A MODINHA QUE NÃO SAI DE MODA – 16/11 – Sala Mário Tavares do TMRJ


Este ano celebramos uma década do Musical “A Modinha que não sai de Moda”, uma produção que teve sua estreia em 2014 e desde então percorreu aproximadamente 20 teatros, encantando mais de mil espectadores em diversas capitais do país. O reconhecimento do projeto foi consolidado com a conquista do Prêmio “Advento Cultural não Governamental” nos anos de 2016 e 2017, outorgado pelo Congresso da Sociedade de Cultura Latina – Seção Brasil. Além disso, integrou a programação oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, reforçando sua relevância artística e cultural.

Sobre o Musical
“A Modinha que não sai de Moda” é uma celebração da modinha, um dos gêneros musicais mais antigos e emblemáticos do Brasil. Com uma encenação exclusivamente feminina, a apresentação tem duração aproximada de uma hora e contempla um repertório meticulosamente selecionado, percorrendo quase 300 anos de história da modinha.


Objetivo
O projeto busca proporcionar ao público uma experiência enriquecedora ao unir música e teatro para narrar a evolução da modinha ao longo dos séculos. Além de seu valor artístico, a iniciativa visa fortalecer e inspirar mulheres por meio da arte e da cultura, reafirmando sua presença na história musical brasileira.


Contexto Histórico
A modinha surgiu no Brasil colonial, possivelmente no século XVII, consolidando-se como um gênero musical profundamente ligado à identidade nacional. Domingos Caldas Barbosa (1740-1800), poeta e músico carioca, introduziu a modinha na corte de Lisboa, onde conquistou a admiração de músicos eruditos portugueses, que incorporaram elementos da ópera italiana à sua estrutura. Com a chegada da corte de D. João VI ao Brasil no início do século XIX, a modinha retornou às terras brasileiras, agora refinada e sofisticada.


No final do século XIX e início do XX, a modinha ganhou as ruas e tornou-se um dos gêneros mais populares das serenatas. Com o advento do rádio, sofreu um declínio, mas renasceu nas obras de grandes compositores como Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Sérgio Bittencourt e Chico Buarque. O renomado musicólogo Mário de Andrade chegou a afirmar, na década de 1930, que “a moda se acabou, morta de saciedade em pleno mel”. No entanto, o espetáculo desafia essa visão, provando que a modinha persiste, pois o amor e o romantismo continuam vivos.

Protagonismo Feminino e Resgate Histórico
O musical destaca o papel das mulheres na música brasileira. Apesar de toda uma cultura patriarcal restritiva, as mulheres construíram seu caminho até o palco. Muito foi feito e construído no espaço privado, nos saraus e salões, nos periódicos femininos, na sombra dos casamentos, em sala de aula, quebrando convenções sonoras e corporais, em movimentos revolucionários e nas revelações artísticas que vitoriosamente foram surgindo nas brechas da sociedade, como retratado no musical.

Embora a histórico privilegie as obras de concerto, a produção musical feminina foi significativa nos saraus e nos espaços privados, contribuindo para a formação da identidade cultural do país. “A Modinha que não sai de Moda” revisita essa narrativa e valoriza a participação das mulheres na construção da tradição musical brasileira, como compositoras, artistas e professoras (uma das primeiras oportunidades de empregabilidade feminina).

Público-Alvo
O musical é especialmente voltado para o empoderamento feminino, proporcionando um momento de acolhimento, reflexão e celebração da força feminina através da arte e da música.


Impacto Cultural e Social
• Valorizacão da Cultura Brasileira: Resgate e difusão de um gênero essencial para a identidade musical do Brasil.
• Empoderamento Feminino: Destaca o protagonismo das mulheres no palco e na história da música nacional.


“A Modinha que não sai de Moda” transcende a esfera do entretenimento para se consolidar como um projeto de impacto social e cultural. Unindo tradição e modernidade, reafirma a importância da arte como ferramenta de transformação e fortalecimento da identidade feminina e brasileira.

O Musical
• Duração: Aproximadamente 60 minutos.
• Formato: Musical
• Instrumentação: Acompanhamento ao piano
• Classificação: Livre


Ficha Técnica
• Criação e roteiro: Magda Belloti
• Atrizes e Cantoras: Lily Driaze, Magda Belloti, Rejane Ruas e Tina França
• Pianista: Rejane Ruas
• Direção Cênica: Sergio di Paula

Estrutura do Musical
Dividido em três blocos temáticos, o musical traça a história da modinha desde suas origens até sua expressão contemporânea:

Modinhas Coloniais: Composições do período colonial, refletindo a influência europeia na música brasileira.

Modinhas Imperiais: Peças do século XIX que demonstram a sofisticação adquirida pelo gênero durante o Império.

Modinhas Modernas: Representação da modinha no século XX e sua influência na música contemporânea.

ELENCO
Magda Belloti
Soprano niteroiense, com uma carreira consolidada tanto na ópera quanto na música de câmara, incluindo apresentações internacionais em Portugal, Londres, Estados Unidos e Venezuela. Graduada em Canto pelo Centro Universitário Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro e pós-graduada em Canto Lírico pelo Coletivo das Artes. Laureada com o 1º lugar no VI Concurso Nacional Villa- Lobos (1992) e premiada como melhor intérprete de Lorenzo Fernandez (2000), além do 3º prêmio no Concurso de Canto Francisco Mignone, no Rio de Janeiro. Recebeu diversas premiações do Congresso da Sociedade de Cultura Latino-Americana – Seção Brasil, incluindo “Melhores do Ano” (2010), “Intelectual do Ano” (2012) e “Hors Concours” (2013).Foi solista por dez anos consecutivos da OBH Orquestra Brasleira de Harpas. Desenvolve a trinta anos pesquisas musicais em duo com a pianista Talitha |Peres. Integra o corpo estável do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, é membro da Academia Fluminense de Letras (na sessão de Belas Artes ) e do Cenáculo Fluminense de Letras.

Rejane Ruas
Mezzo-soprano e pianista, integrante do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Regente do Coro da Associação do Ministério Público do Rio de Janeiro, do Madrigal da Ilha do Governador e do Coro da paróquia de Santa Cecília. Graduada em Canto e Técnica em Piano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui formação em Música Sacra pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB). Vencedora do Concurso de Canto da Petrobrás Pró-Música, no registro de mezzo-soprano. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, destacou-se como solista na ópera “Rigoletto” (papel de Giovanna) e no oratório “O Messias”, de Haendel, além de atuar em “La Gioconda” e interpretar “Canções Italianas e Francesas”. Seu repertório inclui também “Orfeo”, de Monteverdi, “Petite Messe Solennelle”, de Rossini, Nona Sinfonia de Beethoven e o Oratório Elias de Mendelsshon os dois últimos realizados na sala Cecília Meireles. Com sua versatilidade musical e teatral,atuou nos Musicais A Turma do Pererê de Tim Rescala e A Noviça Rebelde sob direção de Caludio Botelho e Charles Muller.

Tina França
Soprano carioca, com pós-graduação em Canto Lírico pelo Coletivo das Artes, além de formação em Engenharia e mestrado em Economia. Iniciou seus estudos musicais aos seis anos ao piano, sendo aluna do soprano Marina Considera e atualmente de Carol McDavit. Atuou como solista em óperas de Mozart, interpretando a Condessa de Almaviva (“As Bodas de Fígaro”), Donna Elvira (“Don Giovanni”) e Fiordiligi (“Così fan tutte”). Recentemente, deu vida à personagem Mercedes, na ópera “Carmen”, de Bizet, com a Cia. de Ópera da Lapa. Participou de master classes com renomados músicos e é uma das idealizadoras e produtoras do FELINI – Festival Lírico de Niterói.

Fabiana Cruz
Soprano, teve suas primeiras experiências com a música ainda na infância através do canto coral. Iniciou seus estudos de canto lírico na Escola de Música Villa-Lobos. Foi integrante do Coro Sinfônico do Rio de Janeiro, tendo participado de projetos e concertos como o Projeto Aquarius entre outros, junto à Orquestra Sinfônica Brasileira e Orquestra Petrobras Sinfônica. Participou de óperas realizadas pela OSB Ópera & Repertório como coralista. Atuou como solista no festival de música de Nova Friburgo com o espetáculo Violetas para Mozart dirigido por Clayber Guimarães e no Festival Lírico de Niterói em espetáculo dirigido por Fernando Portari ambos no ano de 2024 Participou como corista da Montagem de Carmina Burana no Teatro Municipal do Rio de Janeiro nos anos 2025 e 2026. É solista da Cia. Quinteto Imperial dirigida por Fernando Portugal. É professora de canto e formada em Licenciatura em música pelo Conservatório Brasileiro de Música.

Sérgio Di Paula – Diretor, Ator e Produtor
O diretor, ator, produtor, e professor de artes cênicas, atuou em espetáculos adultos e infantis, trabalhou também como coreógrafo, professor de artes cênicas e dança. Sua formação artística inclui Curso de Teatro, TV e cinema na (CAL); Studio Marcelo Moragas – Dança de Salão; e Escola de Dança Spinelli. Participou, como ator em dezenas de trabalhos com a Criar Brasil em rádio novela e vídeo institucional, e nos espetáculos teatrais Rumo à Damasco (2023), Cervantes, Shakespeare William premiado no FILO (Festival Internacional de Londrina); Histórias do Mar; Histórias do Brasil em prosa e verso; Um Homem Bom ou Pequeno Inventário Solidão; Encontro de Machado de Assis e Arthur Azevedo ; Anormalistas. Direção do Recital “Cantando a Poesia” na Academia Fluminense de Letras; Premiado pela Direção cênica de “A modinha que não sai de moda”; Produção, adaptação, direção e coreografias de “Inventário de minhas memórias”,“ Os imigrantes” e “A história de Aparecida”.

Local: Sala Mário Tavares – Prédio Anexo do Theatro Municipal – Av. Almirante Barroso, nº 14/16, Centro – Rio de Janeiro

Contato:
@modinha.naosaidemoda