Postado por Marietta Trotta em 05/dez/2022 -
Para a temporada do ballet Don Quixote, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta mais um ciclo de palestras gratuitas.
Hoje (14.12), às 18h, em nosso salão Assyrio, o bate-papo fica por conta das Primeiras Bailarinas do TMRJ – Ana Botafogo e Nora Esteves, com mediação de Paulo Melgaço – Professor e pesquisador da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa. O tema da palestra será “Memórias do Ballet”.
O encontro, aberto ao público, contará com intérprete de Libras. Sujeito a lotação.
Ficha Técnica
Solistas: 14 e 22/12 – Márcia Jaqueline e Cícero Gomes
15 e 17/ 12 – Juliana Valadão e Alyson Trindade
16 e 20/12 – Marcella Borges e Filipe Moreira
18/12 – Manuela Roçado e Rodrigo Hermesmeyer
21 e 23/12 – Cláudia Mota e José Ailton
Concepção, remontagem e adaptação: Hélio Bejani e Jorge Texeira
Ensaiadores: Hélio Bejani, Jorge Texeira, Aurea Hammerli, Cristiane Quintan, Monica Barbosa e Priscila Albuquerque
Figurino: Tânia Agra e João Corrêa
Cenografia: Pará Produções, Glauco Bernardi e Manoel Puoci
Iluminação: Paulo Ornellas
Diretor Artístico BTM: Hélio Bejani
Maître convidado e ensaiador: Jorge Texeira
Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Regência Jésus Figueiredo
Diretor Artístico TMRJ: Eric Herrero
Serviço
Don Quixote – Ballet em 3 atos
Regência: Jésus Figueiredo
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, S/N – Centro
Datas e Horários
13/12 – 19h – ensaio aberto
14, 15, 16, 17, 21, 22 e 23/12 – 19h
18/12 – 17h
20/12 – 14h (Projeto Escola)
Duração: 2h – com 15 minutos de intervalo
Classificação Livre
Lei de incentivo à cultura
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio SulAmérica Paradiso, Rádio Roquette Pinto – 94.1 FM
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal
Ingressos em nosso site e bilheteria do Theatro
Frisas e Camarotes – R$80,00 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$60,00
Balcão Superior – R$40,00
Galeria – R$20,00
📷: @ebendinger
Design: @carlacampelomarins
Ilustrador: Ivan Coelho
Postado por Allex Lourenço em 05/dez/2022 -

No próximo dia 7 de dezembro, quarta-feira, às 17h, o boulevard o Theatro
Municipal do Rio de Janeiro ficará pequeno para a realização de um tributo a Elza Soares, protagonizado por músicos, bailarinos, coreógrafos, compositores e artistas em geral. Com produção executiva, curadoria e coordenação geral de Mariana Chew, direção musical de Muralhex, arranjos de Blas Rivera e direção de movimento de Danilo D’Alma a edição deste ano do Cello Dance promete uma robusta festa em memória à diva da música negra brasileira, com entrada franca.
Apresentando um programa que abrange diferentes fases da carreira da cantora, um naipe de músicos renomados se juntará, em sinergia, com um seleto grupo de bailarinos. Juntos, os violoncelistas David Chew e Thais Ferreira, o multi-instrumentista Muralhex, o violinista Thiago Teixeira, as cantoras Alma Thomas e Maria Ma, os saxofonistas Blas Rivera, Eduardo Barbosa e Felipe Barbosa, com o percussionista Murilo O’ Reilly, apresentarão alguns de seus clássicos, que ganharão movimento, solidez,
leveza e sensibilidade através dos bailarinos de Danilo D’ Alma, Elton Sacramento, Gabriela Luiz, Pamela Sobral.
“Elza é referência para muitas gerações de mulheres… ela é o poder da mulher negra brasileira, aquela que toma a direção da própria vida”, destaca a produtora Mariana Chew, que já conversava com a cantora antes da pandemia – Elza havia conhecido uma edição do Cello Dance, do qual já era entusiasta e abriu sua casa para o primeiro ensaio de um projeto iniciado dentro do Festival chamado Frequência Modulada. Muralhex, antes conhecido como DJ Muralha, além de participar há mais de dez anos do Cello Dance, dividiu o palco algumas vezes com a cantora, inclusive
participando de movimentos de criação com ela.
Ao longo dos últimos 15 anos, o Cello Dance vem agregando cada vez mais público e artistas de forma natural e simbiótica. No Rio, foi vanguarda quando realizou sua primeira mostra, reunindo dança e violoncelo, dentro do Festival Rio Cello, que já acontece há 28 anos ininterruptos. Ao longo de todo esse tempo, obras foram criadas e desenvolvidas por bailarinos, coreógrafos e compositores, possibilitando que outras nacionalidades viessem participar e conhecer a cultura brasileira por meio deste intercâmbio de linguagens. A cada ano, obras inéditas – musicais e coreográficas – são criadas e adaptadas, muitas vezes tornando-se repertório das companhias e dos bailarinos, tendo como diferencial a união do corpo e do violoncelo. “O cello é um instrumento com imagem semelhante ao corpo de uma mulher, com timbre quase humano, que denota total interação no palco, dissolvendo quaisquer fronteiras entre músicos e bailarinos, aproximando as relações”, afirma Mariana.
SERVIÇO:
7/12, quarta-feira – Cello Dance promove Tributo a Elza Soares
Local: Boulevard do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Horário: 17h
Endereço: Pça Floriano, s/n, Centro – Rio de Janeiro
Entrada Franca
Postado por Marietta Trotta em 30/nov/2022 -

Vale a pena conhecer a história de Maria Felipa de Oliveira, mulher
marisqueira, pescadora e trabalhadora braçal que participou da luta pela
Independência da Bahia.A peça apresenta a cultura africana e indígena.Paty Lopes evidencia a importância da conservação dos mares e
da reciclagem. O artista plástico Rogério Campos, convidado pela idealizadora, construiu o figurino e o cenário de plásticos e resto de tecidos.A dramaturga traz ao texto o importante dramaturgo Eugen Bertholt Friedrich Brecht, com o conto Se os Tubarões Fossem Homens, fazendo uma ponte entre o público mirim e a educação.Maria Felipa, verdadeira heroína, não faz parte da história do nosso país,
uma invisibilidade que o teatro tem trabalhado, revivendo essas memórias,
principalmente para o público infantil, ainda em formação e multiplicador
de ideias.
Sinopse:
Diz a lenda que a negra Maria Felipa, nascida na Ilha de Itaparica, liderou,
por volta de 1822, um grupo de 200 pessoas para lutar contra os soldados
portugueses que atacavam a ilha. Somente o seu grupo queimou 40
embarcações, diminuindo o poderio colonizador. Depois, ela enfrentou os
portugueses usando folhas de cansanção, típicas da região, que em contato
com a pele dão a sensação de queimação. Essa ação resultou numa queda
significativa do número de soldados da tropa portuguesa. Em julho de
2018, Maria Felipa foi declarada Heroína da Pátria Brasileira pela Lei
Federal nº 13.697, tendo o seu nome inscrito no livro dos Heróis e
Heroínas da Pátria; que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade
Tancredo Neves, situado em Brasília.
Ficha Técnica
Dramaturgia: Paty Lopes
Elenco: Fernanda Sabot e Tauã de Lorena
Direção: Milton Filho
Direção de movimento e preparação corporal: Raphael Rodrigues
Caracterização: Gabriela Figueira
Produtor executivo: Marcelo Aouila
Cenário e Figurino: Rogério Campos
Costureira: Janete Francisco
Direção musical: Tauã de Lorena
Realização: Renascença Clube
Designer Gráfico: Signus
Assessoria de Imprensa: Marcia Renault
Tradução em libras: Thamires Alves
Fotografia: FPS AV
SERVIÇO
Espetáculo: “A Coragem de Maria Felipa”
02/12 (sexta-feira), às 10h
Local: Theatro Municipal (Praça Floriano S/N –
Centro)
Entrada franca
Duração: 45 minutos
Classificação: Livre
Postado por Allex Lourenço em 22/nov/2022 -

Em novembro, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro vai apresentar O Barbeiro de Sevilha, de Gioachino Rossini, a ópera cômica que mais vezes subiu ao palco do Theatro ao longo de sua história: foram quase 40 temporadas! Com o patrocínio Ouro Petrobras e realização AATM, a ópera com melodias ágeis, ritmo frenético e situações hilariantes, tem agradado plateias do mundo todo por mais de dois séculos. As récitas acontecem nos dias 16 (ensaio aberto), 18, 20, 22 (fechado para escolas), 23 e 26 de novembro e todas terão uma palestra gratuita uma hora antes das apresentações.
Com concepção e direção cênica de Julianna Santos, O Barbeiro de Sevilha contará com os solistas Vinicius Atique (Figaro), Lara Cavalcanti (Rosina), Cintia Graton (Rosina – dia 22/11), Anibal Mancini (Almaviva), Saulo Javan (Don Bartolo), Murilo Neves (Don Basilio), Rose Provenzano-Páscoa (Berta), Leonardo Thieze (Fiorello) e FlávioMello (Oficial) com Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal sob a direção musical e regência de Felipe Prazeres. A Direção Artística do TMRJ é de Eric Herrero.
Il barbiere di Siviglia (O Barbeiro de Sevilha) é uma ópera em dois atos de Gioachino Rossini com libreto de Cesare Sterbini baseado na peça homônima de Beaumarchais. O título original da obra era Almaviva, o sia l’inutile precauzione (Almaviva, ou seja, a precaução inútil).
Antes de Rossini, Giovanni Paisiello compôs o seu Barbeiro de Sevilha em 1782 (dez anos antes do nascimento de Rossini). Com esse mesmo trabalho, Paisiello recebeu um dos maiores sucessos de sua carreira.
Tendo sido Paisiello um dos maiores representantes da ópera napolitana, o sucesso anterior de seu Barbeiro de Sevilha fez parecer inadmissível que um compositor de 23 anos, mesmo que tão talentoso, ousasse desafiá-lo. Só que Rossini não queria desafiar ninguém, pois que, na verdade, nem teve nenhuma responsabilidade pelo assunto.
O que aconteceu foi que a obra tinha sido escolhida pelo empresário do Teatro Argentino em Roma, o Duque Francesco Sforza Cesarini, que encomendou a Rossini um trabalho para o próximo carnaval. E, naquela época, qualquer representação tinha que submeter-se à censura papal. Com isso, por precaução e estratégia o empresário propôs O Barbeiro de Sevilha como tema, que foi imediatamente aprovado pelos censores papais.
A primeira apresentação ocorreu em 20 de fevereiro de 1816 no Teatro Argentina em Roma e terminou em meio a assobios. O clima geral foi de boicote total, devido aos adeptos da versão da ópera de Paisiello, favorecida também pela morte súbita do empresário do Teatro Argentina. Contudo, já a partir da segunda apresentação, o público aclamou a obra de Rossini, levando-a a obscurecer a versão anterior de Paisiello e tornando-se uma das óperas mais representadas no mundo.
Enredo da obra:
Em Sevilha o Conde d’Almaviva apaixona-se pela bela Rosina, que no entanto vive praticamente prisioneira por causa do seu tutor, Dom Bartolo, que, por querer desposá-la, tem muitos ciúmes dela…porém com um interesse econômico muito maior do que por verdadeira afeição.
O Conde, apesar da estreita vigilância de Don Bartolo, ainda consegue comunicar seu amor a Rosina, mas não revela imediatamente sua identidade, por desejar que ela o ame por quem ele é e não por seu título. Assim, ele se apresenta a ela como Lindoro, um simples estudante. Rosina corresponde ao seu assédio, mas não sabe como fugir da vigilância de Dom Bartolo.
É neste momento que Figaro, um barbeiro inteligente e simpático, entra em cena para ajudar os dois amantes atuando como ‘mensageiro’: a seu conselho, o Conde, inicialmente consegue entrar na casa de Dom Bartolo sob a identidade falsa de um soldado em busca de hospitalidade; depois de um instrutor de música.Mas Don Bartolo, que é muito desconfiado, tem um assistente, Don Basilio, que lhe sugere inventar uma calúnia para desacreditar o Conde aos olhos de Rosina. No entanto, o Conde e Rosina espertamente, conseguem organizar- se para a fuga, graças à cumplicidade de Fígaro, que os ajuda distraindo Dom Bartolo com a desculpa de barbeá-lo.
Dom Bartolo e Dom Basilio seguem tentando desacreditar o Conde aos olhos de Rosina, dizendo-lhe que ele mentiu para ela e que ele não é nenhum estudante.
Aí Rosina, arrependida de ter confiado nele, está prestes a desistir de sua fuga e casar-se com Dom Bartolo por puro despeito. Só que, no final, o Conde esclarece tudo, revela sua verdadeira identidade e o motivo pelo qual se apresentou a ela como Lindoro. Rosina, então, entende tudo o que se passou e concorda em casar-se com ele, jogando por terra os planos de Don Bartolo.
Solistas:
Figaro – Vinicius Atique (barítono)
Rosina – Lara Cavalcanti (mezzo-soprano)
Cintia Graton (mezzo-soprano) – (22/11)
Almaviva – Anibal Mancini (tenor)
Don Bartolo – Saulo Javan (baixo)
Don Basilio – Murilo Neves (baixo)
Berta – Rose Provenzano-Páscoa (soprano)
Fiorello – Leonardo Thieze (baixo)
Oficial – Flávio Mello (barítono)
Ficha Técnica:
Música de Gioachino Rossini
Libreto de Cesare Sterbini
Direção musical e regência – Felipe Prazeres
Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal (OSTM)
Regência do Coro – Priscila Bomfim
Concepção e direção cênica – Julianna Santos
Cenografia – Giorgia Massetani
Figurinos – Olintho Malaquias
Iluminação – Fabio Retti e Paulo Ornellas
Direção Artística do TMRJ – Eric Herrero
Récitas:
16/ 11 – 19h (ensaio aberto)
18/11 – 19h (estreia)
20/11 – 17h
22/11 – 14h (récita para escolas)
23/11 – 19h
26/11 – 19h
Serviço:
O Barbeiro de Sevilha
Récitas: 16/ 11 (ensaio aberto), 18/11, 23/11 e 26/11- às 19h, 20/11 às 17h.
22/11 às 14h (fechado para escolas)
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, s/nº – Centro
Classificação: livre
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio SulAmérica Paradiso
Patrocínio Ouro Petrobras
Lei de Incentivo à Cultura
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal
Os ingressos da ópera O Barbeiro de Sevilha estão à venda no site do Theatro Municipal (https://theatromunicipalrj.eleventickets.com/#!/evento/9302066507748c46d0971e94eddfbe60f81619b2/) e na bilheteria do Theatro. Antes de cada espetáculo, haverá uma palestra sobre a ópera e suas curiosidades.
Preços dos ingressos:
Frisas e Camarotes – R$80,00 (ingresso individual) ou R$480,00 (6 lugares)
Plateia e Balcão Nobre – R$60,00
Balcão Superior – R$40,00
Balcão Superior Lateral – R$40,00
Galeria Central – R$20,00
Galeria Lateral – R$20,00
Postado por Marietta Trotta em 22/nov/2022 -

“O boi e o burro no caminho de Belém”
Baseada na obra de Maria Clara Machado, ópera infantil
tem música e libreto de Tim Rescala
Com direção cênica de Cacá Mourthé e regência de Priscila Bomfim,
as récitas serão na Escola de Música da UFRJ e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a partir de 25 de novembro, com entrada gratuita
Encenada pela primeira vez em 1953, “O boi e o burro no caminho de Belém” é uma das mais emblemáticas peças de Maria Clara Machado, o maior nome da dramaturgia para crianças no país, fundadora da renomada escola de artes cênicas O Tablado. Quase 70 anos após sua estreia, o texto agora ressurge como uma ópera infantil. Com música e libreto de Tim Rescala, direção cênica de Cacá Mourthé e regência da maestrina Priscila Bomfim, o espetáculo é um auto de Natal cheio de encanto, humor e brasilidade. “O boi e o burro no caminho de Belém” estreia em 25 de novembro na Escola de Música da UFRJ, onde fica em cartaz até 4 de dezembro. No dia 30 de novembro, o espetáculo tem única apresentação no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Toda a temporada é gratuita.
Num estábulo muito simples, mas acolhedor, o Boi e o Burro, figuras presentes no tradicional presépio de Natal, narram a história da noite do nascimento de Jesus Cristo. Com um olhar singelo e bem-humorado, os dois tentam entender o mistério da Estrela de Belém, que veio parar em cima do seu estábulo, e a presença de reis, pastores e anjos, além de Maria e José. “O boi e o burro no caminho de Belém” foi a primeira peça escrita por Maria Clara Machado. Inicialmente pensada para o teatro de bonecos, acabou sendo montada com atores. Desde a sua estreia, foi remontada inúmeras vezes.
“Maria Clara Machado costumava chamar de ‘farsa-mistério de natal’. É uma história singela, poética e atemporal; por isso agrada há tanto tempo crianças de todas as idades”, conta Cacá Mourthé. “O espetáculo é um programa para toda família, que nos leva a um Natal simbólico, com uma mensagem de renovação e esperança para o novo ano que está chegando. Há 2 mil festejamos o Natal repetidamente e, às vezes, esquecemos que o verdadeiro sentido da data é deixar pra trás as velhas ideias e os velhos hábitos cotidianos e nos abrir para o novo. Assim podemos renascer junto ao menino de Belém todos os anos e todos os dias. Feliz Natal!”, completa a diretora cênica da montagem.
No elenco principal da ópera “O boi e o burro no caminho de Belém” estão Flávio Melo/Johnny França (Boi), Ossiandro Brito (Burro) e Iago Cirino (Pastor) –acompanhados por outros cinco atores, mais o Coral Brasil Ensemble UFRJ (formado por 16 vozes) e uma orquestra sinfônica com 25 músicos. Diretor de arte da montagem, Ronald Teixeira criou um cenário que resgata a simplicidade de uma manjedoura com muita madeira e palha. Para os figurinos do Boi e do Burro, além de roupas que se assemelham à pele dos animais, foram confeccionadas duas máscaras pelo artista Eric Fuly.
Autor de óperas de sucesso, Tim Rescala destaca o respeito ao texto original na sua transposição. “Precisamos respeitar a espinha dorsal. Mas, por se tratar de uma outra linguagem, devemos propor algo novo. O desafio é transformar o texto de teatro em versos”, conta Tim, que repete a parceria com a diretora Cacá Mourthé, com quem fez a ópera infantil “O cavalinho azul”, também baseada na obra de Maria Clara Machado.
Tim Rescala – Estudou na Escola de Música da UFRJ e na Escola de Música Villa-Lobos. Com Hans-Joachim Koellreutter, estudou composição, contraponto e arranjo. Licenciou-se em música pela UNI-RIO. Autor de óperas, musicais, música de câmera e eletroacústica. Compositor e diretor musical de várias peças de teatro. É um dos mais premiados compositores brasileiros, tendo recebido diversos prêmios Mambembe, Shell, Coca-Cola, APTR e CBTIJ. Faz música para cinema, exposições e TV, tendo trabalhado para a TV Globo por 30 anos. Escreve e apresenta “Blim-blem-blom” na rádio MEC-FM desde 2011. Em 2021, compôs a ópera “O engenheiro” e o musical “Pinóquio”. Em 2022, vai estrear a ópera “O auto da compadecida” e regerá a Orquestra Sinfônica Nacional – UFF em concerto com suas obras na Sala Cecília Meireles, em comemoração aos seus 60 anos.
Cacá Mourthé – Professora de teatro há 45 anos, atualmente é diretora artística do Tablado e diretora do curso de improvisação d’O Tablado, ganhadora de vários prêmios, entre eles Mambembe e Coca-Cola, tem como seus mais recentes trabalhos em direção: “A menina e o vento” e “A viagem de Clarinha” (2012), “A bruxinha que era boa”, “Os saltimbancos” e “Pluft, o fantasminha” (2014). Escreveu o roteiro do filme “Pluft, o fantasminha” com José Lavigne e Rosane Svartman, que estreou em 2022. Em 2016, dirigiu a peça “TãoTão”, que teve 12 indicações ao 3º Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças, sendo uma delas de melhor direção. Em 2022, assinou a direção do espetáculo “O Cálice Sagrado”.
FICHA TÉCNICA
Baseado no texto de Maria Clara Machado
Músicas e Libreto: Tim Rescala
Direção Cênica: Cacá Mourthé
Regência: Priscila Bomfim
Elenco:
Boi: Flávio Melo / Johnny França
Burro: Ossiandro Brito
Pastor: Iago Cirino
José: José Beltrão
Maria / Pastora: Ágatha Marinho
Rainha Amarela / Coro: Ester Melo
Rainha Branca / Coro: Edilene Melo
Rainha Negra / Coro: Nicole Costa
Rei Amarelo / Coro: Bernardo Rulff
Rei Branco / Coro: Carlos Côrtes
Rei Negro / Coro: Lucas Aguiar
Guarda do Tesouro / Coro: Eduardo Barbosa
Anja da perna de pau: Alarisse Mattar
Anjas e Pastoras
Gabriela Ruppert
Mariana Campinho
Pastoras / Coro
Carla Garcia
Esther Santiago
Giovana Toscano
Luana Nascimento
Marcia Mendes
Pastores / Coro
André Cisco
Cristóbal Rioseco
JP Santiago
Moises Hills
Orquestra Sinfônica da UFRJ
Direção de Arte, Cenografia e Figurinos: Ronald Teixeira
Visagismo: Mona Magalhães
Iluminação: José Henrique Moreira
Máscaras: Eric Fuly
Desenho de som: João Gabriel Mattos
Regência do Coro: Maria José Chevitarese
Preparação vocal do coro: Juliana Melleiro
Pianistas ensaiadoras: Juliana Coelho e Leandra Vital
Assistente de Direção: Victor Hugo
Diretores de arte assistentes e figurinistas assistentes: Everthon Jose, Jovanna Souza e Ricardo Júnior
Cenógrafo assistente: George Bravo
Costura dos figurinos: Gabriel Leocádio
Produção de figurinos: Cris Chevriet
Costureira: Mônica Santos
Operação de som: João Gabriel Mattos
Diretor de Palco: Wellison Nogueira
Assessoria de imprensa: Catharina Rocha e Paula Catunda
Redes Sociais: Rafael Teixeira
Designer gráfico: Marcus Moraes
Produção: Pagu Produções Culturais
Direção de Produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi e Fernanda Pascoal
Produção Executiva: Fernando Queiroz e Juliana Soares
Assistente de Produção: Miguel Angelo
Gestão Administrativa – Financeira: Natália Simonete – Estufa de Ideias
Assistente Financeiro: Pedro Henrique Cavalcante – Estufa de Ideias
SERVIÇO ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ
Espetáculo: “O Boi e o Burro no Caminho de Belém”
Temporada: de 25 de
novembro a 04 de dezembro de 2022
Dias e horários:
Novembro
25/11 (sexta), às 19h
26/11 (sábado), às 14h30 e 17h
27/11 (domingo), às 14h30 e 17h
Dezembro
03/12 (sábado), às 14h30 e 17h
04/12 (domingo), às 14h30 e 17h
Local: Salão Leopoldo Miguez – Escola de Música da UFRJ (Rua do Passeio, 98 – Centro)
Informações: (21) 2532-4649
Ingressos: Gratuitos (retirada 1 hora antes do início do espetáculo)
Classificação: Livre
Duração: 60 min.
SERVIÇO THEATRO MUNICIPAL
Espetáculo: “O Boi e o Burro no Caminho de Belém”
Apresentação: 30 de novembro (quarta), às 19h
Local: Teatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, S/N – Centro)
Informações: (21) 2332-9191
Ingressos: Gratuito. Retirada de ingressos somente pelo site do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (https://theatromunicipalrj.eleventickets.com)
Classificação: Livre
Duração: 60 min.
Postado por Allex Lourenço em 18/nov/2022 -
Pianista britânico internacionalmente reconhecido pelas suas apresentações eletrizantes e intensas, Benjamin Grosnevor se apresenta na quinta-feira, dia 24 de novembro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O repertório terá obras de Bach, Liszt e Ravel. O recital encerra a Série Dellarte Concertos Internacionais 2022.
Celebrado pela crítica por sua técnica refinada e genial talento na produção de nuances sonoras, Grosvenor, segundo o The Independent, é renomado pela peculiar musicalidade descrita como poética e sensível, genial e ao mesmo tempo lúcida, inteligente e com toques de humor graças a um toque essencialmente claro e cantabile.
Grosvenor iniciou seus estudos aos seis anos e aos onze, em 2004, ganhou o BBC Young Musician Competition. Em 2011 foi convidado a tocar com a BBC Symphony Orchestra na primeira noite do BBC Proms, o que o projetou à fama internacional.
Em 2016, foi o primeiro vencedor do The Ronnie and Lawrence Ackman Classical Piano Prize com a Filarmônica de Nova Iorque, que possibilitou sua volta à cidade em abril de 2018 para executar o Concerto para piano n. 3 de Beethoven, com orquestra dirigida por Esa-Peka Salonen. Participou também de apresentações de música de câmera com membros da orquestra no Tish Center for the Arts e no 92nd Street Y.
Colabora atualmente com a Sinfônica de Boston, a Sinfônica de Chicago, as Orquestra da Filadelfia, Filarmônica de Nova Iorque, Orquestra Sinfônica da Rádio Finlandesa, Orquestra Gurzenich de Colônia, Orquestra Halle, Orquestra Nacional de Lyon, Orquestra Nacional da Espanha, Filarmônica do Scala, Orquestra Filarmônica de Londres, entre outras.
Em 2011, Benjamin assinou com a Decca Classics, tornando-se o músico inglês mais jovem de todos os tempos e o primeiro pianista britânico em quase 60 anos a assinar com a gravadora. O seu quarto CD pela Decca, Homages, de 2016, explora uma interessante seleção de obras onde grandes compositores homenageiam seus predecessores, como por exemplo a transcrição de Busoni da Chaconne de J. S. Bach, ou o tributo de Liszt às canções populares italianas com Venezia e Napoli. Este disco foi denominado “Gravação Instrumental do mês” pela Revista da BBC e recebeu um Prêmio Diapason d’or.
No curso da sua jovem, mas sensacional carreira, Benjamin Grosvenor já venceu dois Gramophone Award – um como Jovem Artista do Ano e outro como Instrumental Award – um Classical Britts Award, prêmio da crítica e um Diapason d’or como Melhor Jovem Talento.

As aparições em programas e documentários da BBC, BBC Breakfast, Andrew Marr Show e na série Human to Hero da CNN dão grande visibilidade a este artista midiático, pela excelência de sua formação e performance.
Grosvenor estudou na Royal Academy of Music com Christopher Elton e Daniel-Ben Pienaar. Diplomou-se em 2012 recebendo o Queens Comendantion for Excellence, reconhecimento dado ao melhor artista do ano. Em 2016 foi nomeado acadêmico.
Engajado socialmente, Benjamin é igualmente Ambassador of Music Masters, uma organização empenhada por tornar a educação musical acessível a todas as crianças, a despeito de seu meio social, defendendo a diversidade e inclusão.
A programação da Série O Globo/Dellarte Concertos Internacionais, edição 2022 já apresentou o virtuosismo dos pianistas Nikolai Lugansky, Khatia Buniatishvili e Ksenia Kogan, a beleza do timbre de Piotr Beczala, o tenor-sensação do momento, a presença revigorante de conjuntos em acelerada ascensão, como os Interpreti Veneziani e a Camerata Bariloche, além de três orquestras: a nossa Sinfônica Brasileira, a Philharmonique de Liège e a canadense Symphonique de Longueuil.
A Série Concertos Internacionais é apresentada pelo Ministério do Turismo e Bradesco Seguros e correalização da Stretto e Secretaria Especial de Cultura – Ministério do Turismo e apoio da Forship Engenharia.
PROGRAMA:
Bach – Busoni – Chaconne
Liszt – Sonata para piano em si menor, S.178
Ravel – Tombeau de Couperin e La Valse
SERVIÇO:
Benjamin Grosvenor
Rio de Janeiro – quinta-feira, 24 de novembro, às 20h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano, S/N – Centro
Ingressos:
Frisas e Camarotes: R$ 3.000,00
Plateia/Balcão Nobre: R$ 500,00
Balcão Superior: R$ 200,00
Galeria: R$ 100,00 / R$ 50,00
Classificação livre
Acessibilidade garantida
VENDAS:
Central de atendimento Dellarte Soluções Culturais: callcenter@dellarte.com.br e dellarte.com.br/concertos ou 4002 0019 Horário de funcionamento: das 8h às 18h, nos dias úteis
https://www.facebook.com/DellarteSolucoes
Postado por Allex Lourenço em 28/out/2022 -

As favelas são universos a parte de toda sociedade e carregam, dentro de si, uma multiplicidade de artes, culturas, movimentos e sentimentos. Pensando nessa multiplicidade de atores e produtos periféricos, foi criada a Semana de Arte Favelada (SAF), que será realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e no Complexo de Favelas da Maré, entre os dias 2 e 29 de novembro, com programação totalmente gratuita.
A SAF é uma releitura da Semana de Arte Moderna, que aconteceu no Theatro Municipal de São Paulo, e 100 anos depois o Theatro Municipal do Rio recebe a Semana de Arte Favelada, que objetiva dar protagonismo aos produtores culturais favelados e periféricos, das mais diversas vertentes artísticas, visando dar mais oportunidades e visibilidade a quem produz cultura dentro das quebradas, valorizando artistas e coletivos.
A primeira edição será no Theatro Municipal e no Complexo de Favelas da Maré, sob os apoios dos editais ‘Retomada Cultural RJ 2’ e ‘Municipal em Cena’, ambos da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec RJ), com programação diversificada e estruturada em três eixos principais: Artes visuais: Exposição de fotos, pinturas, esculturas e demais expressões da arte visual com programação educativa; Artes Cênicas: Festival Multilinguagem composto de 10 atrações culturais de dança, música e teatro; e Arte Literária: Seleção de 25 textos de autores favelados para lançamento de um e-book e participarem do sarau literário.
Na celebração do Dia da Favela, comemorado dia 4 de novembro, será exibido o filme Marte Um, produção indicada pelo Brasil para concorrer ao Oscar 2023, na Sessão de Cria. Além de Marte Um, também serão exibidos os filmes “Expresso Parador” e “Noite das Estrelas”, no Museu da Maré, a partir das 18h.
Para o articulador social e idealizador e diretor geral da SAF, Wellington de Oliveira, o evento é mais uma mostra da potência que as favelas representam no Brasil e revela o objetivo principal da SAF. “É com o desejo de projetar toda a cultura potente presente nas favelas que nasce a Semana de Arte Favelada, que visa romper com a lógica mercadológica, evidenciando assim que arte favelada já acontece, mas de acordo com nossas próprias formas e estruturas”, enfatiza.
O processo
A seleção artística das obras foi realizada por editais e conta com uma seleção de curadoria para cada eixo temático e uma das exigências é que 50% das vagas sejam preenchidas por artistas dos territórios onde a edição é realizada. Wellington lembra que todo processo criativo periférico vem cercado de dificuldades e impossibilidades, mas cada oportunidade precisa ser abraçada e aproveitada. “É na guerrilha que temos construído a SAF, com poucos investimentos, mas sabendo que é o momento de plantar a semente, na esperança de poder contemplar o seu crescimento, certos de que a colheita será abundante e de ótimos frutos. Meu maior legado é poder ver o protagonismo da favela, ainda mais no campo da arte, contribuindo para desmistificar o olhar hegemônico para nossos territórios de origem”, explica Wellington de Oliveira, produtor.
“Com a Semana de Arte Favelada queremos reivindicar o direito de nós, artistas favelados e periféricos, historicamente marginalizados e invisibilizados, acessarmos e produzirmos ARTE. Quebrar a elitização das manifestações artísticas é uma estratégia de (re)existência que nos possibilita a construção de novas/nossas próprias narrativas”, finaliza.
Programação Abertura
Dia 02 de novembro – As Crias no Municipal
Às 9h – Circuito Cultural da Herança Africana com um Passeio-Aula a pé, com o objetivo de difundir a cultura afro-brasileira, que se inicia em frente à Estátua da Bailarina Mercedes Batista, a primeira bailarina negra a integrar o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
A partir das 13h – EXPOSIÇÃO SAF – Abertura do Salão Assyrio.
13h20 – Trocas Faveladas – Uma roda de conversa com mediação da historiadora e educadora Pâmela Carvalho, e participação dos profissionais Wallace Lino (teatro), Camila Rocha (dança), Rodrigo Maré (música), Jean Carlos Azuos (Artes Visuais), Lais Dantas (audiovisual) e Marcos Diniz (literatura)
15h40 – Apresentação da performance aCORdo, no Salão Assyrio.
16h30 – Apresentação de dança Mulheres ao Vento (MAV), no Salão de
Espetáculos.
17h30 – Apresentação de dança Imperadores da Dança, no Salão de Espetáculos do Theatro Municipal.
18h20 – Palavras Finais e encerramento – Salão de Espetáculos.
Dia 04 de novembro – Sessão de Cria
A partir das 18h, no Museu da Maré, exibição dos curtas “Expresso Parador” e “Noite das Estrelas”, e do filme “Marte Um”.
Semana de Arte Favelada: Edição Mareense
Dia 16 de novembro – Abertura da Exposição no Galpão Bela Maré (até dia 29/11)
Dias 26 e 27 de novembro – Festival Multilinguagem no Centro de Artes da Maré
SERVIÇO:
SEMANA DE ARTE FAVELADA
ABERTURA – THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
Data: quarta-feira, 2 de novembro
Hora: A partir de 13h
Endereço: Praça Floriano, S/N – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Ingressos: GRATUITOS – Serão liberados no local, dia 2/11
SESSÃO DE CRIA – MUSEU DA MARÉ
Data: sexta-feira, 4 de novembro
Hora: a partir de 18h
Endereço: Av. Guilherme Maxwel, 26 – Maré, Rio de Janeiro – RJ
Ingressos: Gratuitos, serão disponibilizados 200 ingressos, sendo 100 virtualmente por meio do link: https://linktr.ee/semanadeartefavelada e 100 presencialmente no dia e local da exibição
Postado por Allex Lourenço em 28/out/2022 -

A Sala Mário Tavares, anexo do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, recebe na sexta-feira, dia 28 de outubro, às 18h30m, com entrada franca, uma nova leitura da “Il Pigmalione”, ópera em um ato de Gaetano Donizetti, baseada no Livro X das “Metamorfoses”, de Ovídio. Com direção musical de Cláudio Ávila e cênica de Antonio Ventura, a apresentação traz o tenor Jessé Bueno como Pigmaleão e a soprano Karla Calistrato como Galatéia, com acompanhamento do pianista e diretor Cláudio Ávila.
Essa adaptação traz uma leitura inovadora e contemporânea de um enredo tradicional. Através da transposição da personagem feminina para um avatar digital, a nova versão ganha uma roupagem tecnológica e busca discutir os limites entre real e virtual nas relações mediadas pela internet, tanto através do conteúdo quanto da forma da apresentação e de seus desdobramentos, físicos e digitais.
Curta e raramente encenada, “Il Pigmaleone” foi a primeira ópera de Donizetti, escrita em apenas seis dias, de 25 de setembro a 1º. de outubro de 1816, quando o compositor tinha 19 anos e era estudante na Academia de Bolonha. Sua estreia ocorreu apenas em 1960. Il Pigmalione é baseado no mito grego de Pigmaleão, rei de Creta, que, incapaz de se atrair por mulheres de carne e osso, esculpe Galatéia, por quem se apaixona.
A realização é da Euterpe Cultural, através dos recursos do Edital Municipal em Cena, promovido pela Fundação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
CLÁUDIO ÁVILA
Formado pela Pró-Arte em Regência Coral e Análise Musical e mestrando em Música pela Unirio. Desde 1987 prepara coros e solistas. Preparou e regeu o Coro da 2ª. Igreja Batista de Barra do Piraí, o Coral Ars Plena e o Coral Feminino da Associação de Canto Coral (ACC). Desde 2005, realiza concertos cênicos com a Cia. Canto Brasil, dentre os quais “Música Negra: Brasil & EUA”. Em 2014 atuou como maestro interno, pianista e organista em “Suor Angelica”, de Puccini, na série Ópera do Meio Dia, no TMRJ. Foi diretor musical e pianista no espetáculo “Uma Tarde na Ópera”, na Casa da Arte e Cultura Julieta de Serpa. Foi pianista e preparador em “Gianni Schicchi”, de Puccini, em 2017. Em 2019 foi maestro, pianista e preparador na “Suor Angelica” realizada pela ACC. Em virtude da pandemia de COVID-19, realizou os “Saraus-Live” em parceria com a ACC, atingindo visualizações de mais de duas mil pessoas. Produziu durante este período também dois “Coros Virtuais” com o Coro Lírico Feminino.
ANTONIO VENTURA
Formado em Direção Teatral pela UFRJ, tem a ópera e os clássicos do teatro como foco. Dirigiu textos de Nelson Rodrigues (“Valsa nº6”) e Shakespeare (“Romeu e Julieta” e “O estupro de Lucrécia”, ambos em tradução própria). Encenou as óperas “Suor Angelica”, de Puccini, e “O gato de botas”, de Montsalvatge. Foi assistente de direção de André Heller-Lopes (óperas “Eugene Oneguin”, de Tchaikovsky, e “Don Giovanni”, de Mozart), de Felipe Hirsch (ópera “Orphée”, de Philip Glass) e de Julianna Santos (ópera “O barbeiro de Sevilha, de Rossini), produzidas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No Complexo TMRJ, encenou o concerto “Petite Messe Solennelle”, de Rossini, e agora debuta na direção operística com “Il Pigmalione”, de Donizetti.
JESSÉ BUENO
Bacharel em Canto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Jessé Bueno, é atuante na cena lírica brasileira desde 2008. Destacam-se suas atuações como o protagonista Quintino, na estreia mundial da Ópera “O Diletante” de João Guilherme Ripper, considerado um dos 10 melhores espetáculos do ano de 2014, segundo Jornal O Globo. Em 2019, foi protagonista da Ópera “O Elixir do Amor” sob regência de Silvio Viégas. No mesmo ano, foi solista na estreia mundial da obra “Porque” de Villani Côrtes, no II Congresso Internacional de Música Sacra, sob a Regência do Maestro Eder Paolozzi. Ainda em 2019, foi um dos vencedores do primeiro Concurso de Canto Edmar Ferretti – Uberlândia e do XV Concurso Estímulo para Cantores Líricos em Campinas, onde participou de um concerto interpretando árias de Carlos Gomes, junto a Orquestra Sinfônica de Campinas, regido pelo maestro Carlos Prazeres.
KARLA CALISTRATO
Bacharel em Música e Canto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008) e Bacharel em Música Sacra (com especialização em canto) pelo Seminário Teológico Batista no Sul do Brasil (2004). Recebeu menção honrosa por ocasião do III Festival Francisco Mignone de Jovens Intérpretes (2007). Foi vencedora do Prêmio Especial do 9° Concurso de Canto Maria Callas (2009). Cantou Dido, em “Dido and Aeneas”, de Purcell, sob a direção de Valéria Mattos (2004); Livia, em “L’Italiana in Londra”, de Cimarosa, no projeto “Ópera no Bolso” da Prefeitura do Rio de Janeiro; Fiordiligi em “Così Fan Tutte”, de Mozart, no Festival de Inverno de Petrópolis (2006); Clorinda, em “La Cenerentola”, de Rossini (2008); Hélène, em “Uma Educação Incompleta”, de Chabrier (2010); e Suor Genovieffa, em “Suor Angelica”, de Puccini. Foi solista junto à Petrobras Sinfônica, na Sala Cecília Meireles, em “Sonho de uma noite de Verão”, de Mendelssohn, sob a regência de Isaac Karabtchevsky (2009). Integra o Coro Sinfônico do Rio de Janeiro, o conjunto de câmara Calíope e o coro Lírico Feminino da Associação de Canto Coral.
SERVIÇO:
IL PIGMALEONE
Direção musical e piano: Cláudio Ávila
Direção cênica: Antonio Ventura
Jessé Bueno (tenor): Pigmaleão
Karla Calistrato (soprano): Galatéia
Sexta-feira, dia 28 de outubro, às 18h30m
Sala Mário Tavares
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Acesso pela Av. Almirante Barroso, 14/16- 1º. pavimento – Centro
Capacidade: 160 pessoas
Entrada Franca
Sujeito à lotação da casa
Postado por Allex Lourenço em 27/out/2022 -

Três fantásticos e inventivos compositores estarão no programa do concerto que a Orquestra Sinfônica Brasileira apresenta no dia 3 de novembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Por meio de obras de César Franck, Antonín Dvořák e Maurice Ravel, o espetáculo propiciará uma apaixonante incursão sonora que contempla os momentos finais do Romantismo e abarca, ainda, a música moderna. Sob a regência da maestra Mariana Menezes, a apresentação, que integra a Série Pianistas Guiomar Novaes, contará com a pianista Erika Ribeiro como solista.
Os violinistas Priscila Rato e Michael Machado, o violista Samuel Passos e a
violoncelista Lisiane de los Santos – todos membros da OSB – se juntam a Erika Ribeiro para a primeira peça da noite, o Quinteto para Piano e Cordas, de César Franck, compositor que em 2022 é celebrado pelos 200 anos de seu nascimento. Intensa, pungente e cheia de contrastes, a obra põe em cena uma amplitude esmagadora de emoções, todas unificadas através de um sofisticado tratamento cíclico dos temas.
Sabe-se que o compositor francês Maurice Ravel (1875 – 1937) trabalhou
simultaneamente naquelas que seriam suas duas últimas composições de fôlego: o Concerto de Piano para a mão esquerda e o Concerto para Piano em Sol Maior, que será ouvido neste programa. Uma peça solar, divertida e cheia de vida, na qual as mais diversas influências – do lirismo mozartiano ao jazz americano – se unem. A obra se assenta sob a costumeira divisão tripartite, mas todos os movimentos carregam absoluto frescor e aquele colorido tão característico da música de Ravel.
O conjunto de Variações Sinfônicas, Op. 78 de Antonín Dvořák (1841 — 1904) está, certamente, entre as obras mais famosas do gênero. A composição foi escrita no verão de 1877, a partir de um suposto desafio apresentado por um amigo ao compositor. A tarefa consistia em desdobrar a canção “Já jsem husle”, do próprio Dvořák, em uma série de variações. A veracidade da história permanece em dúvida, mas o fato é que o ompositor não parece ter encontrado muitos obstáculos na sua incumbência criativa. Pelo contrário: ao longo de 27 variações e um finale de tirar o fôlego, o tcheco exibe toda a sua força criadora e demonstra um esplendoroso manejo orquestral, desdobrando com brilho e virtuosismo um temade aparente simplicidade.
A ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA:
Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é considerada um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 82 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia. Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura.
Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem o Instituto Cultural Vale como mantenedor, a NTS – Nova Transportadora do Sudeste, como patrocinadora master, Brookfield como patrocinador, e Vibra, Sergio Bermudes Advogados e Telemont como
copatrocinadores, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais.
Saiba mais em www.osb.com.br
PROGRAMA:
CÉSAR FRANCK – Quinteto para Piano e Cordas em Fá menor
I. Molto moderato quasi lento
II. Lento, con molto sentimento
III. Allegro non troppo, ma con fuoco
MAURICE RAVEL – Concerto para Piano em Sol Maior
I. Allegramente
II. Adagio assai
III. Presto
ANTONÍN DVORÁK – Variações Sinfônicas Op. 78
Tema, 27 Variações e Final
Tema. Lento molto e tranquillo
Variação 1. Un poco più mosso, quasi allegretto
Variação 2. (L’istesso tempo)
Variação 3. (L’istesso tempo)
Variação 4. Più allegro
Variação 5. (L’istesso tempo)
Variação 6. (L’istesso tempo)
Variação 7. Tempo I
Variação 8. (L’istesso tempo)
Variação 9. Tempo I
Variação 10. Vivace
Variação 11. Meno mosso, quasi Tempo I
Variação 12. Poco andante
Variação 13. Allegro
Variação 14. Lento
Variação 15. Maestoso, l’istesso tempo
Variação 16. Vivace
Variação 17. Scherzo. Allegro vivace
Variação 18. Larghetto
Variação 19. Tempo di valse
Variação 20. Più animato
Variação 21. L’istesso tempo
Variação 22. L’istesso tempo
Variação 23. L’istesso tempo
Variação 24. Andante
Variação 25. Più mosso, quasi allegretto
Variação 26. (L’istesso tempo)
Variação 27. Moderato L’istesso tempo
Final. Allegro maestoso
SERVIÇO:
Série Pianistas Guiomar Novaes
Dia 3 de novembro de 2022 (quinta-feira), às 19h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/nº – Centro, Rio de
Janeiro)
Ingressos:
Frisa/Camarote 80,00 (R$40,00 meia)
Plateia/Balcão Nobre 80,00 (R$40,00 meia)
Balcão Superior 50,00 (R$25,00 meia)
Balcão Superior Lateral 40,00 (R$20,00 meia)
Galeria 30,00 (R$15,00 meia)
Galeria Lateral 20,00 (R$10,00 meia)
Ingressos à venda na bilheteria do TMRJ e no site Eleven Tickets
Postado por Allex Lourenço em 27/out/2022 -

Este ano comemoramos os 80 anos de um grande personagem de nossa história musical: Paulinho da Viola. O famoso sambista é também legítimo herdeiro de mestres chorões como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Canhoto da Paraíba e Radamés Gnattali. “O choro é o gênero musical que mais me comove”, diz Paulinho. Seus choros e suas valsas dão sentido a essa afirmação. Ele é aclamado como um dos principais compositores e intérpretes contemporâneos desses gêneros.
O show, que tem direção geral de José Schiller, lançará um álbum com choros e valsas do homenageado. A direção musical está a cargo de Mário Sève – flautista, saxofonista, pesquisador e parceiro de Paulinho –, que integra seu grupo há 25 anos. Com Sève (sopros e arranjos), estarão no palco músicos do calibre de Kiko Horta (acordeão), Adriano Souza (piano), Jorge Filho (cavaquinho), Luiz Otávio Braga (violão), Dininho (baixo) e Celsinho Silva (pandeiro). O repertório traz peças de Paulinho, entre conhecidas e inéditas, e de suas principais referências, como seu pai, Pixinguinha, Canhoto da Paraíba e Jacob do Bandolim.
OS REALIZADORES
Mário Sève – curador e diretor musical
Saxofonista, flautista e compositor, Mário Sève é fundador dos quintetos Nó em Pingo D’Água e Aquarela Carioca. Integra o grupo de Paulinho da Viola. Foi diretor do Centro de Referência da Música Carioca. É mestre e doutor em música. Ministrou oficinas de música no Brasil e no exterior. Escreveu os livros “Vocabulário do Choro”, “Songbook Choro” e “Choro Duetos”. Gravou os CDs “Bach & Pixinguinha”, “Choros, por que sax?”, “Pixinguinha + Benedito” e “Casa de Todo Mundo”. Junto a Cecilia Stanzione, lançou o DVD “Samba errante” e o CD “Canción necesaria”. Produziu o CD “A paixão segundo Catulo”. Mário Sève dirigiu: Festival Rio Choro 2000 – “Novos compositores”; Rio Choro 2001 – “Nova Discografia”; Rio Choro 2002 – “Grupos”; Rio Choro 2003 – “Instrumentos”; Rio Choro 2004 – “Maratona do Choro”, para a SMC-RJ; Série MP, A e B — Argentina e Brasil (2011), para o CCBB; “Encontros virtuais” (2015); e “A paixão segundo Catulo” (2016), para o CCBB.
José Schiller – diretor geral
Músico, produtor e diretor de programas para a TV Educativa e TV Brasil de 1980 a 2015. Produtor das séries “Concerto das Américas”, “Américas em Concerto” e “Música nas Américas”. Produziu apresentações musicais em estúdio e em teatros. Coordenador do Núcleo de Imagem e Som da UNIRIO, responsável pelos programas para o Canal Universitário da NET-Rio, de 1999 a 2013. Diretor das gravações e editor dos DVDs “Quadros de uma alma brasileira”, “Motetos de Bach” e “Ofício 1816 & Missa Pastoril” com a Cia. Bachiana Brasileira; e “Noel Rosa 100 anos”, com Gilson Peranzzetta, Mauro Senise e Quarteto Bessler. Diretor da gravação das XX e XXI Bienais de Música Brasileira Contemporânea para o Instituto Nacional de Música, Funarte. Produtor executivo do “ABSTRAI ensemble” desde 2016. Coordenador de Música de Concerto da Funarte de 2017 a 2019, responsável pelas XXII e XXIII Bienais de Música Brasileira Contemporânea e pela 1ª Bienal de Música e Cidadania, entre outras políticas públicas para a música.
FICHA TÉCNICA
PAULINHO DA VIOLA 80 ANOS: Choros e Valsas
Projeto contemplado pelo edital Municipal em Cena
– Direção geral: José Schiller
– Direção musical: Mário Sève
– Produção executiva: Antonio Cerdeira | Cultura & ARTE
– Coordenação administrativa: Anacris Monteiro | Ouro Verde Produções
– Desenho gráfico: Bento Andreato
– Comunicação integrada: Carla Paes Leme
– Iluminação: Djalma Sarão
– Sonorização de palco: Fernando Capão
– Captação de áudio: Studio Araras
– Realização: Bem-Te-Vi Produções
– Apoio: Cultura & ARTE Projetos e Ação Cultural, Ouro Verde Produções
– Apoio institucional: Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
SERVIÇO
PAULINHO DA VIOLA 80 ANOS: Choros e Valsas
Show em homenagem aos 80 anos de Paulinho da Viola
Quarta-feira, 16 de novembro de 2022, em duas sessões: às 17h e às 19h
SALA MÁRIO TAVARES – Theatro Municipal do Rio de Rio de Janeiro
Av. Almirante Barroso, 14/16 – Centro, Rio de Janeiro, RJ
Ingressos a R$10 e R$ 5 estarão disponíveis pelo theatromunicipalrj.eleventickets.com