e técnicas em voga na época de cada composição) rapidamente lhe rendeu reconhecimento. 

Em 1977, ele fundou, em Paris, o ensemble La Chapelle Royale, com o qual interpretou música do período áureo francês. Ao longo de sua carreira, criou diversos conjuntos dedicados a interpretações de autenticidade histórica, abrangendo repertórios que vão do Renascimento à música contemporânea. Entre eles, contam-se o Ensemble Vocal Européen, especializado em polifonia renascentista, e a Orchestre des Champs-Élysées, fundada em 1991 com o objetivo de interpretar repertório pré-romântico e romântico com instrumentos de época.

Entre os destaques da temporada 2025/26 estão turnês com o Collegium Vocale Gent, incluindo apresentações na Ásia da “Missa em si menor”, de J.S. Bach, e concertos na Europa com a Orchestre des Champs-Élysées, interpretando o “Requiem” de Luigi Cherubini. Com essa orquestra, também realiza uma turnê pela América do Sul, tocando a sinfonia “Inacabada”, de Schubert, e a sétima de Beethoven, em São Paulo, Buenos Aires e Rio de Janeiro.

Em setembro de 2021, Herreweghe foi homenageado com o Musikfest Award Bremen por sua destacada trajetória artística. No mesmo ano, recebeu o prêmio cultural “Ultima”, do governo flamengo. Ao longo de sua carreira, acumulou numerosos reconhecimentos, incluindo o título de “Personalidade Musical do Ano” pela imprensa europeia, a nomeação como Embaixador Cultural de Flandres, o título de Officier des Arts et Lettres na Bélgica, doutorados honorários (incluindo os da Universidade de Leuven e da Universidade de Ghent), o título francês de Chevalier de la Légion d’Honneur em 2003 e a Medalha Bach da cidade de Leipzig.

Em sua 31ª temporada, a Série O Globo/Dellarte Concertos Internacionais traz ao Rio de Janeiro o que há de melhor na música de câmara internacional, com recitais de artistas consagrados e artistas em ascensão, com alto nível técnico de suas apresentações.

A Série Concertos Internacionais é apresentada pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, com o apoio da Lei Rouanet. O projeto conta com O Globo como parceiro de mídia, apoio do Windsor Hotéis e apoio institucional da Rádio MEC e Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A produção é da Dell´Arte e a realização do Instituto Dell’Arte e Ministério da Cultura – Governo do Brasil do lado do povo brasileiro.

PROGRAMA:

FRANZ SCHUBERT (1797 – 1828)

Sinfonia nº 8 (“Inacabada”), em si menor, D. 759

I. Allegro moderato

II. Andante con moto

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770 – 1827)

Sinfonia nº 7, em lá maior, op. 92

I. Poco sostenuto – Vivace

II. Allegretto

III. Presto

IV. Allegro con brio

SERVIÇO:

SÉRIE DELLARTE CONCERTOS INTERNACIONAIS 

Orchestre des Champs-Élysées & Philippe Herreweghe

25 de maio, segunda-feira, 19h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano, s/n – Cinelândia – Centro

Classificação 10 anos

Frisas e Camarotes: R$ 3.600,00

Plateia/Balcão Nobre: R$ 600,00

Balcão Superior: R$ 250,00

Galeria: R$ 120,00 

Promocional: R$ R$ 50,00/inteira e R$ 25,00/meia (limitado a 20% de ocupação)

Vendas em ingresso.dellarte.com.br de 2a. a 6a., das 9h às 16h,

no whatsapp (21) 98698-1103

ou no e-mail dellarte@dellarte.com.br

MAIS INFORMAÇÕES:

Reg Murray – Assessoria de Imprensa

regmurray.jornalista@gmail.com

 (21) 98892-1549 celular

e whatsapp (24) 2221-0987


Música no Assyrio recebe, no dia 24 de maio, o espetáculo Kabarett ao Revés com artistas da vanguarda do TMRJ.

Postado por Allex Lourenço em 13/Maio/2026 -

Devido ao grande sucesso, está de volta, dentro do Música no Assyrio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o espetáculo Kabarett ao Revés. Formado por integrantes da vanguarda do TMRJ, com direção, roteiro e coreografia de Roberto Lima, a apresentação reúne música, dança e teatro, rompendo paradigmas da idade ao trazer artistas de 60+.

A obra nasceu do desejo da bailarina Irene Orazem de festejar os seus 70 anos de carreira no Municipal do Rio e tornou-se uma celebração da longevidade, da criatividade e da resistência de artistas que dedicaram anos de suas vidas à arte.

A estreia foi em 19 de julho, no Salão Assyrio. A montagem conquistou o Troféu Regina Ribeiro e recebeu uma Moção de Louvor e Aplausos aprovada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em agosto, Kabarett Revés também integrou a programação do XXXI Encontro Fluminense de Dança, no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói.

O espetáculo acontecerá no dia 24 de maio, domingo, às 11h, com ingressos a preços populares, através do site theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria: R$50(inteira) e R$25 (meia-entrada).

Repertório:

La Vie em Rose (Edith Piaf) / What Keeps Mankind Alive (Tom Waits) / Overture Johnny’s Melody / Johnny Johnson Medley (Kurt Weill) / The Cannon Song (Kurt Weill)/ The Ballad of the Soldier’s Wife (Kurt Weill) / Youkali Tango (Kurt Weill) / Padam, Padam (Édith Piaf) / Milord (Édith Piaf) / Ballad of the Mac the Knife (Kurt Weill).

Serviço

Música no Assyrio / Kabarett ao Revés

Data: 24 de maio – domingo

Horário: 11h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Centro

Entrada pelo Boulevard da Av. Treze de Maio

Preços populares: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada) na bilheteria do

Theatro ou através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br

Classificação: Livre

Assessoria de imprensa TMRJ:

Cláudia Tisato – 21 99256 7350

tisato.cultura@gmail.com

Assessora Chefe de Comunicação TMRJ:

MariettaTrotta – 21 99519 5270

mariettatrotta.tmrj@gmail.com

Cia. Antonio Gades apresenta Bodas de Sangre no Theatro Municipal

Postado por Gabriel Mendes em 22/Maio/2026 -

Reconhecida internacionalmente como a principal referência da dança espanhola e do flamenco, a Compañía Antonio Gades, criada pelo coreógrafo que redefiniu o papel do flamenco no século XX, retorna ao Brasil em junho de 2026 trazendo dois pilares de seu repertório histórico: Bodas de Sangre, obra que transformou o flamenco em linguagem dramática de alcance universal, e Suite Flamenca, síntese coreográfica que revela a força e a arquitetura estética da tradição sob a linguagem depurada concebida por Antonio Gades.

Figura central da dança europeia do século passado, Gades elevou o flamenco à dimensão teatral contemporânea, estabelecendo um diálogo sólido entre cultura popular, dramaturgia e construção cênica moderna.
Bodas de Sangre foi criada há 50 anos por Antonio Gades e consagrou o flamenco como linguagem capaz de narrar histórias profundas, estabelecendo um diálogo natural entre dança, teatro e vanguarda. Um dos mais importantes textos da dramaturgia espanhola, pertence à trilogia que se completa com “Yerma” e “A Casa de Bernarda Alba”, do poeta, dramaturgo e escritor Federico Garcia Lorca. A adaptação para o balé foi feita por Alfredo Mañas, que já havia colaborado com Gades em “Don Juan”. Estreou em 74 na Itália e em 81, em colaboração com o consagrado diretor de cinema Carlos Saura, foi transformado em filme de grande sucesso. Suite Flamenca reúne sete performances que destacam a estética da dança flamenca, incluindo solos, duos e danças de grupo – Soleá, Soleá por Bulerías, Farruca, Zapateado, Tanguillo, Tangos de Málaga e Rumba – todas as facetas do gênero, dentro da perspectiva de Antonio Gades. Oportunidade única para ver uma forma de dançar flamenco que em seus dias foi qualificada de vanguardista e atualmente é considerada um clássico. Apresentada pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e patrocínio da Repsol Sinopec Brasil, a turnê é uma realização da DELLARTE, em parceria com o do Ministério da Cultura e Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro. No Rio de Janeiro, as apresentações acontecem no Theatro Municipal, nos dias 19, 20 e 21 de junho.

Bodas de Sangre 

“O Guernica da dança espanhola. Essa luta final em câmera lenta é uma imagem que se crava na  retina do espectador.” 
ABC Cultura  

“Obra complexa, sintética, de risco vanguardista, que se mantém fiel ao universo lorquiano.” El País  

Em 2 de abril de 2026, irão se completar 52 anos da estreia, no Teatro Olímpico de Roma, de  Bodas de Sangre, de Antonio Gades, monumento da dança que, apesar de sua natureza  coreográfica, entrou para a história como uma das melhores traduções universais da obra de Lorca.

Referência primordial no mundo da dança, Bodas de Sangre consagra o flamenco como linguagem  dramática capaz de contar histórias, tornando-se um difusor da obra de Federico García Lorca no  mais alto nível. Uma união que hoje consideramos quase natural e que tem raízes na obra da  bailarina e coreógrafa Argentinita, figura central da renovação da dança espanhola no início do  século XX, e em sua relação com as vanguardas que floresceram na Espanha naquele período. 

Primeira criação de Gades estruturada a partir de um enredo dramático completo — característica  que se tornaria uma marca de sua trajetória —, este balé deu origem a outro fato histórico: a  primeira das colaborações de Antonio Gades com o cineasta Carlos Saura, cuja parceria  contribuiu de maneira decisiva para a universalização desta arte. Sete anos após a estreia da  coreografia, ambos realizaram um filme conjunto com o mesmo título, que mostrava um ensaio  geral da obra com uma perspectiva inovadora que unia dança e cinema.  

Suite Flamenca 

“uma grande obra que revela um Gades inquieto e renovador.” 
El País  

“Que as novas gerações assistam e possam compreender que não se trata apenas de sapatear  incansavelmente ou fazer acrobacias. Aqui estão as raízes do que hoje é o flamenco narrativo e  coreográfico.” 
El Mercurio  

A partir das danças com as quais Antonio Gades começou sua carreira solo (1963), foram sendo  construídos os números que, cinco anos depois, passariam a se chamar Suite Flamenca. São  números de dança flamenca tradicional sob o prisma vanguardista de Gades. Esta Suite foi  apresentada por sua companhia, que incluía, entre outros, a grande Cristina Hoyos, parceira  artística por vinte anos e autora de algumas das coreografias, como “Soleá”, “Bulerías” e  “Tanguillo”.  Suite Flamenca é composta por uma série de peças que oferecem uma representação  surpreendente da estética do gênero. Inclui solos, duos e formações de grupo vistas a partir da  perspectiva de Antonio Gades. É uma excelente oportunidade para conhecer um estilo que hoje  quase não se vê em cena, descrito em sua época como vanguardista e atualmente reconhecido  como um clássico.

SERVIÇO: 
Bodas de Sangre
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Datas e horários: 
19/06/2026 – 19h (sexta-feira) 
20/06/2026 – 20h (sábado) 
21/06/2026 – 15h (domingo)
Vendas em https://feverup.com/
Classificação: 10 anos

Cia de Daça Deborah Colker Apresenta ReMix no Theatro Municipal

Postado por Gabriel Mendes em 19/Maio/2026 -

A Companhia de Dança Deborah Colker apresenta “Remix”, espetáculo que reúne cenas icônicas de obras como “Vulcão”, “Rota”, “4×4” e “Belle”. A montagem revisita mais de 30 anos de trajetória em uma criação que destaca a potência e a ousadia da Companhia.

Com 16 bailarinos e uma grande estrutura cênica, o espetáculo traz elementos marcantes como vasos suspensos e uma roda gigante. Dividido em dois atos, transita entre intensidade e leveza. “Remix” é um convite ao reencontro com diferentes fases da criação coreográfica.

Serviço:
reMIX – Cia. de Dança Deborah Colker
Data: 03/06/26 a 07/06/26
Horário: 19h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Marechal Floriano, S/N, Centro – RJ