Por Allex Lourenço em 09/09/2026

Criação genial de Moses Pendleton combina dança, acrobacia e ilusionismo em um dos espetáculos mais aclamados da Companhia.
Uma das mais importantes companhias de dança contemporânea no mundo, o MOMIX volta ao Brasil com BOTANICA, espetáculo criado em 2009, em uma turnê que passará pelo Rio de Janeiro, de 22 a 25 de setembro (Theatro Municipal). Os ingressos já estão à venda. Confira as informações em SERVIÇO abaixo.
Com direção e concepção de Moses Pendleton, BOTANICA transforma o palco em um ecossistema fantástico. Corpos, luzes, figurinos, objetos cênicos, projeções e marionetes se combinam para sugerir plantas, animais e criaturas imaginárias. Ao longo do espetáculo, a paisagem acompanha a passagem de um dia e as mudanças das estações, em uma sucessão de imagens que alterna delicadeza, humor, estranhamento e deslumbramento.
Ao som de uma trilha sonora eclética que vai Peter Gabriel a Vivaldi, a obra combina figurinos de tirar o fôlego, projeções impressionantes e marionetes gigantes, criadas por Michael Curry em um espetáculo grandioso, em que o corpo de bailarinos-acrobatas interpreta diferentes espécies de plantas e animais, reais ou imaginários, em uma jornada pelas transformações da vida na Terra.
Apresentada pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, com apoio da Lei Rouanet, a turnê é mais uma realização da DELLARTE e Ministério da Cultura.
Definido por seu próprio criador como um “grupo de bailarinos-ilusionistas”, por sua mistura de dança, acrobacia, elementos de ginástica, mímica, uso de objetos cênicos, ilusões visuais e projeções, tudo reunido em um contexto teatral, o MOMIX se consagrou em apresentações por todo o planeta ao celebrar em seus espetáculos formas, imagens, emoções e informações trilhando sempre o caminho da inovação criativa.
O Espetáculo
BOTANICA parte dos ciclos da natureza para criar um universo cênico em permanente metamorfose. Os dez bailarinos-acrobatas não apenas manipulam os elementos visuais: seus corpos se fundem a eles, fazendo com que flores, folhas, insetos, aves e seres mitológicos pareçam nascer diante do público. A precisão técnica, a força e o sincronismo do elenco sustentam ilusões que desafiam a percepção sem esconder a presença humana que lhes dá vida.
A montagem apresenta imagens de grande impacto, mas evita uma narrativa convencional. Flores se abrem em movimentos circulares, organismos se multiplicam, árvores douradas tornam-se parceiras de duetos e uma manada de centauros ganha forma pela união de diferentes bailarinos. Em outros momentos, a escala muda completamente: uma criatura marinha surge em meio a uma trama de contas, enquanto um enorme esqueleto de dinossauro atravessa o palco em uma cena de humor e surpresa.
O uso de luz negra e materiais fluorescentes amplia esse jogo de transformação. Braços e pernas luminosos se desprendem visualmente dos corpos e se reorganizam como pássaros, serpentes, borboletas e plantas. Espelhos, projeções e movimentos executados em diferentes planos criam anatomias, enquanto imagens ampliadas de folhas, flores, montanhas e céus fazem o palco oscilar entre o microscópico e o monumental.
Parte essencial da experiência, a trilha sonora reúne o canto de pássaros, trechos de As Quatro Estações, de Antonio Vivaldi, faixas da trilha do filme Birdy, de Peter Gabriel, cantos de Deva Premal, percussões de tabla de Suphala e música eletrônica de Delerium e Bluetech. A variedade sonora acompanha a montagem em seu movimento entre o terreno e o fantástico.
As marionetes gigantes foram criadas por Michael Curry, artista reconhecido por trabalhos para o Cirque du Soleil e o Metropolitan Opera. Integradas à dança, elas ampliam a escala e a atmosfera onírica de uma montagem em que o artifício não é escondido, mas convertido em parte do encantamento.
O que falam de Botânica
“Botânica transita nessa tensão entre ilusão e realidade, apreensão e encantamento. Você sabe que há uma pessoa por trás da máscara; a diversão está em descobrir como o efeito é criado.” (The New York Times)
“Maravilhoso. É ao mesmo tempo terreno e de outro mundo — uma visão magnífica dos milagres cotidianos que nos cercam.” (Times Union)
“Uma imaginação extravagante, um desfile contínuo de ilusões — voos fantasiosos tão encantadores quanto brilhantes. MOMIX é igual a magia.” (The Daily Gazette)
“Simplesmente não existe outra apresentação como a do MOMIX.” (BroadwayWorld)
Moses Pendleton
Coreógrafo e diretor norte-americano, Moses Pendleton desenvolve há mais de cinco décadas uma linguagem que aproxima dança, teatro visual, acrobacia e ilusionismo. Em 1971, foi um dos fundadores do Pilobolus Dance Theater. Dez anos depois, fundou o MOMIX, companhia cuja origem está ligada a um solo de mesmo nome criado para os Jogos Olímpicos de Inverno de Lake Placid, em 1980.
Pendleton também trabalhou em cinema, televisão e ópera, criou coreografias para companhias de balé e participou de eventos como a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1980 e a abertura dos Jogos de Sochi, em 2014, para a qual concebeu “The Doves of Peace”, com Diana Vishneva e 50 bailarinas russas. Assinou ainda videoclipes de artistas como Prince, Julian Lennon e Cathy Dennis.
Nascido e criado em uma fazenda de gado leiteiro no norte de Vermont, formou-se em Literatura Inglesa pelo Dartmouth College em 1971. Fotógrafo, já apresentou seus trabalhos em cidades como Roma, Milão, Florença e Aspen. Entre os reconhecimentos recebidos estão a bolsa Guggenheim, o Prêmio Coreográfico de Positano, o American Choreography Award e títulos honorários da University of the Arts, da Filadélfia, e do Dartmouth College. Em 2024, recebeu o Taobuk Award e, em 2025, o Richard Brettell Award in the Arts, da Universidade do Texas em Dallas.
MOMIX
Reconhecido internacionalmente por unir criatividade e extraordinária capacidade física, o MOMIX consolidou-se como uma companhia de bailarinos-acrobatas-ilusionistas sob a direção de Moses Pendleton. Fundado em 1981 pelo coreógrafo norte-americano, o grupo teve sua origem e inspiração em um solo de mesmo nome criado para os Jogos Olímpicos de Inverno de Lake Placid, em 1980. O nome MOMIX remete à mistura concebida por Moses ( MOSES’ MIX), síntese de uma linguagem que combina dança, acrobacia, teatro visual, humor e ilusionismo.
Desde sua criação, a formação e a dimensão da companhia variaram de acordo com cada produção. O princípio artístico, no entanto, permaneceu o mesmo: usar o corpo humano, a luz, a sombra, os figurinos, os acessórios e os cenários para criar imagens inesperadas, cultivar a dança e divertir o público. Essa identidade fez do MOMIX uma referência mundial em espetáculos que transformam o palco em um território de fantasia e desafiam a percepção do espectador.
Além das turnês internacionais, a companhia desenvolveu numerosos projetos para cinema e televisão. A emissora italiana RAI produziu cinco especiais com o grupo, exibidos simultaneamente em 55 países, entre eles Rússia e China. O MOMIX também participou da série Dance in America, da homenagem a Picasso realizada em Paris e de uma apresentação em que representou os Estados Unidos no Centro Cultural Europeu, em Delfos, na Grécia. Espetáculos da companhia foram lançados pela gravadora Decca, e Pictures at an Exhibition, produção realizada com a Orquestra Sinfônica de Montreal, recebeu um prêmio Emmy.
O sucesso levou o grupo a percorrer os Estados Unidos e países como Canadá, Espanha, Grécia, Itália, França, Alemanha, Rússia, Dinamarca, Inglaterra, Austrália, Irlanda, Holanda, Argentina, México, Brasil, Chile, Japão, Taiwan, Singapura e Áustria. A companhia também participou de filmes, comerciais e projetos especiais, ampliando para outras linguagens a pesquisa visual desenvolvida nos palcos.
Entre essas criações estão Bat Habits, concebida por Pendleton para a abertura do centro de treinamento dos San Francisco Giants, em Scottsdale; uma apresentação na celebração do centenário da Fiat, em Turim; e uma participação no Salão Internacional do Automóvel da Mercedes-Benz, em Frankfurt. Com pouco mais que luz, sombra, adereços e o corpo humano, o MOMIX vem surpreendendo plateias nos cinco continentes há mais de quatro décadas.
SERVIÇO
Rio de Janeiro
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, s/n – Cinelândia – Centro – RJ
Datas:
22/09/2026 – 19h (terça-feira)
23/09/2026 – 19h (quarta-feira)
24/09/2026 – 19h (quinta-feira)
25/09/2026 – 19h (sexta-feira)
Preços:
Frisa/Camarote: R$ 2.700,00 (6 lugares)
Plateia/Balcão Nobre: R$ 450,00
Balcão Superior: R$ 250,00
Galeria: R$ 150,00
Ingressos Populares: R$ 50,00 (ingressos limitados)
Vendas:
ingresso.dellarte.com.br
whatsapp: 21 98698-1103 (2a a 6a feira, das 9h às 16h)
FEVERUP
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