Postado por Allex Lourenço em 24/jun/2022 -

Em dezembro de 2021 começava o FIMA – Festival Interativo de Música e Arquitetura, evento que vem convidando o público a viver experiências imersivas que unem música e arquitetura em construções emblemáticas da cidade do Rio de Janeiro e que também já passou por Itaguaí e Mangaratiba. A primeira edição do festival chega ao fim no dia 28 de junho, em grande estilo: com um grande concerto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A apresentação da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, sob regência do maestro Anderson Alves, contará com participação dos solistas Angélica de la Riva (soprano) e Homero Velho (barítono) e a performance musical será mesclada com comentários da pesquisadora Nubia Melhem Santos e da arquiteta Noemia Barradas. A entrada é gratuita. O FIMA é patrocinado via Lei Federal de Incentivo à Cultura e este concerto também foi contemplado pelo edital Municipal em Cena.
Uma das mais importantes casas de espetáculo da América do Sul, considerada a joia mais exuberante da arquitetura eclética desenvolvida no Rio de Janeiro no início do século XX. Uma obra executada com os materiais mais nobres importados da Europa que, em sua arte decorativa, contou com a participação dos mais importantes pintores e escultores de seu tempo. Este é o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, cenário escolhido para a culminância do FIMA. “Por meio de projeções, convidaremos o público para uma experiência multissensorial na qual a casa é a protagonista. Será o Municipal, de fato em cena, no palco do próprio Municipal”, adianta o Diretor Artístico do FIMA, Pablo Castellar.
Em sua primeira edição, o evento desbravou locais como Real Gabinete Português de Leitura, Igreja da Antiga Sé, Sítio Burle Marx, Parque Lage, Outeiro da Glória, MAM, entre outras construções icônicas da cidade, sempre com renomados músicos brasileiros interpretando repertórios especialmente escolhidos para cada local e grandes historiadores e arquitetos explicando ao público detalhes sobre cada edificação. Além dos concertos presenciais, o FIMA também oferece ao público um rico e inédito conteúdo nas redes. Websérie, podcast e concertos on-line em formato tradicional e 360º estão na programação do FIMA DIGITAL. A edição 2022 do FIMA já está sendo preparada.
Programa do concerto dialoga com a história e o estilo arquitetônico do Theatro Municipal
Mesmo acomodados nos assentos da sala de espetáculos, o público viverá a experiência de uma visita guiada musical e visual pelos espaços do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Imagens projetadas no palco, atrás da orquestra, percorrerão os pontos mais importantes da casa, desbravando toda sua arte decorativa, história e características arquitetônicas. O “passeio” pelo teatro terá início na entrada frontal, passando pelo foyer do balcão nobre, a sala de espetáculos e terminando no Salão Assyrio. O repertório executado pela Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e os cantores Angelica de la Riva e Homero Velho vai dialogar diretamente com aspectos da construção, transportando o público presente para os momentos mais importantes do TMRJ desde a sua fundação. Já os comentários ficarão a cargo da pesquisadora e editora Nubia Melhem Santos, autora do livro “Theatro Municipal, um século em cartaz” e da arquiteta e urbanista Noemia Barradas, que coordenou a parte técnica da obra de restauro do Theatro Municipal de 2009 a 2012. O concerto terá, ainda, a participação especial de membros da Orquestra Jovem de Itaguaí e músicos do município que participaram das aulas e oficinas de música do FIMA nos meses de abril e maio de 2022.
O programa terá início com a apresentação do Episódio sinfônico, de Francisco Braga. Composta em 1898, a obra levará os presentes para a virada do século XX, momento em que se empreende a grande reforma urbana e sanitária na capital federal promovida pelo prefeito Francisco Pereira Passos. Processo no qual está inserida a inauguração do TMRJ, em 14 de julho de 1909, onde este compositor regeu o concerto de abertura e apresentou uma obra sua autoria. O passeio multissensorial começará no foyer de entrada do Theatro, onde as estátuas de bronze que celebram a dança e a poesia de Raoul Verlet serão refletidas em uma música que ecoa a Belle Époque e o Art Nouveau, na ária Mon coeur s’ouvre à ta voix, da ópera Sansão e Dalila,de Camille Saint-Saëns, na voz de Angélica de la Riva. Dialogando musicalmente com a estátua da “Verdade”, em mármore de Carrara, de Jean Antoine Injalbert, o ideal grego de beleza se junta à dança e à poesia das estátuas de Verlet em Dança do Espíritos Abençoados, da ópera Orfeu e Eurídice,de C. W. Gluck. Uma música que evoca a dança, a poesia e a verdade absoluta do amor de Orfeu por Eurídice, uma verdade que nutre o artista na sua criação, na sua arte e no seu viver.
E nesse espírito, o programa “sobe” ao foyer do balcão nobre e se depara com o enorme painel de Eliseu Visconti. Neste momento, o espetáculo entra no universo do pontilhismo impressionista do pintor com os movimentos En bateau (Andantino) e Cortège (Moderato) da Petit Suíte, de Claude Debussy. Ali poderão ser apreciados os três grandes vitrais alemães desenhados por Feuerstein e Fugel, com suas deusas da dança, do drama e da música, ao som de Morgen!, a última das quatro cançõesde 4 Lieder, Op.27, de Richard Strauss, celebrando a luz do sol que penetra no teatro. O compositor esteve duas vezes no Theatro Municipal, em 1920 e em 1923, já como regente da Filarmônica de Viena. Durante a apreciação das obras de Rodolfo Bernardelli e Henrique Bernardelli, um dos mais importantes compositores brasileiros deste período será lembrado: Alberto Nepomuceno, que, ao se mudar para o Rio de Janeiro, morou na residência da família desses mesmos artistas. Dele, serão ouvidas Epitalâmio e Amo-te Muito.
Em seguida, ainda no foyer, será possível avistar o piano de Chiquinha Gonzaga. E para celebrar esta grande compositora brasileira, será apresentada sua valsa Saudade, escrita quando do falecimento do compositor Carlos Gomes, com arranjo do compositor Paulo Aragão. Esta primeira parte do programa será finalizada lembrando dos painéis de danças de Rodolfo Almoedo nas rotundas do Theatro Municipal, com o último movimento de El Sombrero de Três Picos, de Manuel De Falla.
No momento seguinte, as projeções guiam o público para “entrar” na Sala de Espetáculos e observar aspectos da grande reforma de 1934. Serão exibidas imagens antigas comparando as alterações feitas neste período. Neste momento, será ecoado e celebrado o Modernismo e seu compositor maior, Heitor Villa-Lobos. Serão executados: o primeiro movimento Ária (Cantilena), da Bachianas Brasileiras nº 5para oito violoncelos, novamente com Agelica de la Riva, e, em seguida, o quarto movimento Tocata (O trenzinho do caipira), da Bachianas Brasileiras Nº 2.
Antes da experiência ganhar o Salão Assyrio, ainda em seu saguão de acesso, será possível apreciar os painéis em mosaicos do ateliê de Gian Domenico Facchina, em especial os oito quadros que representam cenas de óperas e peças famosas da dramaturgia universal. Uma delas é a cena na qual “Tosca” está com “Scarpa” e canta Vissi d’arte, da ópera de Giacomo Puccini – ária que será interpretada para o público. Já no Salão Assyrio, será proposta uma viagem no tempo pelo Oriente Médio. Primeiro, ao Egito de O Patria Mia, da ópera Aída; depois à Pérsia com Airs de Ballet, Allegro ma non troppo, da música incidental da peça teatral Parisátide, de Camille Saint-Saens. Ali, será apresentada, ainda, a ária para soprano e barítono Te souviens tu du lumineux voyage, da ópera Thais, de Jules Massenet, para um libreto em francês de Louis Gallet. Encerrando a incursão, uma mensagem de amor ao Theatro Municipal com a apresentação de Lippen Schweigen, da ópera Viúva Alegre, de Franz Lehár, que contará com a participação de jovens músicos contemplados pelas aulas de música e oficinas oferecidas pelo FIMA em Itaguaí.
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ORQUESTRA SINFÔNICA DE BARRA DE MANSA (OSBM)
A Orquestra Sinfônica de Barra Mansa foi criada em 2005, pelo Projeto Música nas Escolas, que vem transformando estudantes de Barra Mansa em músicos qualificados. Além de democratizar o ensino da música clássica e erudita, desenvolvendo a autoestima, a socialização e propiciando a inclusão de crianças e jovens do município, o Projeto também visa a oferecer oportunidades de profissionalização através da formação musical dos alunos, ampliando o horizonte cultural e promovendo a transformação social.
A Orquestra é formada pelos professores e monitores do Projeto, juntamente com os alunos avançados, os quais são professores de música nas escolas municipais de Barra Mansa e atendem desde a educação infantil – por meio de aulas de iniciação musical – até o ensino fundamental – com aulas práticas com instrumentos. Até hoje, mais 22 mil jovens já foram atendidos pelo Projeto. A OSBM já se apresentou em importantes palcos como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a Sala Cecília Meireles, ambas na capital do Estado do Rio, Theatro Municipal de São Paulo, Theatro Santa Isabel, em Recife, Teatro Arthur Rubinstein – da Hebraica, em São Paulo, dentre outros.
ANDERSON ALVES (regente)
Anderson Alves tem regido importantes conjuntos sinfônicos no Brasil e exterior, dentre eles a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra da Costa Atlântica – Portugal, Orquestra Sinfônica da Bahia, Orquestra Sinfônica Heliópolis – Instituto Baccarelli, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e Orquestra Sinfônica Nacional UFF, onde tem atuado como regente convidado desde 2014.
Aperfeiçoou-se em regência com Isaac Karabtchevsky; Kirk Trevor; Luis Clemente (Portugal); Collin Metters (Portugal); Ricardo Rocha e Fabio Mechetti. Estudou regência com Eduardo Lopes (prof. Conservatoire de Bordeaux, au Pôle Supérieur Musique et Danse en Aquitaine na França), com ênfase nas obras de Berio, Ravel, Poulenc e Stravinsky.
Como compositor, tem obras para diversas formações, dentre elas destacam-se: Divertimento para Trio (parte do CD “Novos Ventos” do Trio Capitu); Fantasia para Orquestra Sinfônica, Canções Lunares para oboé e orquestra (obra composta por encomenda do oboísta americano William Wielgus, oboísta da National Symphony Orchestra – EUA).
Anderson Alves atua como regente na Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. No Rio de Janeiro, rege a Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca, grupo formado por jovens e adolescentes estudantes de música. Estuda regência na Academia Internacional de Direção de Orquestra da Costa Atlântica – Universidade Católica Portuguesa, Portugal. É fundador e regente titular do Coro de Câmara Carioca – grupo formado por cantores profissionais e que realiza um repertório que vai da renascença à música popular Brasileira. Desde 2020 é aluno do maestro Felipe Cattapan (Prof. da Musikprojektes an der Universität Bern e da Hochschule der Künste Bern, Suiça). www.maestroanderson.com
ANGELICA DE LA RIVA (soprano)
Angelica de la Riva é uma reconhecida soprano brasileira, de raízes cubano-espanholas, que desenvolveu a maior parte de sua carreira profissional em Nova Iorque onde estudou (The Juilliard School, Brooklyn College e Mannes School of Music) e morou por 15 anos.
Alguns dos teatros onde Angelica se apresentou são o Carnegie Hall, David Garden Hall – sede da orquestra Filarmônica de Nova York- ou Alice Tully Hall – também no Lincoln Center, assim como o ShenZhen Grand Concert Hall na China e no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Outros países onde De la Riva cantou incluem França, Itália, Inglaterra, Dubai e AbuDhabi.
Como solista, colaborou com Orquestras como a de St Luke’s, Orquestra Sinfônica de Praga e a Orquestra Sinfônica Brasileira, com maestros como E. Plasson, R. Boudharam e L. Mills. Cabe destacar entre suas interpretações operísticas Tosca, Poppea em “A Coroação de Poppea”, sua Condessa nas “Bodas de Fígaro” e Nedda em “I Pagliacci”. Recentemente Angelica cantou o “Réquiem de Mozart” no auditório Nacional de Madrid sob a batuta do Maestro Pascual Osa e a Orquestra Filarmonia de Madrid.
Sua versatilidade e presença cênica, provavelmente adquiridas na Universidade de Teatro e algo na Universidade de Direito, alinhados de maneira sinergica com sua habilidade vocal, permitem a Angelica navegar também pelo teatro musical. De la Riva começou sua carreira com a produção da Broadway de “A Bela e a Fera”, dirigida por Sam Scalamoni e Michael Kosarin em São Paulo. Em seguida, já em Nova York, interpretou Titânia, na adaptação musical de “Sonho de uma Noite de Verão” com Manhattan Ensamble Theater (off Broadway) com quem também atuou em outra adaptação de Shakespeare “A Tempestade”. No Brooklyn Center for Performing Arts viveu o papel de Desiree em “A Little Night Music” de Stephen Sondheim.
Prêmios recentes incluem “Prêmio Excelência Educacional 2022” de Música e Cultura. Desde 2019, Angelica exerce como professora de “Música Africana nas Américas” na New Jersey City University, onde atua como “Artista Visitante” e acaba de ser nomeada Embaixadora Artística para Diversidade e Inclusão.
Próximas atuações incluem concerto com a Orquestra Sinfônica de Murcia no Foro Romano de Cartagena com a regente Virginia Martinez, lançamento do disco “Musica Feramente Humana” monólogo-lírico com New World Ensamble no Monasterio de Ucles, no Teatro Zorrila de Valladolid, Teatro do Escorial na Espanha, Teatro Cervantes em Londres, masterclass e concerto no Margaret William Theater na NJCU e na Americas Society em NY. Para mais informações: www.angelicadelariva.es
HOMERO VELHO (barítono)
O barítono Homero Velho dedica-se ao canto lírico desde os 18 anos. Estudou na Universidade de Indiana, em Bloomington, nos EUA. Participou de diversos festivais de ópera, interpretando papéis principais como Figaro em The Ghosts of Versailles (Corigliano) e Don Giovanni (Mozart). Foi ainda artista residente da National Opera Company. De volta ao Brasil, Homero rapidamente se estabeleceu como um dos artistas mais requisitados da cena lírica nacional. Sua lista de estreias mundiais é extensa em obras como O Caixeiro da Taverna (G. Bernstein), A Tempestade (R. Miranda), Olga (J. Antunes), O Pescador e sua Alma (M. Lucas), Piedade e Kawah Ijen (J. G. Ripper). Fora do Brasil, o barítono apresentou Dr. Malatesta (Don Pasquale, Donizetti), na Ópera de Colômbia e Buenos Aires Lírica. Foi Belcore em L’Elisir d’Amore e Figaro em Il Barbiere di Siviglia em Montevideo. Cantou no Michigan Opera Theatre, em Detroit, o papel de Escamillo (Carmen, Bizet), e fez a estreia europeia de Pedro Malazarte (Guarnieri), no Festival Feldkirch, na Áustria. Em 2019 teve grande sucesso no Rio de Janeiro interpretando Valentin em Faust e Eugene Onegin na ópera de mesmo título, de Tchaikovsky, ambas no Theatro Municipal. Teve enorme sucesso de público e crítica com a ópera Sonho de uma noite de verão, de Benjamin Britten, no Theatro São Pedro em São Paulo. Em 2022 fez a estreia da ópera Navalha na Carne, de Leonardo Martinelli, no Theatro Municipal de São Paulo. Homero Velho é também professor de canto na UFRJ e doutor em música pela UNESP.
NUBIA MELHEM SANTOS (pesquisadora)
Pesquisadora e editora com formação em Letras, Literatura Brasileira e Portuguesa (PUC-RJ). Publicou “Era uma vez o Morro do Castelo” (IPHAN – 2000), “Burle Marx: jardins e ecologia” (Jauá Editora e Senac RJ – 2002), “O Porto e a Cidade: o Rio de Janeiro de 1565 a 1910” (Editora Casa da Palavra) Prêmio Jabuti 2006 de Melhor livro de Arquitetura, Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes, “Theatro Municipal do Rio de Janeiro: um século em cartaz” (Jauá Editora – 2011).
Fez o argumento e pesquisa do documentário “Marcia Haydée, uma vida pela dança” (Indiana Filmes). E recentemente, como coordenadora editorial, “Amazônia das Palavras” (Associação Mapinguari, 2020), “Capanema Maru: O Ministério da Educação e Saúde” (2021), “Panorama da ópera no Brasil” (Edições Funarte). Trabalhou no IPHAN de 1986 a 2003 onde atuou como editora, a partir de 1993 publicando títulos relacionados a pesquisas sobre o patrimônio histórico e artístico.
NOEMIA BARRADAS (arquiteta)
Arquiteta e Urbanista formada pela I. M. Bennet (1995), mestre em arquitetura pelo PROARQ-UFRJ (2006) e doutoranda em arquitetura e urbanismo pelo PPGAU-UFF, participou de cursos no Brasil e exterior no campo da Preservação do Patrimônio e Projeto.
Desde 1996 leciona em instituições públicas e privadas em cursos de graduação e pós-graduação. Possui larga experiência no campo da Preservação do Patrimônio Cultural, atuando em investigações, ciência da conservação, projetos e obras de conservação e restauro de bens integrados, arquitetura e conjuntos urbanos. Ao longo dos últimos anos tem desenvolvido trabalhos junto aos órgãos de preservação do patrimônio (UNESCO, IPHAN, INEPAC), possui escritório e é colaboradora em escritórios no Brasil, Colômbia, Espanha e Portugal.
Foi Diretora Administrativa do IAB-RJ (2004-2005), e é Conselheira do IAB-RJ e sua representante no Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro. Atualmente é Conselheira Titular e Vice-presidente do CAU-RJ (Gestão 2021-2023).
PABLO CASTELLAR (Diretor artístico)
Compositor e produtor cultural brasileiro formado em composição pelo Instituto Villa-Lobos da UNIRIO com aperfeiçoamento na Manhattan School of Music, sob orientação de Richard Danielpour, e especialização em música de cinema pela New York University. É atualmente diretor presidente da Artemundi Produções Culturais. De julho de 2011 a março de 2019 ocupou o cargo de diretor artístico da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, onde lançou 8 temporadas com mais de 400 programas. Elogiados pela crítica, muitos figuraram na lista dos melhores concertos do ano no jornal O Globo. Escreveu e apresentou durante este período o programa semanal Rádio OSB, na MEC FM.
Após 10 anos como diretor artístico e coordenador de produção na G.L. Produções, fundou em 2009 a Artemundi Produções Culturais. Neste mesmo ano assumiu como professor nos cursos de Pós-Graduação em Produção Cultural e MBA em Gestão Cultural, na Universidade Cândido Mendes. Também já realizou cursos, seminários e palestras em outros estados e no exterior. Trabalhou com importantes instituições, tais como os teatros municipais de São Paulo e Rio de Janeiro, Sala Cecília Meireles, Academias Brasileiras de Letras e de Música, FUNARTE, Instituto Moreira Salles, Centro Cultural Banco do Brasil e Caixa Cultural. Construiu parcerias institucionais com diversas embaixadas tais como Áustria, Estados Unidos, Itália, França, Portugal, Espanha, México e Azerbaijão.
Participou da criação de projetos de celebrações nacionais e internacionais, como os 450 anos do Rio de Janeiro, os 200 anos da Revolução de Maio, na Argentina, a Copa da Cultura, na Alemanha, e os 110 anos da Academia Brasileira de Letras. Produziu diversas óperas, séries de concertos, shows, CDs, DVDs, filme de longa-metragem, festivais de teatro e música, circuitos musicais nacionais e eventos de difusão da cultura brasileira no exterior.
PROGRAMA:
FRANCISCO BRAGA – Episódio Sinfônico
CAMILLE SAINT-SAËNS – Mon couer s’ouvre à ta voix, da ópera Sansão e Dalila
CHRISTOPH W. GLUCK – Dança dos Espíritos Abençoados
CLAUDE DEBUSSY – Petit Suíte
I. En bateau (Andantino)
II. Cortège (Moderato)
RICHARD STRAUSS – 4 Lieder, Op.27
IV. Morgen!
ALBERTO NEPOMUCENO – Amo-te Muito (orquestração: Anderson Alves)
ALBERTO NEPOMUCENO – Epitalâmio
CHIQUINHA GONZAGA – Valsa da Saudade (orquestração: Paulo Aragão)
MANUEL DE FALLA – El Sombreiro de Três Picos
Parte II
V. Danza Final
– INTERVALO –
HEITOR VILLA-LOBOS – Bachianas Brasileiras nº 5
Ária (Cantilena)
HEITOR VILLA-LOBOS – Bachianas Brasileiras nº 2
IV. Toccata (O Trenzinho do Caipira)
GIACOMO PUCCINI – Vissi d’arte, da ópera Tosca
GIUSEPPE VERDI – O Patria Mia, da ópera Aída
CAMILlE SAINT-SAENS – Airs de Ballet, da peça Parisátide
I. Allegro ma non troppo
JULES MASSENET – Te Souvens Tu Du Lumineux Voyage, da ópera Thaís
FRANZ LEHÁR – Lippen Schweigen, da ópera Viúva Alegre
SERVIÇO:
I FIMA | Festival Interativo de Música e Arquitetura
Orquestra Sinfônica de Barra Mansa
Anderson Alves, regência
Angélica de la Riva, soprano
Homero Velho, barítono
Palestrante: Nubia Melhem Santos (pesquisadora) e Noemia Barradas (arquiteta)
Dia 28 de junho (terça-feira)
Horário: 20h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/nº)
Entrada Gratuita
Livre
Ingressos : https://theatromunicipalrj.eleventickets.com/#!/apresentacao/1249c71179a96b6514f4a8e3746609a9c8195ea7
Postado por Allex Lourenço em 22/jun/2022 -

O Boulevard de Portas Abertas de amanhã, quarta-feira, 22 de junho, traz ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro o Coral Infantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Criado em 1989 pela maestrina Maria José Chevitarese, é hoje um grupo consolidado, já tendo se apresentado junto às principais orquestras brasileiras. Com mais de 500 apresentações em seu currículo, o grupo já participou das montagens de Tourandot, La Bohème e Tosca de Puccini, Carmem de Bizet, Hansel und Gretel de Engelbert Humperdinck, Mefistófoles de Arrigo Boito, Flauta Mágica de Mozart, Macbeth de Verdi, Billy Budd e War Requiem de Benjamin Britten, Mandu Çarará, Magdalena e Magnificat Alleluia de Villa-Lobos, cantata O Menino Maluquinho de Ernani Aguiar, Carmina Burana de Carl Orff, 3ª Sinfonia de Mahler, Te Deum de Berlioz e On the Transfigurations of Souls de John Adams no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Atuou junto à Orquestra Sinfônica da UFRJ interpretando a obra Coração Concreto de Ronaldo Miranda e Il est né le divin Enfant de Gabriel Faure e Cloches de Noel de Alberto Nepomuceno, na Sala Cecília Meireles. Realizou dois concertos nas comemorações do Bicentenário da Independência da Argentina, em Buenos Aires. Em 2019, participou do programa de estreia da nova temporada de Blim, Blem, Blom na Rádio MEC, com o âncora Tim Rescala e de programa comemorativo dos 30 anos de criação do grupo. No mesmo ano atuou na estreia mundial da ópera A nova Roupa do Imperador, composta pelo sueco Sven Kristersson, baseada em contos de Andersen e no Gala Solidária, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2021, atuou na estreia mundial da ópera instalação “BEM no meio”, com libreto e direção de Karen Acioly e música do compositor francês Camille Rocaileux, disponível nos links abaixo:
www.youtube.com/coralinfantildaufrj

PROGRAMA DE CONCERTO
CORAL INFANTIL DA UFRJ
Regente: Juliana Melleiro
Glória (Missa Canon) – Tercio Junker (1998)
Boa noite – Folclore russo / Arranjo: Doreen Rao (1950)
Será que você sabe? – Daisy Fragoso (1984)
CORAL INFANTOJUVENIL DA UFRJ
Regente: Maria José Chevitarese
Kyrie – Mônica Coropos (1970)
Menino Gigante – Cézar Elbert (1970)
Edelweiss – Richard Rodgers (1902-1979)
Arr: Linda Spevacek
Isso Aqui o que é? – Ary Barroso (1903-1964)
Arr: Nenê Cintra
QUINTETO EXPERIMENTAL DE SOPROS DA EM-UFRJ
CORAL INFANTIL E CORAL INFANTOJUVENIL DA UFRJ
Regentes: Pâmella Malaquias
14 peças do Guia Prático Folclore Brasileiro / Arranjo de Heitor Villa- Lobos (1887-1959) / Transcrição de César Guerra-Peixe (1914-1993)
Carneirinho, Carneirão / Constante / O Castelo / Na corda da viola / A Cotia / Samba lelê / Pai Francisco / Bela Pastora / Vida formosa / Ó Sim / Có, có, có! / Machadinha / Que lindos olhos! / Rosa Amarela
FICHA TÉCNICA
CORAL INFANTIL DA UFRJ
Regente: Juliana Melleiro
Sopranos: Amora Alves Rodrigues de Oliveira, Benjamim Xavier Mota, Gabrielly Ferreira de Mendonça, Isabel da Costa Ribeiro, João Wiemer Santos, Josielen de Oliveira da Silva, Luna Esteves Enéas Cyrne, Marcelo Pereira Júnior, Maria Alice Pinheiro, Maria Eduarda Silva Bonifácio, Maria Isabel Negreiros Finotti, Maria Valentina Pinheiro, Melyssa Vitória Silva de Assis Macedo, Nina Diniz de Menezes Cardoso,, Norah Alves Santana dos Santos, Sophia Araújo Torres, Thalita Silva Bonifácio, Valentina Benedetto Scaini
Contraltos: Arthur Salgueiro da Silva Magalhães, Clariane Lavinia Moura de Lima, Daniela Silva Prazeres, Elzi Matos de Almeida, Enildo José Bonifácio Júnior, Helen Cardoso Valença, Lunna Gabreira, Pablo Miguel Araújo Lopes, Paulo Faria Matos de Oliveira
Pianistas: Calebe Faria
Monitores: Eloá Frem e Bruno Boechat
CORAL INFANTOJUVENIL DA UFRJ
Regente: Maria José Chevitarese
Sopranos: Ana Elisa Belo Reis, Ângela Cristina Brandão de Paulo, Carolina Tayah Esperão Vieira Malta de Campos, Carolyne Rodrigues Couto Cordeiro, Caterina Benedetto Scaini, Clarissa Vitória Moura de Lima, Gabriela Silva Prazeres, Isabele Barbiere Montanholi, Jémile Ferreira Gheventer, Julia Reinstein Almeida, Katiele da Silva Gomes, Luiza Coelho de Melo, Lydia de Godoi Nicodem, Manuela Percegoni de Freitas, Mariana Honorato El Hader, Mélane Ferreira Gheventer, Mikaele Dias de Araújo, Nathalia Ferreira da Silva, Ryan Pereira, Sonia de Souza Vaz, Sol Esteves Enéas Cyrne, Yasmim Vitoria Godoy Brito
Mezzo-sopranos: Amarílis Natsu Alcântara Canado, Ana Luísa Romão de Oliveira, Daniella Oliveira Pereira, Giulia Luíza Gomes da Silva Teixeira, Leticia Elias Menezes, Maria Fernanda Magoulas, Maria Raquel Neri de Abreu, Yeles Raquel Gomes de Brito
Contraltos: Arthur Antunes Pollard, Arthur Johann Reis Rodrigues, Gabriel Manique, Hosana Miguel Souza Ferreira dos Santos, Leticia Mendonça Araújo, Nicole Chagas da Conceição Costa, Rebeca Aira Gomes Santos Chagas, Vinício Pereira
Pianistas: Calebe Faria
Monitora: Pâmella Malaquias
QUINTETO EXPERIMENTAL DE SOPROS DA EM-UFRJ
Coordenador: Aloysio Fagerlande
Coordenador substituto: Gabriel Peter.
Flauta: João Moreira
Oboé: Brendo Santana
Clarinete: Daniel Martins
Fagote: Gabriel Reis
Trompa: Felipe Portugal
Serviço:
Boulevard de Portas Abertas – Coral Infantil da UFRJ
Data: 22 de junho – quarta-feira
Horário: 17h
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Av. Treze de Maio – Boulevard – Centro
Entrada franca
Classificação: Livre
Postado por Marietta Trotta em 13/jun/2022 -

Ballet “O Corsário” com a BEMO-TMRJ, em versão inédita, de 15 a 19 de junho, com ingressos populares, no Theatro Municipal
O palco do Theatro Municipal recebe, pela primeira vez, a versão estendida – dois atos em quatro cenas – do ballet “O Corsário” montada por uma companhia nacional. A obra, um clássico do repertório mundial, que narra uma história de amor e aventura em um universo de piratas e odaliscas, será encenada pela jovem Cia BEMO-TMRJ, de 15 a 19 de junho, com ingressos a preços populares. Como protagonistas, três talentos da BEMO: Marcella Borges, que brilhou recentemente na última montagem de “Lago dos Cisnes” no Theatro Municipal, José Ailton e Alysson Trindade, e os primeiros bailarinos do Theatro Municipal, Cícero Gomes e Filipe Moreira, em participação especial. A remontagem e adaptação da coreografia de Marius Petipa são de Hélio Bejani e Jorge Texeira. Direção geral de Helio Bejani e Ana Paula Lessa.
Uma hora antes de cada espetáculo será realizada uma palestra educativa gratuita no Salão Assyrio com curiosidades sobre o ballet “O Corsário”, o processo criativo da montagem, a diversidade e a valorização das diferenças (raça e gênero). A estreia do espetáculo, no dia 15 de junho, será exclusiva para escolas e contará com uma palestra de boas-vindas da primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal, Márcia Jaqueline e do primeiro bailarino, Filipe Moreira.
O ballet “O Corsário” é uma realização da Associação dos Amigos da Escola Maria Olenewa (AMADANÇA), Ministério do Turismo, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
FORMAÇÃO PROFISSIONAL – “Criamos uma companhia de ballet que respeita e valoriza a Diversidade. São 26 moças e 17 rapazes em cena, de diferentes raças e situações sócio-econômicas unidos pelo amor à arte, talento e disciplina. Quem assiste às apresentações da Cia BEMO apoia a Escola de Dança Maria Olenewa e a ampliação do mercado profissional, cada vez mais promissor, para jovens bailarinos”, completa Hélio Bejani, diretor da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa e Regente do Ballet do Theatro Municipal, bailarino consagrado nos palcos e coreógrafo de comissões de frente dos desfiles de Carnaval, atual campeão do Carnaval 2022 com a Grande Rio.
CIA BEMO-TMRJ – A Cia Ballet da Escola Maria Olenewa do Theatro Municipal (BEMO-TMRJ) do Rio de Janeiro foi criada em abril de 2018 para dar oportunidade de uma experiência profissional aos alunos oriundos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa (EEDMO), a mais antiga escola de dança do país, criada em 1927. Na EEDMO, os alunos estudam por nove anos e recebem gratuitamente uma formação de excelência em dança. “Na BEMO-TMRJ, eles vivem a experiência de ingressar em uma companhia profissional e tem a certeza de que é o que desejam como carreira”, explica Bejani.
FORMAÇÃO DE PLATEIA – Oitenta professores participaram de uma palestra com o historiador da Dança, Prof. Dr. Paulo Melgaço, com o objetivo de receberem informações para trabalharem em sala de aula com os estudantes. “É muito importante oportunizar os alunos das escolas públicas a terem acesso a diversas culturas. Receberemos jovens estudantes para assistir jovens bailarinos”, contextualiza, Melgaço. Os professores fizeram uma visita guiada ao Theatro Municipal e saíram com material educativo. Os alunos vão aprender em sala de aula com seus professores, e no dia da estreia do espetáculo, 15 de junho, participarão de uma récita exclusiva para escolas com uma palestra de boas-vindas da primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal, Márcia Jaqueline. Os estudantes receberão caderno educativo visando estimular o pensamento crítico e o debate.
BALLET O CORSÁRIO – Ballet em dois atos, com quatro cenas, que se passa na costa do Mar Jônico, quando a Grécia estava sob o domínio turco.
ATO 1
Cena 1 – No Mercado: Mulheres escravizadas são negociadas pelo mercador Lankendem. O rico Paxá Seyd arremata a linda e amável Gulnara. Lankendem então lhe oferece a bela Medora, mas Conrad, um corsário disfarçado de comerciante, apaixonado por Medora, duela com o Paxá para impedir a venda da amada. Vitorioso, Conrad escapa com ela e outras escravas levando Lankendem como prisioneiro.
Cena 2 – Na Gruta dos Piratas: Conrad mostra seu esconderijo a Medora. O colega Birbanto convoca os piratas a levarem as escravas e Lankendem à gruta. Medora suplica a Conrad para que as liberte, ele concorda, mas Birbanto se opõe e persuade os piratas a se rebelarem. A liderança de Conrad os faz mudar de ideia. Lankendem então oferece ao insatisfeito Birbanto, em troca de sua liberdade, uma poção que, se borrifada em flores, faria a vítima dormir. Birbanto a coloca em uma rosa e a entrega a Medora, que a estende a Conrad, que cai em um sono profundo. Os piratas se rebelam. Medora rouba um punhal e corta o braço de Birbanto. Na confusão, Lankendem captura Medora e escapa. Birbanto, prestes a matar Conrad, é impedido por um escravo. Conrad acorda e, atordoado, novamente sai para salvar sua amada.
ATO 2
Cena 1 – No Salão do Paxá: Gulnara está sendo mimada pelo Paxá quando Lankendem chega trazendo Medora. Emocionado, o Paxá declara que ela será sua principal esposa e, satisfeito com suas amadas mulheres, sonha com elas como se fossem flores de um lindo jardim. Neste momento é alertado de que peregrinos desconhecidos chegaram durante as orações noturnas. São os piratas disfarçados. Conrad lidera as rezas enquanto seus companheiros desarmam a guarda. Medora é libertada e Lankendem novamente capturado com suas riquezas.
Cena 2 – Na Gruta dos Piratas: Os piratas retornam à gruta e Medora e Conrad dançam celebrando o amor, partindo novamente em busca de novas aventuras.
FICHA TÉCNICA
Solistas
Medora: Marcella Borges ou Tabata Salles
Conrad: Filipe Moreira (Primeiro Bailarino do BTM – Convidado) ou Alyson Trindade
Ali: Cicero Gomes (Primeiro Bailarino do BTM – Convidado) ou José Ailton
Gulnara: Tabata Salles ou Manuela Roçado
Lankeden: Rodrigo Hermesmeyer
Birbanto: Michael Willian
Paxá Seyd: Saulo Finelon (Bailarino do BTM – Convidado)
Odaliscas: Ana Flavia Alvim, Laura Zach e Isa Matos
Pequeno Pirata: Luís Paulo Martins
SERVIÇO
O Corsário (ballet em dois atos e quatro cenas)
Cia Ballet da Escola Maria Olenewa do Theatro Municipal (Cia BEMO)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, S/N – Centro
Datas
15 de junho (estreia exclusiva para escolas) às 14h – quarta
16, 17 e 18 de junho às 19h – quinta, sexta e sábado.
19 de junho às 17h – domingo
Duração do ballet: 2h – com 15 minutos de intervalo
Classificação: Livre
Lotação do Theatro: 2205 lugares
Ingressos (Na bilheteria do TMRJ ou através da plataforma Imply)
Frisas e Camarotes – R$30,00 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$30,00
Balcão Superior – R$20,00
Galeria – R$10,00
Palestras
Antes de cada espetáculo, haverá uma palestra sobre a obra e suas curiosidades, processo criativo e valorização das diferenças. As palestras contam com intérprete de libras e áudio descrição.
Lotação palestra: 150 lugares.
Entrada por ordem de chegada.
Pessoas que não vão assistir o espetáculo podem assistir às palestras.
Dia 16/06 às 18h –Tema: Reflexões sobre Raça: entre Branquitude e Negritude – Caminhos para uma Luta Antirracista no Ballet Clássico Palestrante: Prof. Dra. Glenda Melo (Professora da UNIRIO – Departamento de Memória Social)
Dia 17/06 às 18h –Tema: Processo de Criação – Reflexões Artísticas e Técnicas na Montagem do Ballet O Corsário. Palestrantes: Claudia Mota (Primeira Bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro), Irene Orazen (Bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Formada pela EEDMO em 1957), Tânia Agra (Figurinista) e Manoel dos Santos (Cenógrafo)
Dia 18/06 às 18h –Tema: Mercedes Baptista e Consuelo Rios – Símbolos da Luta Antirracista na Dança Palestrantes: Keila Castro (Pesquisadora e Ex Bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro) & Marina Tessarin (Bailarina e Historiadora)
Dia 19/06 às 18h – Tema: Homens no Ballet Clássico Palestrantes: Cícero Gomes (Primeiro Bailarino do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro), Filipe Moreira (Primeiro Bailarino do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro), Anderson Dionísio (Bailarino Solista do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro) & Victor Ciattei (Bailarino, Professor e Coreógrafo).
Lei de incentivo à cultura
Apoio: Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Rádio SulAmérica Paradiso e Imply
Realização Institucional: AMADANÇA – Associação dos Amigos da Escola Maria Olenewa
Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.
Postado por Allex Lourenço em 13/jun/2022 -

Um quarteto de cordas com um currículo de destaque no cenário da música de câmara brasileira. Assim é o Quarteto Atlântico, a próxima atração do projeto Música no Assyrio, idealizado pelos músicos da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (OSTM). O concerto acontecerá no dia 19 de junho, às 11 horas, num dos locais mais charmosos deste equipamento cultural: o Salão Assyrio. Formado há nove anos por jovens da cidade do Rio de Janeiro, os integrantes possuem extensa experiência, tanto em recitais individuais ou com pequenos grupos, quanto integrando as principais orquestras do estado.
Thiago Teixeira é violinista da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 2011, da Johann Sebastian Rio e criador do projeto Metalviolin, com álbum solo, singles lançados e milhões de pessoas alcançadas Brasil afora.
Ivan Scheinvar é violinista da Orquestra Sinfônica Nacional, da Johann Sebastian Rio, foi Spalla da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e é professor de música de câmara da UFRJ. Luiz Felipe Ferreira é violinista da Orquestra Sinfônica Nacional, onde ocupa o cargo de líder de naipe dos segundos violinos e atua como músico convidado na Orquestra Sinfônica Brasileira. Bruno Valente é concertino do naipe de violoncelos da Orquestra Sinfônica Nacional, é professor do projeto Ação Social Pela Música do Brasil e atuou como chefe de naipe da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz por oito anos.
Sobre o Quarteto Atlântico
O Quarteto Atlântico conta, em seu currículo, com premiações importantes em competições destacadas no Brasil, tais como: Vencedor do Concurso de Música de Câmara da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, por unânime opinião do júri; Menção Honrosa no Concurso Internacional de Música de Câmara do Festival Villa- Lobos e Vencedor da categoria “Jovens Talentos” do edital BNDES. O repertório apresentado pelo grupo é focado na pesquisa e execução de obras de compositores brasileiros e latino-americanos que exigem complexidade técnica em sua performance, mas oferecem ricas possibilidades artísticas, dando ênfase à música contemporânea e estreias de peças de compositores atuais, muitas das quais dedicadas especialmente ao grupo. Além disso, também trabalha e executa o rico repertório tradicional de quartetos de cordas. O Quarteto Atlântico tem se apresentado nas principais salas de concerto e centros culturais do Rio de Janeiro como o Espaço Cultural BNDES; a Sala Guiomar Novaes, como parte da programação artística do Festival Villa-Lobos; a participação no programa Antena Rádio MEC da MEC FM; a atuação no Panorama, semana dedicada à música contemporânea que ocorre na Escola de Música da UFRJ, dentre tantos outros.
Cronograma:

Serviço:
Música no Assyrio /Quarteto Atlântico
Data: 19 de junho
Horário: 11h
Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Centro
Entrada pelo Boulevard da Treze de Maio
Preços populares: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia – entrada) – na bilheteria do Theatro e através do site : https://theatromunicipalrj.eleventickets.com/#!/apresentacao/c13bd34fd4d1e5dad129154fc505c6e6165662e7
Classificação: Livre
Postado por Marietta Trotta em 13/jun/2022 -

Fundada em 1960, a Orchestre Philharmonique Royal de Liége, sob regência de Gergely Madaras, é a segunda atração da Série O Globo/Dellarte Concertos Internacionais na quinta-feira, dia 23 de junho, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O concerto terá a participação do pianista Nikolai Lugansky, um dos solistas mais requisitados do mundo. No programa, Sinfonia Nº 2 de Brahms; Ophélie de Guillaume Lekeu e Concerto para piano Nº 2 de Frédéric Chopin.
A programação, que vai até novembro, apresenta também o virtuosismo dos pianistas Benjamin Grosvenor, Khatia Buniatishvili e Ksenia Kogan, a presença revigorante de conjuntos em acelerada ascensão, como os Interpreti Veneziani e a Camerata Bariloche, além das orquestras Sinfônica Brasileira (OSB) e a canadense Symphonique de Longueuil.
L’ORCHESTRE PHILHARMONIQUE ROYAL DE LIÈGE
A Orchestre Philharmonique Royal de Liège (OPRL) é a única formação sinfônica profissional da Bélgica francófona. Mantida pela Federação Wallonie-Bruxelles, pela Cidade de Liège e pela Província de Liège, a OPRL se apresenta nas grandes salas e festivais da Europa e nos Estados Unidos. Em 2019 a OPRL empreendeu uma turnê ao Japão e foi convidada para o prestigiado Festival Enescu de Bucareste. Sob o impulso de seu fundador Fernand Quinet e de seus diretores musicais (Manuel Rosenthal, Paul Strauss, Pierre Bartholomée, Louis Langrée, Pascal Rophé, François-Xavier Roth e Christian Arming), a identidade sonora de OPRL se assemelha entre as tradições germânica e francesa, tradição essa que vem sendo mantida desde 2019 pelo diretor musical e regente principal Gergely Madaras. Em mais de 100 gravações, destaques para o projeto Sirba Orchestra (DGG/Universal France), a integral Respighi (BIS), obras de Saint-Saëns (BIS), Bloch e Elgar (La Dolce Volta), Ysaÿe (Alpha), Franck (Fuga Libera, Musique em Wallonie), Gabriel Dupont (Fuga Libera), concertos contemporâneos para clarineta com Jean-Luc Votano (Fuga Libera – Diapason d’Or de 2019), obras concertantes de Boesmans (Cypres) e ainda Rédemption de César Franck (Musique em Wallonie). A Orchestre Philharmonique Royal de Liège procura aproximar os jovens por meio de animações nas escolas, de concertos temáticos e principalmente, desde 2015, da formação de orquestras de quarteirões, com a associação ReMuA (El Sistema Liège).
GERGELY MADARAS
O jovem regente húngaro Gergely Madaras assumiu a direção musical da Orchestre Philharmonique Royal de Liège em 2019. Natural de Budapeste, Madaras estudou inicialmente música folclórica húngara, e em seguida dedicou-se à flauta, ao violino e à composição. Diplomado pela Faculdade de Flauta da Academia Franz Liszt de Budapeste, é detentor do grau Master em regência pela Academia de Música e de Artes do Espetáculo de Viena. Foi regente principal da Orquestra Sinfônica de Savaria (Hungria, 2014-2020) e diretor musical da Orchestre Dijon Bourgogne (2013-2019).
Madaras é convidado frequentemente para reger as principais orquestras da Europa e já dirigiu produções operísticas muito aplaudidas, como: As Bodas de Fígaro, A Flauta Mágica, Otello, La Traviata, La Bohème, Lucia di Lammermoor, Vanessa, O Castelo de Barba-Azul, Albert Herring, Fantasio e Viva la Mamma, em locais como a Ópera Nacional de Amsterdam, o Grand Théâtre de Genebra e a Ópera Estadual Húngara. Além disso, fez estreias notáveis com as orquestras sinfônicas de Melbourne, de Queensland (Austrália) e de Houston (Texas). Atraído pelos repertórios clássicos, românticos e pela música húngara, Gergely Madaras mantém também uma relação privilegiada com a música contemporânea. Entre 2010 e 2013, foi assistente de Pierre Boulez na Academia do Festival de Lucerna. Nos últimos anos, manteve estreita colaboração com compositores como George Benjamin, György Kurtág e Peter Eötvös.
NIKOLAI LUGANSKY
Um dos mais brilhantes nomes da nova geração de pianistas, Nikolai Lugansky é dono de uma técnica extraordinária, que o coloca entre os maiores virtuosos do seu instrumento. Em 1988, Lugansky conquistou o primeiro prêmio em concurso reunindo os jovens talentos de toda a União Soviética, e a Medalha de Prata do Concurso Internacional Bach de Leipzig. Posteriormente ingressou no Conservatório Tchaikovsky de Moscou, tornando-se discípulo do célebre Sergei Dorensky. Vencedor do Concurso Internacional Tchaikovsky de Moscou de 1994, Nikolai Lugansky teve passagens brilhantes pela Alemanha, França, Itália, Bélgica, Espanha, Holanda, Checoslováquia e Japão. Em 1990, em sua primeira apresentação na Inglaterra, o pianista arrebatou a plateia londrina. O sucesso viria a repetir-se em Vredenburg e no Concertgebouw de Amsterdam. Sua arte está registrada em numerosas gravações, que lhe valeram muitos prêmios. Atualmente o pianista é artista exclusivo do selo Naïve-Ambroisie. Sua gravação das duas sonatas para piano de Rachmaninov valeram-lhe o “Diapason d’Or” e a Gravação Solo do Ano do Prêmio “ECHO Klassik”. Recentemente foi lançado o álbum contendo o Concerto para piano de Grieg, ao lado do Concerto para piano Nº 3 de Prokofiev, que recebeu um “Editor’s Choice” da Gramophone. Outras gravações foram merecedoras de vários prêmios, incluídos o “Diapason d’Or”, “BBC Music Magazine Award”, e o “ECHO Klassik.” Seus lançamentos mais recentes são um CD com a Sonata em Dó menor e o Impromptus D. 935 de Schubert e outro com a Grande Sonata e As Estações de Tchaikovsky. Lugansky é diretor artístico do Festival Tambov Rachmaninov e também um mantenedor do Espólio Rachmaninov e Museu de Ivanovka, onde também se apresenta como intérprete e presença constante nos mais importantes festivais, atuando com as principais orquestras da atualidade.
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
23 de junho de 2022, quinta-feira, às 20h
ORCHESTRE ROYAL PHILHARMONIQUE DE LIÈGE
GERGELY MADARAS, regente
NIKOLAI LUGANSKY, piano
Postado por Allex Lourenço em 31/Maio/2022 -

O mês de junho traz ao Municipal, com o patrocínio Ouro Petrobras e realização AATMRJ, uma das obras mais populares do mundo: ‘Carmen’ de Bizet, ópera-concerto da Série Vozes 2022 que vai acontecer nos dias 10 e 11 de junho, às 19h, sob a regência de Priscila Bomfim, com a participação do Coro do TMRJ, OSTM e solistas, e da bailarina de flamenco Chris Aguiar. A coreografia é de Marcelo Misailidis. Além da tradução do texto projetada, o espetáculo contará com a narração da bailarina Ana Botafogo pontuando os principais acontecimentos do enredo.
Carmen estreou na Opéra Comique de Paris, em 1875, e provocou um grande escândalo na época. O público se dividiu e a crítica massacrou. O motivo foi a escolha do tema e, principalmente, o caráter transgressor da protagonista. A consagração definitiva se deu naquele mesmo ano quando a ópera foi apresentada em Viena. Em pouco tempo, esta obra conquistou o mundo.
No Municipal estreou em 1913 e foi uma das óperas que mais vezes subiu ao palco do Theatro, contando com quase 100 récitas, desde então.
Uma das maiores e mais frequentes intérpretes de Carmen no Municipal foi Gabriella Besanzoni. Famosa também foi a montagem protagonizada por Mario Del Monaco e Giulietta Simionato, nos anos 50.
Ficha Técnica:
Regência: Priscila Bomfim
Narração: Ana Botafogo
Elenco:
Carmen – Luciana Bueno
Micaela – Flávia Fernandes
Frasquita – Michele Menezes
Mercedes – Fernanda Schleder
D. José – Hélenes Lopes
Escamillo – Vinicius Atique
Remendado – Guilherme Moreira
Dancaire – Ciro D’Araujo
Zuniga – Patrick Oliveira
Dança flamenca:
Academia CHS Dancing
Dançarina: Chris Aguiar
Coreógrafo: Marcelo Misailidis
Ensaiador: Zuryck d’Tassio
Serviço:
Concerto Série Vozes – Carmen de Georges Bizet
Com OSTM & Coro TMRJ
Datas: 10 e 11 de junho
Horário: 19h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, s/nº – Centro
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio SulAmérica Paradiso, Rádio Roquette Pinto – 94.1 FM
Patrocínio Ouro Petrobras
Lei de Incentivo à Cultura
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal
Os ingressos para Carmen, ópera-concerto da Série Vozes 2022 estarão em breve à venda na plataforma Imply: https://theatromunicipalrj.eleventickets.com/#!/home
Preços:
Frisas e Camarotes – R$60,00 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$40,00
Balcão Superior – R$30,00
Balcão Superior Lateral – R$30,00
Galeria – R$15,00
Galeria Lateral – R$15,00
Postado por Marietta Trotta em 31/Maio/2022 -

Sucesso absoluto de público e crítica, Hiromi — a pianista-sensação do jazz — volta a apresentar-se no país. Vencedora do GRAMMY, é considerada pelo All Music Guide “uma das pianistas mais notáveis dos últimos 50 anos”.
Talento fora de série, a japonesa de Shizuoka tinha apenas 14 anos quando tocou com a Filarmônica Tcheca. Posteriormente ingressou na Berklee College of Music de Boston e recebeu o apoio decisivo de dois dos maiores expoentes da cena jazzística dos Estados Unidos: Chick Corea e Ahmad Jamal. Saudada pela crítica do New York Times como “Extravagantemente dinâmica” e “uma poderosa presença em qualquer palco”, Hiromi é uma colecionadora de prêmios.
Pianista de formação clássica, ela muito cedo abriu os braços para o jazz e admite a influência do rock, mas se recusa a rotular sua arte. “Eu não quero colocar um nome na minha música”, diz ela. “Outras pessoas podem colocar um nome no que eu faço, que é simplesmente a união do que eu tenho escutado e do que tenho aprendido. Tem alguns elementos da música clássica, tem um pouco de rock, um pouco de jazz, mas não quero dar um nome a isso.”
Duração : 90 minutos
Serviço:
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Data: 9 de junho de 2022
Hora: 20:00
Classificação: – 10 – ANOS
Postado por Marietta Trotta em 27/Maio/2022 -

Para quem gosta de começar bem o domingo, ouvindo música de qualidade, a cada 15 dias, integrantes da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal RJ trazem um repertório diferente, às 11h da manhã, no Salão Assyrio, um dos locais mais curiosos e interessantes do Municipal, sempre a preços populares. O projeto Música no Assyrio do dia 29 de maio será com o grupo Trompetes da UNIRIO.
Sobre o grupo Trompetes da UNIRIO
O Grupo de Trompetes da UNIRIO foi criado em 1999 pelo professor Dr. Nailson Simões. Formado pelos alunos de Trompete dos Cursos de Graduação e Pós-graduação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) é atualmente coordenado pelo Professor Dr. Maico Lopes. O Grupo tem como objetivo desenvolver o trabalho de música de câmera para trompete, destacando, sobretudo, a pesquisa e divulgação da música brasileira. Dedicando-se ainda a ser laboratório para os compositores, estreou ao longo destes anos peças de Claudia Caldeira, Celso Mojola, Nikolai Brucher, Leandro Braga, Orlando Alves, Gilson Santos, Itiberê Zwarg, entre outros. Em seus principais trabalhos constam apresentações e masterclasses com grandes nomes do trompete mundial, como o primeiro trompetista da Boston Symphony Orchestra, Charles Schlueter, o fundador do Canadian Brass, Fred Mills, e o renomado trompetista de jazz, Cláudio Roditi. O GTU já representou o Brasil em duas oportunidades, quando participou das conferências do International Trumpet Guide, nos U.S.A. Pertencendo ao laboratório de pesquisa CT-INFRA, que conta com o apoio da UNIRIO, desenvolve intensa pesquisa sobre música de câmara para metais no Brasil.
Programação:

Serviço:
Música no Assyrio
Trompetes da UNIRIO
Data: 29 de maio
Horário: 11h
Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Centro
Entrada pelo Boulevard da Treze de Maio
Preços populares: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia – entrada) – na bilheteria do Theatro
Classificação: Livre
Postado por Allex Lourenço em 04/Maio/2022 -

No mês de maio, o Ballet do TMRJ volta ao palco, em uma nova temporada, com o icônico “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, sob a regência de Tobias Volkmann. A remontagem e adaptação da coreografia de Marius Petipa são de Jorge Texeira e a direção geral de Hélio Bejani.
No elenco, além do corpo de baile e solistas, estarão no palco os primeiros bailarinos do Theatro Municipal e o bailarino convidado, David Motta Soares que deixou o cargo no Ballet Bolshoi em solidariedade aos colegas ucranianos e hoje integra o Ballet Estadual de Berlim, na Alemanha. O patrocínio é do Instituto Cultural Vale, com realização institucional da Fundação Teatro Municipal e Associação de Amigos do Teatro Municipal.
“Alegria é o sentimento que dá o tom ao momento que estamos vivenciando. Voltar ao palco do Theatro Municipal, juntamente com nossa orquestra, na condição que nos faz únicos…os grandes ballets do repertório clássico mundial. E nada mais significativo do que, O Lago dos Cisnes.” – ressalta o regente do BTM, Hélio Bejani.
“Esse ano completam exatamente 10 anos que assinei a primeira remontagem do ballet “o Lago dos Cisnes”, na época em 2012, para a Cia Brasileira de Ballet, versão que já se apresentou em diversas cidades como: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, São Paulo, Juiz de Fora, Vitória e na cidade de Medellin, na Colômbia. Em 2019, assinei a remontagem para a Cia BEMO -TMRJ, já sob a direção geral de Hélio Bejani. Agora, estamos mais uma vez juntos, só que desta vez para o Ballet do Theatro Municipal do RJ” – conta Jorge Texeira.
Encenado em quatro atos, o ballet conta a história da princesa Odette, uma jovem aprisionada no corpo de um cisne pelo bruxo Von Rothbart. Vivendo no entorno de um lago, para se libertar dessa condição, ela precisa que um jovem virgem lhe declare amor e fidelidade. E, caso essa jura de amor seja quebrada, Odette permanecerá para sempre como cisne.
Nos papéis principais da Princesa Odette e do Príncipe Siegfried, estarão Cláudia Mota e David Motta (bailarino convidado), Márcia Jaqueline e Cícero Gomes e Juliana Valadão e Filipe Moreira.

Ficha técnica:
PRIMEIROS PAPÉIS
Odette/Odile & Siegfried
– Cláudia Mota e David Motta (bailarino convidado)
– Márcia Jaqueline e Cícero Gomes
– Juliana Valadão e Filipe Moreira
Récitas:
– 14 e 20/05 às 19h e 22/05 – às 17h – Cláudia Mota e David Motta Soares (bailarino convidado)
– 15/05 às 17h, 19, 21 e 25/05 às 19h – Márcia Jaqueline e Cícero Gomes
– 18, 24 e 26/05 às 19h – Juliana Valadão e Filipe Moreira
Serviço:
O Lago dos Cisnes com a OSTM
Regência: Tobias Volkmann
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, S/N – Centro
Datas: 14 de maio (abertura), 19,20,21, 25 e 26 às 19h/ 15 e 22 às 17h
Antes de cada espetáculo, haverá uma palestra sobre a obra e suas curiosidades.
Duração do ballet: 2h – com 15 minutos de intervalo
Classificação: Livre
Ingressos Na bilheteria do TMRJ ou através do site: https://theatromunicipalrj.eleventickets.com/#!/home
Frisas e Camarotes – R$80,00 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$60,00
Balcão Superior – R$40,00
Galeria – R$20,00
Lei de incentivo à cultura
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio SulAmérica Paradiso, Rádio Roquette Pinto – 94.1 FM
Patrocínio Ouro Instituto Cultural Vale
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.
Postado por Allex Lourenço em 19/abr/2022 -

Com o patrocínio Ouro Petrobras, o mês de abril segue com uma programação inédita no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A primeira apresentação da Série Vozes, que acontecerá no dia 28 de abril, quinta-feira, às 19h, vai contar com a participação da Orquestra Sinfônica do Theatro & Carlos Moreno, além dos solistas Tatiana Carlos (soprano), Giovanni Tristacci (tenor), Inácio de Nonno (barítono) e Patrick Oliveira (baixo).
O programa mostrará a Música Brasileira em Foco – O indigenismo na Ópera e a obra ll Guarany, com abertura e dueto “Sento uma forza indomita”, de Carlos Gomes. Em seguida, o destaque ficará a cargo da ópera em concerto Moema, do carioca Delgado de Carvalho. O compositor pertenceu ao grupo de artistas que iniciou um movimento de libertação da influência italiana na ópera brasileira, ao lado de Leopoldo Miguez, Alberto Nepomuceno (wagnerianos) e Francisco Braga (influência francesa), embora Moema seja cantada em italiano. E foi em 14 de julho de 1909, na inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que a ópera indianista foi reapresentada ao público com enorme sucesso.

Carlos Gomes
Antônio Carlos Gomes nasceu na cidade de Campinas, em 11 de julho de 1836, numa casa humilde da Rua da Matriz Nova, na “cidade das andorinhas”. Filho de Manoel José Gomes (Maneco Músico) e dona Fabiana Jaguari Gomes, o menino pertencia a uma família onde havia de tudo: relojoeiros, agricultores, marceneiros, encadernadores, farmacêuticos, rabequistas, trombonistas, flautistas e dois padres. Seus ancestrais eram espanhóis, e assinavam Gomez, com z. Seu bisavô, D. Antônio Gomez, fora bandeirante e casara-se com a filha de um cacique. A vida de Carlos Gomes foi, sempre, marcada pela dor. Muito criança ainda, perdeu a mãe, tragicamente. Seu pai vivia em dificuldades, com 26 filhos para sustentar. Com eles, formou uma banda musical, onde Carlos Gomes iniciou seus passos artísticos. Desde cedo, revelou seu talento musical, incentivado pelo pai e depois por seu irmão, José Pedro Santana Gomes, fiel companheiro das horas amargas. Aos 18 anos, apresentou sua primeira “missa”, onde cantou alguns solos. A emoção que lhe embargava a voz comoveu a todos os presentes, especialmente ao irmão mais velho, que lhe previa os triunfos. Quando chegou aos 23 anos, já apresentara vários concertos, com o pai. Moço ainda, lecionava piano e canto, dedicando-se, sempre, com afinco, ao estudo das óperas, demonstrando preferência por Verdi. Era conhecido também em S. Paulo, onde realizava, frequentemente, concertos, e onde compôs o Hino Acadêmico, ainda hoje cantado pela mocidade da Faculdade de Direito. Pensando em ampliar os horizontes, montado em um burro, foi ao Rio de Janeiro para encontrar Dom Pedro II. Apresentado ao Imperador, por intermédio da Condessa Barral, o monarca, sempre amigo e protetor dos artistas, encaminhou-o a Francisco Manuel da Silva, diretor do Conservatório de Música e também animador dos jovens músicos. A partir daí, surgiram muitas oportunidades. Em setembro de 1861, foi apresentada sua primeira grande ópera: A Noite do Castelo. O sucesso se repetiu em 1863, grande sua segunda grande ópera foi apresentada: Joana de Flandres. Em 1863 foi morar na Itália, obtendo grande reconhecimento do público e da crítica musical. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro Alla Scala de Milão. Carlos Gomes foi o mais importante compositor e maestro brasileiro do século XIX. Suas obras musicais são reconhecidas até hoje, entre elas, O Guarani e O Escravo. O artista fez parte do período conhecido como Era romântica da história da música e é considerado o principal compositor de ópera da história da música clássica brasileira. Faleceu em 16 de setembro de 1896.

Joaquim Torres Delgado de Carvalho
Nasceu no Rio de Janeiro em 24 de agosto de 1872. Estudou com o violinista cubano e diretor do Imperial Conservatório de Música, Jose White (1835-1918). Estudou também com o pianista Rudolph Eichbaum, entre 1891 e 1899.
Após uma temporada na Europa em 1893, voltou ao Rio de Janeiro e em 1894, apresentou a ópera Moema, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, escrita aos dezoito anos de idade, com libreto do autor e de Francisco Assis Pacheco – que já havia composto música para este mesmo libreto em 1891. A ópera indianista teve grande êxito, sendo reapresentada em 1909, para a inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Também foi apresentada em várias cidades brasileiras e europeias. Sua segunda ópera, Hostia, com texto de Coelho Neto, foi apresentada em 1898, mas não logrou êxito. Escreveu música para a peça teatral Laís de Ivan d’Hunac (pseudônimo de João Itiberê da Cunha, poeta e compositor paranaense) e a Bela Adormecida de Aguilar Pantoja. Compôs também uma suíte para orquestra, várias peças para piano, entre elas Sonata, Valsas Humorísticas e Marche des Poupées. Em 1902 foi nomeado bibliotecário do antigo conservatório imperial, então Instituto Nacional de Música, cargo que exerceu até 1907 e para o qual foi reconduzido em 1918. O acervo, do qual também fazem parte instrumentos musicais antigos e exóticos, hoje faz parte do Museu Delgado de Carvalho, na Escola de Música da UFRJ. Faleceu em 28 de março de 1921.
Programa:
1ª parte:
“Música Brasileira em Foco” / “O Indigenismo na Ópera” – de Carlos Gomes
“Il Guarany” – Abertura e Dueto “Sento una forza indomita”
2ª parte:
Delgado de Carvalho – “Moema”, ópera em concerto
Com a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal & Carlos Moreno
Solistas:
Tatiana Carlos (soprano)
Giovanni Tristacci (tenor)
Inácio de Nonno (barítono)
Patrick Oliveira (baixo)
Serviço:
Concerto Série Vozes com a OSTM & Carlos Moreno
Data: 28 de abril – quinta-feira
Horário: 19h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, S/N – Centro
Classificação: Livre
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio SulAmérica Paradiso, Rádio Roquette Pinto – 94.1 FM
Patrocínio Ouro Petrobras
Lei de Incentivo à Cultura
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal
Os ingressos para a Série Vozes já estarão à venda na plataforma Imply.
Preços:
Frisas e Camarotes – R$60,00 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$40,00
Balcão Superior – R$30,00
Balcão Superior Lateral – R$30,00
Galeria – R$15,00
Galeria Lateral – R$15,00