Postado por Allex Lourenço em 05/set/2022 -
Em comemoração ao bicentenário da Independência, o Teatro Municipal do Rio apresenta em seu foyer, no dia 7 de setembro, às 16h, a ópera Domitila”, dirigida por André Heller-Lopes e estrelada por Gabriella Pace (soprano). O espetáculo ainda terá apresentações no dia 10, no Conservatório de Tatuí SP), e no dia 13, no Teatro Municipal de São Paulo.
O libreto é inspirado pela correspondência amorosa entre D. Pedro I e Domitila de Castro, e as músicas do espetáculo levam a assinatura de João Guilherme Ripper. Durante os sete anos em que o Imperador do Brasil manteve um romance com a Marquesa de Santos, eles trocaram 143 cartas, que mostram a história íntima e não-oficial do regente do Brasil e sua mais famosa amante, que já foi retratada na TV nas minisséries “O Quinto dos Infernos” (2002, na Globo) e “Marquesa de Santos” (1984, na Manchete).
“Domitila é uma mulher, de certa forma, contemporânea, pois passa por situações que vemos acontecer todos os dias. Ela lutou para sair de um casamento desastroso, foi atrás do imperador para conseguir a guarda dos filhos, virou suaamante, teve filhos com ele e circulava pelo meio político da época exercendo bastante influência”, recorda Gabriella Pace.
Por meio da ópera “Domitila”, renascem as palavras de paixão do Imperador à sua amante e também seus conflitos políticos por causa dessa polêmica relação, que existiu entre 1822 e 1829. O relacionamento acabou com uma carta de despedida para a Marquesa, que foi forçada a deixar o Rio de Janeiro na época em que D. Pedro I se casou com Dona Amélia, princesa de Leuchtenberg, o que pacificou a imagem do Imperador nas cortes europeias.
“Quando ela lê a carta de despedida de D. Pedro I, em que lhe é pedido que não se magoe, é um misto gigante de beleza e crueldade. Certamente, é um dos momentos mais belos da ópera. Durante o espetáculo, há muitas mudanças dramáticas e expressivas da Marquesa. Está sendo, para mim, um grande desafio”, explica a cantora, que flerta ainda com a ária lírica italiana e com a canção brasileira.
“Domitila” utiliza uma fusão entre o erudito e o lundus, modinhas ou choros, para revisitar a famosa história de amor da corte brasileira. Nas escadarias dentro do Municipal, a ópera é conduzida pelos músicos Priscila Bomfim (piano), Lisiane de Los Santos (violoncelo) e Cristiano Alves (clarineta). A ação se desenrola nas escadarias, cobertas por milhares de rosas.
“D. Pedro I, sabidamente, teve muitas amantes, mas nenhuma ocupou o mesmo lugar que Domitila. Ela está no imaginário do Brasil como a grande história de paixão, a mais especial da vida do Imperador — que assinava as cartas como ‘Demonão’ ou ‘Foguinho’. Na montagem, Gabriella conversa com sua imaginação e com o público, resgatando cartas e revivendo as diferentes fases dessa história de amor. Elas são ora divertidas, ora dramáticas, e também alegres e tristes”, pontua o diretor André Heller-Lopes.
Escrita em 2000 por João Guilherme Ripper para a série “Palavras Brasileiras”, concebida e dirigida por André Heller-Lopes, “Domitila” se tornou, nos últimos 20 anos, uma das óperas mais bem-sucedidas, com inúmeras montagens não só no Brasil como em Portugal, onde também foi gravada em CD, também disponível no streaming, por Carla Caramujo e Toy Ensemble.
Ficha técnica:
. Composição: João Guilherme Ripper
.Cantora protagonista: Gabriella Pace – soprano
. Piano: Priscila Bomfim
. Violoncelo: Lisiane de los Santos
. Clarineta – Cristiano Alves
. Direção Musical: João Guilherme Ripper
. Direção Cênica: André Heller-Lopes
. Produção: Maria Angela Menezes
Programa:
http://theatromunicipal.rj.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/Domitila-programa.pdf
Serviço:
Local: Foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Data: 7 de setembro de 2022
Horário: 16 h
Entrada Franca (Os ingressos poderão ser retirados a partir do dia 29/08 no site do Theatro Municipal: https://theatromunicipalrj.eleventickets.com/#!/home)
Lotação limitada a 100 lugares
Classificação: Livre
Duração: 50 minutos
Postado por Allex Lourenço em 02/set/2022 -

No dia em que se comemora a independência do Brasil, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro serve de palco para uma grande festa: os 100 anos do Rádio! E foi neste templo da música erudita que aconteceu, há um século, a primeira transmissão de Rádio com O Guarany, de Carlos Gomes. Em 2022, no dia 07 de setembro, duas Orquestras se apresentam no Municipal do Rio: a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e a Orquestra Sinfônica Nacional.
“É um marco histórico para essa casa secular celebrar o centenário do Rádio em nosso palco, nessa linda parceria com a EBC e em uma data tão emblemática como o 07 de setembro. Será uma noite muito especial, com um programa primoroso apresentando obras de Carlos Gomes e Heitor Villa-Lobos” – celebra a Presidente da Fundação Teatro Municipal, Clara Paulino.
O Presidente da EBC, Empresa Brasil de Comunicação, Glen Valente destaca a importância desta comemoração:
“A primeira transmissão de rádio feita em 1922 a partir das estações instaladas no Rio de Janeiro, então capital federal, revolucionou a comunicação e a cultura brasileira. Hoje, o veículo mantém sua relevância e permanece em constante transformação. Ao integrarem o território nacional pela informação, boa música e veiculação de utilidade pública, as emissoras de rádio geridas pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) escrevem sua históriajunto com a própria história das transmissões radiofônicas no país”.
O Diretor Artístico do Theatro Municipal, o tenor Eric Herrero que também vai se apresentar na data, enaltece esta parceria:
“A celebração do centenário do rádio não poderia acontecer em outro palco que não fosse o Theatro Municipal do Rio de Janeiro! Dele foi feita a primeira transmissão em 7 de setembro de 1922. Toda a Cinelândia pôde ouvir a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, naquela data histórica! Agora, 100 anos depois, em parceria com a EBC, nossa OSTM volta a executar trechos desta ópera brasileira para todo o país e para o mundo, graças à internet! É uma alegria enorme para todos nós poder contribuir para a viabilização e execução de tão importante festa desse veículo de comunicação que nos acompanha e ajuda no desenvolvimento da sociedade!” .

Na primeira parte do concerto, a OSTM vai executar trechos da Ópera II Guarany, com a Abertura, Balada de Cecilia: C’era una volta un príncipe, Aria de Pery – Vanto io pur superba cuna e o famoso dueto Sento una forza indomita. Como solistas, Maria Gerk (Cecilia) e Eric Herrero (Pery). A regência será do maestro titular da OSTM, Felipe Prazeres.
Após o intervalo, será lançado o Selo Comemorativo dos Correios “100 anos de Rádio no Brasil”, feito em parceria com a EBC.
“É uma honra para a Rádio MEC ter esta oportunidade de celebrar o centenário no rádio no Brasil com um espetáculo que apresenta o mesmo Guarani da transmissão inaugural do veículo, no mesmo Theatro Municipal que em 1922 mostrava aos brasileiros o poder que esta então nova tecnologia teria de compartilhar cultura e educação pelas ondas sonoras. Além de todo este espetáculo, teremos a oportunidade de lançar nesta noite um selo postal comemorativo com os Correios, que traz a figura de Edgar Roquette-Pinto na sua ilustração, um brasileiro à frente do seu tempo, e que nos orgulha muito de ser o patrono do rádio no nosso país.”- enalteceThiago Regotto, Gerente da Rádio MEC
Na segunda parte da noite, a Orquestra Sinfônica Nacional, grupo formado por músicos oriundos da Rádio Nacional e que nos seus primeiros 20 anos de existência foi a Orquestra da Rádio MEC, apresentará o magistral Choro número 6 de Heitor Villa-Lobos.
O Concerto será transmitido ao vivo na Rádio MEC e na Rádio Nacional, emissoras da Rede Nacional de Comunicação Pública, e ainda nas Redes Sociais da EBC (Youtube, Facebook e Twitter). O concerto será gravado ainda pela TV Brasil, para exibição no fim de semana. A apresentação será dos locutores da Rádio MEC (Sidney Ferreira) e da Rádio Nacional (Luciana Valle).
Programação do Concerto:
100 Anos do Rádio – OSTM & OSN UFF
Primeira parte – OSTM (Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal)
Trechos da ópera “II Guarany de Carlos Gomes
Abertura
Balada de Cecilia: C’era una volta un principe
Aria de Pery – Vanto io pur superba cuna
Dueto: Sento una forza indomita
Solistas: Maria Gerk (Cecilia) e Eric Herrero (Pery)
Regência: Felipe Prazeres
Segunda parte – OSN (Orquestra Sinfônica Nacional)
Heitor Villa-Lobos
“Choros N. 6
Regência: Javier Logioia Obe
Fotos: Daniel A. Rodrigues
Serviço:
100 Anos do Rádio – OSTM & OSN
Data: 07 de setembro – quarta-feira
Horário: às 19h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, s/nº – Centro
Realização Institucional: EBC, Rádio MEC, Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Ingressos: gratuitos através do site da Imply.
Classificação: Livre