Por Allex Lourenço em 30/03/2026

Após o grande sucesso em 2025, com sessões esgotadas, Carmina Burana, de Carl Orff, retorna ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com o Coro e a Orquestra Sinfônica da casa, reunindo um elenco de mais de trezentos profissionais. São atores, bailarinos e artistas de diversas modalidades como Vogue, Burlesco, Pole Dance, Breakdance, Passinho, Arte Drag e até Passista, além de duzentos e trinta figurinos. A montagem, que abre a temporada lírica do Theatro, com Patrocínio Oficial da Petrobras, é apresentada em formato de ópera-balé e, marcada por estéticas contrastantes, aposta em uma leitura cênica contemporânea da obra. Com coreografias, concepção e direção cênica de Bruno Fernandes e Mateus Dutra, figurinos de Desirée Bastos, o espetáculo conta com direção musical e regência do maestro chileno Victor Hugo Toro. As apresentações acontecem nos dias 8, 9, 10 e 11, às 19h, e no dia 12, às 17h.

“Carmina Burana está de volta ao palco do Municipal na temporada de 2026, atendendo ao pedido do nosso público. Sair do óbvio foi a escolha mais acertada dos diretores cênicos, especialmente por colocar nos holofotes tanta diversidade em um único espetáculo. Com o patrocínio oficial da Petrobras, estamos com tudo pronto para recebê-los aqui”, destaca Clara Paulino, Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
“Sendo Carmina Burana originalmente uma cantata cênica, mas normalmente apresentada em forma de concerto ou coreografada para balé, a nossa montagem apresenta características praticamente inéditas: foi construído um enredo que faz a ligação entre os diversos poemas que compõem a obra, formando um espetáculo de estrutura contínua, com participação cênica tanto do coro como dos solistas, além de bailarinos e artistas das mais diversas especialidades e procedências. Não seria inadequado dizer que estamos apresentando a Carmina Burana em formato de ópera-balé”, diz Eric Herrero, diretor artístico da Fundação Teatro Municipal.
“Eu estou muito feliz em retornar ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, não só porque eu tenho um belíssimo relacionamento artístico e profissional com os corpos artísticos, mas também, porque tenho esta oportunidade de remontar e apresentar novamente o espetáculo Carmina Burana. Lembro muito bem como estava lotada a casa, como o público foi ao delírio em cada uma das apresentações que fizemos no ano passado. E fico muito feliz em poder, novamente, apresentar este espetáculo com mais récitas do que em 2025. Tenho certeza que os ingressos vão esgotar e que será uma grande experiência artística”, celebra o maestro Victor Hugo Toro.
A primeira parte, “Primo Vere”, que celebra a chegada da primavera e o despertar da natureza, tem sua estética inspirada nos retábulos do flamengo primitivo, em especial na obra de Hieronymus Bosch, “O Jardim das Delícias”. A segunda metade do espetáculo, “In Taberna” e “Cours D’Amour”, transporta a ação para o cenário de uma boate contemporânea. Esta ambientação oferece uma visão satírica de um mundo hedonista e da frustração amorosa que acompanha suas relações. O ponto de maior destaque da produção, nesta parte, é a integração de diversas linguagens de movimento. Em cena, haverá também o uso da pintura do Museu Nacional de Belas Artes, de Pedro Américo: “A Noite”, acompanhada dos gênios do estudo e do amor (1883). E na versão de 2026, uma imagem da artista carioca Marcela Cantuária faz parte do projeto.

Sinopse Carmina Burana
A obra de Carl Orff é uma coleção de poemas que constituem um manuscrito do século XIII, encontrado no Mosteiro de Benediktbeuern, na Bavária. A cantata aborda temas como o amor, a fortuna, a natureza e a vida cotidiana, refletindo a cultura e as preocupações da época. Os autores desses poemas são desconhecidos e encontram-se escritos em latim medieval e em diversos vernáculos, incluindo o alemão, o inglês, o francês e o provençal.
Carmina Burana estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em dezembro de 1994, com o Coro e a Orquestra da casa, sob a regência do maestro David Machado. Em julho de 2000, o inglês Lionel Friend regeu a cantata, seguido pelo maestro André Cardoso. Em 2002, Cardoso e Sílvio Barbato comandaram a Orquestra e o Coro do Municipal. Em novembro de 2010, foi a vez do maestro Silvio Viegas. Em 2013, pela primeira vez, foi encenada com o Ballet do Theatro e coreografia de Mauricio Wainrot. Sua última apresentação foi em 15 de junho de 2017, com o regente Tobias Volkmann. Em 2025, uma nova versão foi apresentada no palco principal com Coro e Orquestra do Theatro, a participação do balé e artistas diversos.


Sobre Victor Hugo Toro
Nascido em Santiago do Chile, realizou estudos de regência orquestral e formou-se na Faculdade de Artes da Universidade do Chile. Foi vencedor do II Concurso Internacional de Regência Orquestral –Prêmio OSESP – Organizado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Em seus mais de 20 anos de carreira tem sido convidado a reger as maiores orquestras do Chile, a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de Rio de Janeiro, Amazonas Filarmônica, Camerata Antigua de Curitiba, Sinfônicas de Campinas, Paraná, Porto alegre, Bahía, Sergipe, Espirito Santo, Guarulhos, Orquestra do Teatro Massimo de Palermo e da Arena de Verona (Itália), Orquestra estável do Teatro Colón de Buenos Aires, Sinfônicas de Rosario (Argentina), do SODRE (Uruguai) e de Xalapa (México), além das filarmónicas de Montevidéu, Mendoza, Buenos Aires, Oltenia (Romênia), da Universidade Nacional Autônoma do México (OFUNAM) e de Xiamen (China), entre muitas outras. Além do seu importante trabalho com orquestras jovens de seu país e ter sido professor assistente no programa de regência orquestral da Faculdade de Artes da Universidade do Chile, Victor Hugo Toro é também compositor e suas obras têm sido interpretadas por diversos grupos sinfônicos e de câmara. Ele foi escolhido um dos 100 líderes jovens do Chile pelo jornal “El Mercúrio” e recebeu uma homenagem da Câmara Municipal de São Paulo pelo seu trabalho em prol da música, a sociedade paulistana e o acercamento cultural entre Chile e Brasil. Também foi Laureado pela Sociedade Brasileira de Artes Cultura e Ensino com a Ordem do Mérito Cultural “Carlos Gomes” no grau de comendador e recebeu de parte da Câmara Municipal de Campinas a medalha “Carlos Gomes” e a medalha “Samuel Lisman” de Artes, conferida pela Academia Campineira de Letras e Artes (ACLA) pelos relevantes serviços prestados à cidade. Notável por suas performances vibrantes em uma ampla diversidade de estilos musicais, Victor Hugo Toro foi regente assistente da OSESP, regente principal da Orquestra Sinfônica do SODRE, em Uruguai, regente residente da Companhia Brasileira de Opera, assessor da direção artística do Teatro Municipal de São Paulo e, por 10 anos, diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, uma das maiores e mais tradicionais orquestras sinfônicas do Brasil. Atualmente é regente titular da Orquestra Sinfónica da Universidade de Talca, no Chile, e professor da escola superior de música da mesma universidade.
Elenco principal:
Dias 8, 9, 10, 11 de abril, às 19h / Dia 12 de abril, às 17h
A Noite – Michele Menezes – dias 8,10 e 12 de abril / Loren Vandal – dias 9 e 11 de abril
O Cisne – Guilherme Moreira – dias 8,10 e 12 de abril / Herbert Campos – dias 9 e 11 de abril
O Louco – Santiago Vilalba – dias 8,10 e 12 de abril/ Johnny França – dias 9 e 11 de abril
Ficha Técnica:
Carmina Burana – Cantata Cênica – Carl Orff (1895-1982)
Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Solistas: Michele Menezes, Loren Vandal, Guilherme Moreira, Herbert Campos, Santiago Villalba e Johnny França
Cenografia: Bruno Fernandes e Matheus Simões
Figurinos: Desirée Bastos
Iluminação: Jonas Soares
Design Gráfico: Carla Marins
Atores e bailarinos convidados
Solistas: Tiago Tononi, Glayson Mendes, Manuela Roçado e Tabata Salles
Adereços: Renan Garcia, Taísa Magalhães e Penha Maria Lima, Raquel de Loiola, Lorena Couto, Nalanda Rodrigues, Jasmine Lara
Visagismo: Antônio Ulysses
Direção de Arte: Matheus Simões
Direção cênica, concepção e coreografias: Bruno Fernandes e Mateus Dutra
Direção Musical e Regência: Victor Hugo Toro
Diretor Artístico do TMRJ: Eric Herrero
Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro: Clara Paulino
Serviço:
Carmina Burana, de Carl Orff
De 8 a 11/4, às 19h e 12/4, às 17h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, S/N – Centro
Classificação: 16 anos
Ingressos:
Frisas e Camarotes – R$90 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$80
Balcão Superior e Lateral – R$50
Galeria Central e Lateral – R$20
Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro
Antes de cada espetáculo, haverá uma palestra gratuita sobre a obra e suas curiosidades com a presença de um intérprete de libras.
Patrocinador Oficial Petrobras
Onde tem Patrocínio, tem Governo do Brasil
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio NOVA Paradiso e FEVER
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Lei de Incentivo à Cultura
Realização: Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro
Assessoria de imprensa TMRJ:
Cláudia Tisato – tisato.cultura@gmail.com
Assessoria de imprensa externa TMRJ:
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Assessora Chefe de Comunicação TMRJ:
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